Alô 2012!

Bem, vamos para outra retrospectiva, não é? Mais pela força do hábito do que pela necessidade. Na verdade, eis uma coisa que adquiri esse ano, infelizmente: Mais distância do blog.

Talvez eu volte. Sempre há planos, em todo o caso… Mais textos, mais reviews, mais viagens, mais experiências… Um curso de fotografia,  o desafio de perder peso, um curso de francês, de guitarra… Planos nunca faltam a um novo ano, embora falta a verdadeira disposição de realizá-los.

Certo, reflexões da madrugada, da virada de uma noite para a outra, de um final de mês para um começo, a quem todos chamam de “vida nova” e coisas do gênero… Bem, para mim, a vida é a mesma (mas melhor), felizmente. Sou a mesma também. Mudanças?

Ano passado eu creio que foi um ano de grandes… Como chamam? Revelações, eu acho. Depositei minha fé na pessoa errada, meti os pés pelas mãos, mas acho que todo mundo precisa fazer isso de fez em quando pra ter certeza das coisas importantes e de seu real valor. Acabou que o mundo não se acabou, vejam só. Fui surpreendida. A raiva passou, a razão veio a mim e aprendi o que o coração tem de passar pra provar pro cérebro que, no fundo, ele sempre tem uma pontada de certeza. Perdi alguém importante, todos nós perdemos. O ruim de verdade é ver o mesmo mal que se abate em você roubar outras pessoas. Ninguém de fato deseja isso pra quem ama. Mas o que aconteceu, o que foi fulminante, se foi e não volta mais, e nos deixa aqui pra sobreviver. E eu fui muito bem amparada.

Dick voltou de mansinho. Como eu disse, fui surpreendida por coisas que eu não cria serem possíveis. Nunca creio que eu seja de fato tão importante para outras pessoas que não sejam ligadas a mim pelo útero ou sangue, rs…  Mas perdi esse tipo de crença tola, e aprendi que as pessoas que de fato amam, amam para sempre. E Dick foi quem me ensinou isso. Voltou, me recapturou, deu a volta por cima, apagou os erros, criou acertos maiores e fez tudo valer a pena. Reconquistou a aliança no meu dedo. Reconquistou o meu coração de uma tal forma que duvido de todo o coração que um dia podemos nos separar outra vez, e esta é uma das coisas que abomino sequer pensar. Não importa o quão clichê isso pareça, mas pertencemos um do outro para sempre. E mal posso esperar para passar o resto da vida ao lado dele. Mal posso esperar para acordar as manhãs e vê-lo do meu lado. Mal posso esperar por todos os filmes juntos, os parques de fim de tarde, as viagens de férias e fins de semana, os show de rock, os passeios de carro e de moto, as aventuras da vida, enfim, venham. Quero tudo que um futuro bom de verdade possa oferecer para nós. E apenas com ele. Meu Dick Grayson. Meu amado Dick. Minha verdadeira conquista e revelação, não apenas do ano que passou, mas de todos os que virão, com certeza. E não importam nossas diferenças, nosso preto e branco, nós combinamos até mesmo nos opostos. Os amigos, a família, não há ninguém que discorde. E a cada novo elogio ou olhar eu percebo que eu não podia ter feito uma escolha mais acertada, não importa o que tivemos de passar ou o que ainda teremos. Tudo é tão perfeito quanto poderia ser. Não consigo deixar de rir sozinha depois de lembrar de amigos dizendo que não podíamos ser um casal que combina mais, tão divertido, tão natural, tão cheio de amor. Como disse um amigo “Parece que vocês namoram há uma semana, e não há um ano. Até eu queria ter isso”.

A família, essa dádiva que tenho, nos acolheu sempre com o maior dos sorrisos. Aliás, a cada ano eu só tenho mais certeza de que a família é uma das jóias mais preciosas do meu baú. Vox, Petit, Harry, Lubs, Rub, Pete, Sunshine, Janis, Buttercup, e a minha novíssima em folha, e tão amada Little Mary. A cada ano que passa, só tenho mais certeza de que nunca quero deixá-los. De que, mesmo com os seus quens e poréns, são uma das maiores maravilhas do mundo.

Amigos, amigos, negócios a parte… 2011 foi, sem dúvida, uma reviravolta brusca nesse quesito. Minhas queridas e amadas Hay Lin e Taranee não sumiram das portas da minha casa, e nem da minha geladeira, rs… Embora, eu lamente dizer que vejo-as com tão pouca frequência que meu coração dói de pensar. Gostaria de voltar um pouco na época das festas de pijama, das noitadas de cinema, nas lanchonetes e sorveterias e praquela adolescência ao lado das amigas. Mas o tempo passa, o mundo muda e as coisas se vão. Will parece ter se juntado, mesmo que aos poucos, ao mundo inabitado de Cornélia. Se tornou tão ausente quanto temíamos. Mas é assim que a vida funciona, infelizmente. Tenha aqueles que não quer deixar escapar bem presos entre os dedos, ou eles os deixarão, hora ou outra.

Faculdade. Lá se foi o primeiro ano, tão logo ele veio. Na verdade, tenho até satisfação de ver como ou novos vestibulando estão preocupados com algo de que eu já risquei da minha lista. Não sou mais bixo, e eu nem sofri trote. Sabem como é, meu espírito esportivo acabaria em assassinato antes de passarem tinta pelo meu rosto. Mas, vamos ao que interessa… Amigos!! Novos em folha! Moe já se tornou indispensável no cardápio, minha pequena versão com um pedacinho de mim mesma. Tatuagens, rock’n’roll e devaneios. Tem também o Ryu, que não é tão próximo a mim como Moe, mas pelo menos é um camarada e tanto, entre outras grandes novas amizades e coisas do gênero. Aulas, bares e mais bares. Baladas, vida noturna e tudo o que uma vida universitária exige. Fico feliz comigo mesma de ter conseguido passar sem nenhuma DP, pois é a melhor faculdade do ramo, e a mais difícil… Ter passado para o próximo ano é quase que inacreditável, assim, rs…

Alterações no corpo: Finalmente, coragem! Passei um pouco por cima de minha fobia a agulhas e perfurei o nariz e tatuei LET IT BE no pulso. Não poderia estar mais feliz, nem mesmo com o cabelo preto bem pintado e cortado, as roupas novas… Enfim, como já mencionei, só me faltam uns quilos a menos.

Shows e viagens: Conheci Las Vegas! Conheci Atlanta! Ah, e que sonho são os lugares do mundo. A viagem começou entupida de saudades de Dick e de Little Mary. Mas tudo o que vi e vivi foi incontável. Las Vegas e seu constante estado de balada é tudo o que mostram nos filmes e mais. Muito mais!! Uma pena que fui enquanto menor de 21, e nada pude fazer a não ser olhar as coisas, mas mesmo assim, valeu mais que a pena. Finalmente realizei meu sonho de ver o espetáculo do Cirque du Soleil sobre os Beatles, um dos mais lindos shows que eu já vi na minha vida inteira. Fiz a maior loucura da minha vida, e fui nos brinquedos daquele parque de diversão que fica em cima de um prédio de 110 andares, o Stratosphere. Fiz tirolesa, andei de helicóptero, de jet ski e tomei café da manhã no meio do Grand Canyon. Andei de Hummer no meio do deserto. Visitei o Hard Rock local, me hospedei no Planet Holywood, enfim… Aproveitei a cidade infernal (se comparado à aqui, o calor do deserto consegue ser bem pior). E voltei com vontade de regressar! Ainda quero ver Las Vegas outra vez, e partilhar isso com Dick e com Moe. Atlanta, em si, foi um encanto à parte. O centro da cidade parecia encantadoramente congelado nos anos 80. Cinemas, grandes lojas, gramados verdejantes, jazz para todo o lado. E o aquário!! O Aquário mais lindo que já vi na vida! E ainda perdi a oportunidade de mergulhar com os grandes peixes, tubarões e arraias gigantes. Ainda voltarei lá para isto, assim espero. Conheci a maravilhosa Paranapiacaba, na qual planejo até ter casa, rs…

Shows e mais shows! Na agenda cultural, além do Cirque du Soleil LOVE, dos Beatles, em Las Vegas, pude me deliciar com outros grandes astros do Rock. Com Dick e Moe, logo no começo, fui conferir o grande Ozzy Osbourne. O Show foi de morno para frio, mas como não foi muito caro, valeu a pena a brincadeira. Tivemos Ringo Starr, em um show maravilhoso e cativante, Pearl Jam, no show mais épico do ano de 2011, sem sombra de dúvidas, com Dick, Vox, Sunshine e Lubs… Cirque Du Soleil, o Varekai, aqui mesmo em São Paulo… Zombie Walk 2011, que fez valer a pena não ter ido no Anime Friends para viajar a Vegas… Grandes filmes, excelentes livros. Um bom ano em questão cultural, creio eu.

De vitrola e LPs novos, com muitos CDs, um namorado maravilhoso, uma família hilária,  bons amigos e novas esperanças, espero novas experiências deste ano. Uma viagem ao Chile, quem sabe, não é? Um carro, finalmente! E muito Rock’n’roll… Que venho 2012!
E que venha o fim do mundo maia!

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Mais um dia, mais um dólar.

AVISO: post besta.

Salucitaciones.

Tive uma sensação tão embriagada de Monty Python que eu me percebi disposta a escrever. rs… Eis então uma parte do meu dia.

Na escola, se desenrolou como um dia normal numa aula de química. A professora tentava explicar a matéria, que eu acho que tinha algo a ver com halogenação e incógnitas. Enquanto isso, um grupo num canto brincava com uma camisinha cheia de ar… Do outro lado, nós jogávamos um inocente jogo de cartas, durante uma guerra de meteoros de papel entre todos os presentes (entenda você que um meteoro de papel exige ser feito com pelo menos 3 folhas).

Percebi ao decorrer do dia o quanto alguns achegados parecem conhecer relaticamente bem minha personalidade…

Eu e Tuki estamos ajudando no projeto de grafite para uma tal de Feira Cultural, e falávamos mal de um garoto qualquer, quando acabei ficando nervosa…

-Se ele der uma de folgado, vai acabar apanhando. Porquê vai mexer com o Tuki, que é um dos piores garotos da sala…

-E com você, Marina, que nem se encaixa muito na ala feminina… – Foi o que o Bob completou. Não posso digitar o modo educado como o respondi…

Na hora da saída, no caminho de volta para casa, tive de passar na auto-escola, para pegar certas informações. Estive acompanhada de Hay Lin e Mr. Bicman. Este último, enquanto a atendente me informava dos procedimentos para a retirada da carta, ria e caçoava de probabilidades mortais que envolveriam eu em frente ao volante. Pode-se imaginar como ficou meu crédito com a auto-escola. Especialmente quando ele gargalhou no momento em que a moça explicou sobre o exame psicológico. That sucker. Grr…

Quando saímos, chutei algumas caixas de papelão, pedras, e garrafas pela rua, torcendo pra acertar em alguma coisa relevante, como um carro. Minha filosofia é que você não deve se segurar quando sente vontade de chutar as coisas. O que é altamente reprovado pelos que estão ao redor de mim. Vai entender.

Mr. Bicman divagava sobre como seria meu exame psico-técnico, rindo de possíveis situações envolvendo imagens borradas e respostas sobre morte e atropelamento de velhinhas indefesas.

Parou em frente ao petshop e sorriu pra mim. “O que foi?” Hay Lin perguntou a ele, parando em seguida. Bastou que eu o olhasse, pra entender e gritar, assustando a maioria dos pedestres… MACAAAACOS!!!

Pra você que não entendeu… O petshop a caminho da minha casa recém-adquiriu um casal de macaquinhos. MACACOS! Se você tem um macaco, apenas um amigo que possui uma Coruja, um Jacaré ou uma Lhama te superam! Te colocaria no Status Quo do mundo dos fracassados colecionadores de animais domésticos bizarros!

Eu carinhosamente apelidei o casal de Charles Robert Darwin de Shrewsbury, em referência ao naturalista britânico, desenvolvedor da teoria da evolução. E o outro eu apelidei de Jubileu. Porquê é engraçadinho, sabe? Para que um casal de macacos seja cômicamente aceitável, tem que ter pelo menos um com nome idiota. Pelo menos funcionou com o Pink e o Cérebro. Enfim…

Já imaginou levar um amigo em casa, e ao dizer que vai apresentá-lo, chamando logo em seguida por Rex… e do nada surgir um MACACO de algum lugar?! Não? Tudo bem, eu só quis compartilhar o pensamento…

Já quase em casa, Hay Lin falava algo sobre ter assistido “Parasitas Assassinos”. Eu a encarei tortamente, e perguntei… ” Isso seria algum trash de terror? “. Ela então me explicou que era na verdade um documentário do Discovery Chanel, alegando ter cultura demais pra ver filme de terror trash. Eu acenei com a cabeça, só pra dar um apoio moral, rindo discretamente em alto e bom som. Foi então que ela começou a desenrolar uma descrição nojenta de casos mais nojentos ainda de pessoas parasitadas. Se você for uma pessoa com membros perdidos por causa de parasitas carnívoros, me desculpe… MAS EU NÃO QUERO SABER A MÍNIMA! eca!

– E aí, a mulher teve que operar depois que levou uma arranhada de um gato selvagem… – Ela terminou de me informar.

-É… tenso. É por isso que eu sempre digo: Nunca aceite carona de Aliens estranhos.

-Ah, não é assim também. Aliens não tem nenhum problema. O problema são cães e gatos de rua.

-É, faz sentido. Afinal, você nunca sabe por onde esses bichos podem ter estado.

-Exatamente. E um Alien, você bem sabe que vem do espaço.

-Você tem razão. Desculpe o equívoco.

-Tudo bem. Se acerte depois com os Aliens… – Ela terminou o diálogo e subiu para sua casa…

O que me lembra…

“Busquem Conhecimento”

Preto x Néon

É, é uma história verídica. Vejam bem vocês…

Estava combinado de eu passar esta tarde com um trio de amigas minhas nas redondezas que incluíam Liberdade e a Galeria do Rock. Eu, sabendo plenamente o tipo de estilo que estas companheiras são adeptas, decidi sair completamente de preto. Trajada de camisa preta, calça preta, all-star preto e um sobretudo da mesma tonalidade, saí de casa. Encontrei-me com elas no ponto, como planejado, e seguimos, primeiramente, para a Galeria do Rock.

Lá estando, ao passarmos por um certo grupo, evidentemente alguns anos mais velho que o nosso, fomos paradas. “Estamos fazendo um trabalho para a faculdade. É um documentário sobre o tipo de estilo de vocês. Sabe? Que se veste todo colorido. Podemos gravar vocês?”. Alguns minutos de pensamento vazio. Segurei a risada. “Claro!”.

As perguntas começam com Kuchiki, vestida de moletom Adidas azul, uma calça azul quase néon e um tênis cano longo da nike, daqueles gordinhos da moda. “Como você aderiu a moda?”, e ela responde “Foi influência da Emo”. “Há quanto tempo se veste assim?”… “Por volta de 6 meses”. “Por quê decidiu seguir o estilo?”… “Ah, é legal! É colorido!”. As perguntas são então dirigidas à Emo, vestida de um rosa berrante com bolinhas escuras: “Que bandas você escuta?”… “Ah, Restart, Tokio Hotel… (etc.)”. “E vocês têm frequentado os shows?”… “Não o último, só o penúltimo Happy Rock Sunday”. “Você se considera emo?”, e a Emo responde: “Não. Sou só confundida pelo tipo de música que gosto e jeito que me visto ou falo”. “Porquê você se veste assim?”… “Ah, porquê é diferente! É para provocar sensação de estranheza nas pessoas”.

Nesse momento, o rapaz me fitou, e pareceu segurar a risada, como eu tinha feito anteriormente. “Mas eu vejo que a amiga de vocês não é adepta a esse estilo”. E eu respondi sucintamente: “Não”. “Porquê você não gosta desse estilo?”… “Você vê nexo? Vê algum sentido aí? Nem eu. Não tenho preconceito, mas isso definitivamente não é a minha praia”. “E que bandas você escuta?”… “Caras como Killers, Beatles, até Joy Division, Bowie (etc.)”… Neste momento, meus amigos, devo lhes dizer que todos os integrantes do grupo abriram um sorriso e complementaram: “Boa, vocês deviam seguir mais o exemplo da amiga de vocês!”. E eu não consegui mais conter a risada.

Veja você, que o que eu quero ressaltar não é a entrevista em si, mas o contraste absurdo em que nos encontrávamos. Chegava a ser completamente hilário me ver com os olhos cirrados de lápis, e aquelas três lâmpadas de néon, juntas, andando praticamente de mãos dadas. Repare que realmente não tenho preconceitos, nem abomino. Só não é a minha praia. E quanto mais eu puder, mais preto eu vou vestir perto de quem brilha no escuro.

Galeria do Rock

11 De Setembro

Aviso: Post Besta

O relato comovente de um telespectador televisivo do momento em que os aviões chocaram-se contra o World Trade Center.

Estávamos caminhando pelas rebinbocas do bairro, eu, Terk e Bob, discutindo sobre Power Rangers. Um assunto bem idiota, para variar.

Terk: -Nunca gostei de Power Rangers.

MJ: -Sempre sobrava a amarela pra mim nas brincadeiras…

Bob: -Sempre gostei muito da programação da Tv Globinho, naquela época. Dragonball, X-Men. Até o sombrio dia em que o desenho foi interrompido para um plantão.

Terk: -Sempre tive medo do Plantão. o.o

Bob: -Era dia 11 de setembro. Eu vi aqueles aviões batendo nos prédios e fiquei com uma baita raiva. Interromperam meu desenho praquilo?! Custava os caras desviarem o avião, eu pensava… Mal sabia eu que eu perdia minha Tv Globinho por uma causa muito mais nobre.

Silêncio.

MJ: -Vou postar isso no meu blog.

Terk: -Ah, meu Deus…

De Baixo de Sete Chaves

Nestes anos (poucos) de vida, passei por muita coisa, certamente. Que acho cansativo demais para ir tecendo por aqui, assim, sem mais nem menos. Creio que reservo tais detalhes a quem me tem ao lado verdadeiramente pelo tempo. E, por ter levado tantas, e atravessado mais outras, penso muito a respeito de tudo. Sempre tento ao menos saber por que tais coisas acontecem, e na maioria das vezes, comigo. Mas isso é outro assunto, pra outra ocasião.

O que venho aqui dizer é que ultimamente, ando tecendo muito (e não é de agora) uma idéia sobre amizade. Sempre pensei que já a tivesse bem concluída na cabeça. Mas é nessas horas que todas as suas conclusões parecem querer provar estarem erradas.

Não sei dizer se sou muito ingênua, ou o contrário. Talvez eu até seja, confio facilmente em qualquer um que me ofereça um sorriso e bons momentos. Tolinha, claro.

A questão é que uma amizade é construída do ponto zero. Do nada, por nada. Ela simplesmente se mostra ali, presente, funcional e companheira. Não tem interesses, não tem implicações, não tem condições ou limitações. É verdadeira por si só, pela convivência de duas pessoas que se dispõem uma a outra, que se aceitam, que se conhecem e verdadeiramente se respeitam, não importando idade, não importando sexo, não importando estado civil, status social, ou qualquer outra baboseira. Ela cresce, ela se fortalece e, em pouco tempo, ela te revela uma pessoa em que sempre poderá contar e vice-versa. E, ao passo que ela se decorre, ela se mostra cada vez mais incrível e nova.

Tomarei aqui de um exemplo pessoal, se me permitem. Conheço Hay Lin, a quem considero uma irmã, desde meus 2 anos. Isso significa mais de década de amizade. Bem mais. Hay Lin sempre foi um grande oposto meu. Quieta, comportada, educadinha, meiga. Uma doçura de menina. Quanto a mim, bem… Quem me conhece, percebe aqui as contradições. Para quem não conhece, acreditem quando digo que é sim um oposto. Porém, ao decorrer da infância, nos criamos juntas. Hay Lin sempre se divertia com minhas asneiras e estardalhaços, e por isso, criamos um laço. Ela tornou-se minha confidente. E foi ela quem esteve junto a mim no decorrer das desventuras da minha vidinha enfurecida. Não só ela, claro, mas vamos focar no exemplo. Ela esteve lá para me consolar, para me ouvir, ou para falar. Para me abraçar ou me bater, me acolher ou sorrir. Mesmo se errássemos uma com a outra, isto não era importante. A amizade era forte o suficiente para passar por uma lombada ou mais sem maiores estragos, seguindo viagem indiferente. Brigamos, sim. Mas nunca me lembro de uma única briga em que nos odiamos, falamos mal uma da outra, jogamos contra na cara da outra, ou qualquer outro quebra-pau horrendo. Brigas e desentendimentos acontecem a qualquer um. Até consigo mesmo. Mas aí é que está a beleza majestosa da amizade. Isso não importa. Isso passa. E a vida segue da mesmíssima forma.

Temos dias silenciosos e apagados, em que mal nos falamos ou nos olhamos. Não por desavença, mas por simples efeito do tempo. São anos a fio juntas. Porém, mesmo depois de eras, há dias e dias que passamos o tempo inteiro conversando ou rindo, viajando juntas, ou passando horas no telefone.

Cada sorriso dela é para mim como uma miragem num deserto. Cada momento é um pedaço precioso de uma coleção sem preço. Seja ele silencioso, triste ou divertido.

Já escutei que verdadeira amizade é aquela na qual mesmo estando horas em silêncio, ao separarem-se, ambos sentem que tiveram uma das melhores conversas da vida.

Este exemplo também é a prova de que se pode existir a amizade com qualquer um. Seja esta pessoa parecida, ou completamente oposta, isto não é relevante. Isto não muda a amizade e nem a prejudica. É o simples respeito e carinho. É um casamento perfeito, sem as carícias, é claro. Ou o contrato. Ou o padre… Enfim.

Conheço outros tipos de amizade a parte deste que cultivo há tantos milênios com Hay Lin. Conheço minhas garotas, Will e Taranee, há alguns bons 6 anos, e estas me acompanham da mesma forma. São meu pedaço de vida. Isto sem falar de Bob, ou Terk, ou outras pessoas incríveis com as quais convivo. Algumas talvez não perdurem como sei que outras perdurarão. Mas não deixam de conter todas as especialidades que já expus. São únicas, e perfeitas pelo que são.

Por ser a mais natural amizade possível. Pessoas que escolheram estar ao meu lado, que escolheram me entender, me ouvir, me acompanhar, me abraçar e me aceitar. E vice-versa.

E eu posso dizer então a tais pessoas que sou feliz pelos momentos que tenho ao lado delas, e que as amo de coração, sempre em minha memória e história.

Pela verdadeira amizade, guardada a sete chaves.

Forma de um… Balde D’Água?!

Aviso: Post Besta

Estávamos nós, eu e Bob, de saída de nosso curso musical quando começamos por nada uma conversa sem pé nem cabeça, como a maioria das vezes. Batemos a mão e entoamos quase que ao mesmo tempo…

-Super Gêmeos, ativar. Forma de um balde de água.

 Silêncio.

Bob: – Que ridículo é se transformar num balde de água pra resolver alguma coisa.

MJ: – Um vira um animal ignorante, tipo um tigre, ou um mamute… e o outro, uma droga dum balde d’água.

Bob: – Mas o balde de água sempre resolvia tudo. Esse que é o pior.

MJ: – Acho que a mão desse cara devia sempre dizer que um balde d’água resolvia qualquer coisa… Daí cresceu, e ao invés de criar um super herói que atirasse lasers ou corresse na velocidade da luz, fez um doido que sempre se transformava na droga do balde.

Bob: – Queria ver um balde d’água resolver os problemas hoje em dia. Por isso que são heróis ultrapassados.

MJ: – Olha o Super Homem, por exemplo. Um bruto ignorante. O cara faz tudo! Voa, é super rápido, tem o olhar de raio laser e raio x, super audição, super força, super sopro… Nem tem graça.

Bob: – Fora que agora, ele retornou. O cara morreu e voltou. Tem que ser muito bom pra isso.

MJ: – Ah, mas pra um caso desse, temos o exemplo do Goku. O infeliz já morreu e voltou umas 15 vezes. De tudo quanto é jeito. Que graça isso tem? Além do mais, casou com a mulher mais forte do mundo, e teve duas miniaturas dele.

Bob: – É um abuso com a nossa inteligência. Tem o Magneto também. Tudo tem metal. Acabava o problema dos Transformers.

MJ: – Nessa tem o lanterna verde também, que a luzinha do anel do cara faz de tudo. Se ele quiser parar o mundo, o infeliz consegue.

Bob: – Pior é o John. Aquele cara meio verde da liga da justiça, o ET. Com certeza, o mais apelão de todos. Ele mata o Superman tranquilamente. Não é humilde que nem o Flash, por exemplo, que só tem um poder, mas que pode fazer um monte de coisa com ele, tipo tornados.

MJ: – Ou o homem aranha, com as teiazinhas dele, os super pulos e tal.

Bob: – Se bem que aqui ele estaria ferrado. Ta vendo prédio por aqui? Nem eu.

Silêncio…

Bob: – Puta papo de nerd né?

MJ: – Dessa vez vou lembrar de postar no blog.

Bob: – Faça isso. Eu vou aproveitar a deixa e sair fora desse assunto estranho. As pessoas na rua estão olhando.

Despedimo-nos. Silêncio.

MJ: – Tem vilão mais viado que o Majin Boo?

Bob: – Rosinha, cheio de furos…

MJ: – Que quer transformar os inimigos em biscoito, pra comer eles.

Separam-se, seguindo cada um para o seu lado, rindo absurdamente da vontade de prosseguir num assunto tão estúpido. Bob precisava estar logo em casa, para ter tempo de seu próximo curso. E um balde d’água não ia resolver. Hehehehehehe!

Dígito 09.

Já vi tantas retrospectivas por aí de 2009… Da Globo, da Veja, da MTV, das rádios, dos produtos… E, ultimamente, um pouco de retrospectivas de Blogs. E por mais estranho que pareça, foram as mais interessantes. Afinal, demonstra o quanto uma pessoa apegou-se (ou não) ao ano, as experiências, aprendizados, perdas, ganhos, etc. de um modo sincero e pessoal. Mesmo que pareça tolo, foi um ano a mais (ou a menos) para alguém, em muitos lugares. O meu não foi diferente. Ou foi. Bem diferente.

Percebi este ano o quão instável sou, mas o quanto me surpreende que posso controlar isso, sem perceber. O quanto minha distração avançou e regressou. O número de amizades que semeei e, rapidamente, colhi. E quão bons foram os frutos, mesmo que nem sempre tão maduros. Percebi que sou bem mais fraca do que imaginava… E um pouco mais forte do que imaginavam. Ganhei e perdi, e não sei dizer o quão balanceado e justo isso foi, mesmo porquê, acho que perdi o senso disto há um certo tempo. Sinto que envelheci uns 20 anos, mas retrocedi à infância milhões e milhões de vezes. Foram 12 meses, 365 dias… De puro Darwinismo. Evolução, creio eu. Ou não. Aqui clamo Einstein e a Relatividade. Tudo dependerá do ponto de vista…

A virada, onde 2008 foi deixado para trás, foi na praia. Certamente, deliciosa. Um casal de amigos de minha irmã, minha irmã e o marido, minha mãe, e um primo. Os fogos, as noites de jogatina (Não poker, Jogo Da Vida), o passeio de Banana Boat (com queda), a tentativa de invadir uma Rave particular… E um telefonema beira-mar. De um alguém que eu cultivei uma história de anos de amizade e, naquele momento, mais que isso.

Passo um bom tempo com minha amiga/irmã numa outra praia, em contato com outro grande amigo nosso. Retorna o ano letivo. 2° ano numa escola onde eu tinha me adaptado bem, pelo que imaginava. Uma nova amiga, uma antiga, que se tornou nova, um antigo, que continuou melhor e melhor, a falta de uma antiga, que tinha ido pra outro estado… E a companhia da eterna. Sem contar com todos os outros, que com certeza, contam. Passam-se testes, provas, atividades. Mais testes, provas e atividades de um começo de semestre. Nada muito a se preocupar (pelo menos não pra mim. Não, não é modéstia… É que sei me ajustar, do meu jeito). Uma notícia. Que pra mim, foi como saber que estava anunciada a Guerra Fria. Mas nada havia de negativo.

Eu e minha mãe estávamos naquele momento planejando uma viagem de meio de ano, nas férias… Para Minas Gerais. Eu iria conhecê-lo, depois de quatro anos. 13 horas de viagem. Uma semana em uma cidadezinha calorosa… E uma aliança. Durante toda a expectativa, a estadia, e tudo o mais… Pareceu o melhor sonho já traçado pelo inconsciente de uma garota apaixonada. E foi real. Até a volta.

Beirando uma depressão, por ter voltado, por ter deixado, as amigas socorreram, (surgiram novos) os amigos conversaram… E o poço levou 1 mês pra mostrar seu fundo. Bastou uma ou duas ligações, quase nenhuma insistência… E lá se foi a aliança se perder em algum lugar do armário. Foi uma fase. Uma bem intensa, daquelas que marca a vida. Mas fase é um degrau. E continuei subindo.

O bom de ser do jeito estranho que sou, é que mudo. Me moldo, me adapto, mesmo que a contragosto as vezes, me convenço… E supero.

Foi neste momento, acho eu, que toda a mágica começou a acontecer. Chame de mágica, ciência ou tempo… Aconteceu. Me moldei, me adaptei, me convenci. Formulei teorias, escrevi polêmicas, falei sobre conspirações, inspirei a mais inconstante mudança. Depois de 1 mês de uma mente vazia e um corpo ferido, foi como se o Big Bang tivesse sido desvendado de uma vez, por uma só pessoa, dentro de um só organismo. E lá eu estava, vivendo então. É engraçado como as coisas acontecem, e parecem simplesmente acontecer. Mas na verdade, tudo faz parte de uma coisa só, que são várias que só enxergamos devagar, num plano sem pé nem cabeça, que gira sem parar numa órbita alucinada, dentro de um grande sistema que nos compreende, mas não limita… E que pode fazer tudo acontecer. Sem o simplesmente. Se isso pode ser chamado de vida, não é pra mim que tem que perguntar. É fase, ou não. Eu disse que escrevia polêmicas, conspirações e todo tipo de maluquice.

No meio dessa guinada desenfreada, tornei-me próxima de um alguém já próximo, mas, se me permite a contradição, distante. Mais uma vez, é engraçado como as coisas parecem acontecer. Como as pessoas se trombam nessa vida. Umas vezes na hora errada… E outras, pontualmente. O ciclo toma um eixo e torna-se constante. Conversas, devaneios, experiências. Loucuras, como sempre, são as mais necessitadas. Evolução. Relatividade. Não vou voltar o começo, acho que o ponto já foi esclarecido. Enfim, foi o suficiente para que este alguém se tornasse marcado, sem a menor sombra de dúvidas. Essencial. Especial. Igual, ou não. Um sobrevivente.

Foi neste ponto em que o blog começou. Ou um pouco antes, ou um pouco depois. Tudo parece fazer um pouco mais de sentido? É, eu sei que não. Sem problemas. Prossigo?

Estou agora no início de setembro. Uma viagem à praia com os amigos. Foi convidado o amigo de um amigo. De certa forma eu já o conhecia, como todos eu já havia conhecido um dia. Criança, eu corria sempre como uma maluca pra lá e pra cá, sem prestar muita atenção, sempre esbarrando nos outros. Cresci, tornei a conhecê-los, e lá estávamos nós, naquela praia semi-deserta. Risadas, besteiras, flashes permanentes, como todos os bons amigos rendem. De volta, eu e ele permanecemos em contato… E em pouco tempo, estávamos de lábios e mãos dadas. Nunca fui uma pessoa de difícil convivência, me apego fácil, e vice-versa… Mas eu realmente não esperava algo mais.

E foi justamente (o contrário) o que aconteceu. Aquele amigo de um amigo se mostrou cada vez mais totalmente diferente de todos, e cada vez mais interessante, e mais interessado. Nossa aproximação foi no início, um tanto hesitante, mas depois, foi como que inevitável. E percebi estar apaixonada. Ele pôs de lado seus medos e pediu-me em namoro. Eu aceitei. Um mês depois, desconfiávamos de que era realmente mais sério. No dia 30 de novembro, ele puxou um par de alianças do bolso e disse que me amava. Tenho-a no dedo até agora. E não pretendo tirá-la por um longo, longo tempo. Eu o amava. Eu o amo.

Transcorre-se o resto do ano em passo rápido, mudado, com cheiro de velho arrastado, meio mofado, mas que ainda resistia. Passou-se o surto de uma doença, uma crise econômica mundial, um transtorno climático, um caos crescente na cidade, um apagão. Foi-se o Natal. Passou-se um ano. Para mim, para você, e para o mundo. Passou-se 2009.

Chegou 2010.

É uma página em branco nos bancos de dados do presente… Do futuro. Mas que será escrita. Obviamente. Não há como isso ser impedido, porquê o mundo não pára, o planeta gira e a Evolução continua. Para mim, para você, e para o mundo.

Ou não.

Feliz 2010. 😀

Agradeço a Dick, Hay Lin, Taranee, Will, Bob, Terk, Rouxinol, Vox, Buballoo, Buttercup, Old Janis, Harry, Petit… E todas as inúmeras pessoas maravilhosas que marcaram este ano, todo o resto da minha vida.