O Estranho Mundo de Jack

Muito bem crianças, aproximem-se e tomem seus lugares sentadas nas lápides do cemitério, e tragam suas abóboras e camisas listradas, pois é hora de Tim Burton.

(Título original: The Nightmare Before Christmas)

O estúdio da Walt Disney Pictures apresenta O Estranho Mundo de Jack, de Tim Burton. Um filme musical animado infantil, com duração de 77 minutos aproximadamente. Direção de Henri Selick, produzido e co-escrito por Burton, do ano de 1993.

Trailer em inglês

Concorrendo em 1994 ao Oscar, e perdendo para o venerado Jurassic Park, O Estranho Mundo de Jack é sem dúvida uma das estrelas douradas na testa do Tim Burton. O musical foi cogitado cerca de dez anos antes do projeto do filme acontecer, mas a Disney sempre esteve com o pé atrás, pois a idéia parecia ser macabra e sinistra demais para as crianças. De fato, este é um dos filmes que costumava me botar medo e fascínio na minha época de girininha. Com o inconfundível e único toque de meu diretor preferido, o filme te leva para dentro do mundo dos feriados. Com portais para o Dia de Ação de Graças, Dia de São Valentim, Dia de São Patrício (típicas comemorações americanas), Páscoa e Natal, entramos pelo do Halloween, chegando à cidade tenebrosa de Jack Esqueleto, o rei do susto. Os personagens mórbidos, cantantes e perversos de massinha encantam os tragicômicos. Mas Jack não está satisfeito, e vaga até a Cidade do Natal. Se encanta pela magia da cidade e convence os habitantes do Halloween a terem sua própria versão natalina. Dois dos meus mais queridos personagens, além de Jack, encontram-se Sally, a boneca de pano com um bom coração, e o Oogie (bicho-papão), que me fazia esconder o rosto no cobertor, hehe. 

O elenco inclui Chris Sarandon (Jack Skellington) e Catherine O´Hara (Sally) na versão original.

Cartão postal da cidade do Halloween

No mais, é preciso assistir o filme. O enredo é apaixonante, e se você é um fã do submundo, vale a pena ver, se nunca teve a chance. Pra você que é familiarizado com o queridíssimo Rei da Abóbora, vale rever agora em remasterização digital, ou até mesmo em Blu-Ray. A qualidade do DVD realmente influi no modo como a cidade do Halloween encanta. Como coloquei as mãos na edição de colecionador, nem sequer tive tempo ainda de ver todos os extras e especiais do filme. Vale lembrar aos fissurados por Tim Burton que, embora a decepção, ele esteve muito ausente na produção do filme, deixando-a nas costas de Selick. Então, não se engane quanto ao cenário, personagens e tudo o mais… Desilude saber que Burton tinha outras coisas mais importantes pra cuidar. Mas é um bom conforto ao nosso coração obscuro que pelo menos a idéia geral é dele. Palmas e palmas para o conto de Natal mais legal da minha infância, e um grande abraço para o Burton, que só não me ganha mais do que Beetlejuice no seu passado.

Burton e seus monstrinhos apaixonantes

Sinopse: Entediado com a velha rotina de gritos e sustos, o Rei do Halloween Jack Esqueleto, deseja espalhar a alegria do Natal. No entanto, esta alegre missão coloca Papai Noel em perigo e cria, por toda a parte, um pesadelo para meninos e meninas!

Junte os amigos da noite na sessão nostalgia.

Seguem alguns links pra download gratuito do Estranho Mundo de Jack. Nenhum destes links foi testado, então, boa sorte.

Filmes Para Download (com legenda separada)

Baixar Filmes e Séries (O link do Megaupload está inválido)

Factory Filmes (legenda separada)

Telona (RMVB, Dublado -também é legal assistir-)

Elite Dos Filmes (Avi, dublado, link com trailer)

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One, Two, Tragicomic Is Coming For You.

Este fim de semana foi dia de minha primeira experiência com Krueger. Não em pesadelos, rs. Mas sim em questão cinematográfica. Assisti Nightmare On Elm Street, ou mais conhecido como Hora do Pesadelo junto com o Dick (my boyfriend). Não, este não é o original, é o segundo filme, o remake que saiu em 2010, dirigido pelo Samuel Bayer. E sim, como eu havia dito, assisti pela primeira vez, nunca vi o primeiro. Eu já era um pouco familiarizada com o querido e amado Freddy, mas nunca o havia visto em ação, e devo dizer meus amigos, que eficientes pares de garras que aquele rapaizinho tem, rs.

 O filme todo tem uma interpretação péssima por parte de todos os atores, exceto pelo nosso excelentíssimo assassino e os dois freaks, Nancy e Quentin (Tarantino? nah! rs). O humor tenebroso de Freddy chegava a me fazer gargalhar por dentro em suas aparições aos personagens. Efeitos muito bem feitos, e mesmo assim, poucos, o que acresceu a qualidade do filme. Descarte os que morreram, sua interpretação chegava a ser tão nojentinha que mereceram ter o fim do filme, rs.

 Mas o filme em si, em algumas cenas chegava a me remeter uma lembrança de infância. Calma! Não matei ninguém em seus pesadelos por vingança de meus crimes. E mesmo que o tivesse feito, nunca diria em meu blog, certo? (será?) rs… Mas a lembrança a qual me refiro retrocede alguns anos, na pré-adolescência, quando eu ainda fazia meu curso de inglês. Era Halloween, e toda o lugar estava arrumado com salas temáticas. A minha era sobre filmes de terror. Vi capas escuras, de capuz, largadas em um canto e me encantei. Logo me encarregaram do que eu viria a me lembrar. As capas eram para algumas crianças usarem candando a cantiga de Freddy Krueger, de mãos dadas, nada do corpo além da capa a mostra, enquanto os convidados eram conduzidos no escuro pela sala cheia de efeitos. Aquilo foi uma diversão absurda para mim. Eu me dava ao luxo de as vezes olhar bruscamente em direção de alguém e levantar só um pouco a cabeça, sorrindo à meia luz. Aquilo devia ser incrivelmente macabro e engraçado!! rs.

Voltando ainda mais no passado, quando eu ainda era criança de terceira série, houve algo parecido em minha escolinha. Havia uma sala com temática de susto. As luzes eram apagadas e nós éramos conduzidos pra dentro da sala, com sons de monstros, batidas fortes e repentinas, e muito saíam chorando. Eu entrava e saía daquela sala sem parar, pra tomar os sustos. E saía rindo. Em uma das vezes, decidi que eu queria era assustar, então, quando alguém pegou meu pé por debaixo de uma mesa no escuro, me abaixei e entrei para baixo dela também. O aluno mais velho que se assustou, mas eu expliquei que queria ajudar e ali eu fiquei. Passei o dia todo puxando os pés de crianças e gritando assustadoramente, esperando que alguém saísse correndo morrendo de medo. Diversão pura!

Ainda criança, eu gostava de assustar meus primos. Passávamos muitas férias em uma casa de campo da família, e eu sempre fui muito criativa e espoleta. E perturbada, claro, creio que isso já deu para perceber. Muitas vezes, quando escurecia, eu ficava procurando por morcegos nas árvores, olhando pra cima, querendo me embrenhar em trilhas. Uma vez, fiz todos os meus primos, tão crianças quanto eu, acreditarem que eu era algo como um lobisomem, e que quando anoitecia, eu ficava insana e poderia virar um animal selvagem. E eles acreditavam, porquê eu olhava pra lua obcecada e sumia por horas no quintal. Quando na verdade eu só estava procurando morcegos, hehe. As vezes eu uivava alto, só pra alguém ficar com medo, escondida no escuro. rs…

Um pouco mais velha, já por volta da quinta série, eu cuidava de algumas crianças menores no período integral. As vezes, a professora nos levava pra uma sala fechada, quando eu pedia. Eu apagava as luzes e acendia uma lanterna no meu rosto. Por horas, eu contava histórias de terror para os menores, enquanto a professora corrigia provas ou lia alguma coisa. As vezes ela também prestava atenção, para depois ameaçar as crianças com algum elemento dos meus terrores fantasiosos, caso fossem desobedientes. As vezes eu piscava a lanterna pela sala. As vezes deixava tudo escuro e acendia derepente, gritando e assustando os pequenos. Era uma diversão imensa para mim. Hehe!

Quando eu escutava algo assustador sobre a vida real, sobre mortes, acidentes, tragédias ou monstros que poderiam me arrastar enquanto eu dormia ou me distraía, eu tentava distrair a mente com algo que me divertisse. Eu tinha medo de caveiras. Ossos humanos. Isso por quê uma vez, acabei encontrando um enterrado na praia, vítima de traficantes. Aquilo me perturbou muito. Mas eu descobri um jeito rápido de desviar o medo: o humor. Bastava deixar o que era assustador, divertido. Então, quando eu lembrava do esqueleto, eu o imaginava dançando. Eu o imaginava como Tim Burton fazia: Cantando, se remexendo, rindo e fazendo outras coisas ainda tenebrosas, mas que me entretiam em minha cabeça (aliás, quando criança eu gostava de muitos filmes do Tim Burton, mas só depois de muito tempo descobri que ele era o autor das obras). Imaginava a Ivete Sangalo na micareta. Mas só o esqueleto dela. Não sei porquê, mas eu sempre achei ela um pouco de motivo pra piada, desde criança. Eu também imaginava a Xuxa da mesma forma. Nunca fui muito com a cara dela, rs…

 No fim das contas, acabei voltando minha atenção para o filme, enquanto Freddy ia contando suas vítimas, arranhando as garras nas paredes, aparecendo em silhuetas portas afora na noite. Com um final que poderia ser um pouco mais interessante, a Hora do Pesadelo entrará em meu rank de filmes que pretendo colecionar, e um novo em minha lista de terrores (por incrível que possa parecer, eu não era muito fã desse gênero. Agora eu sou, claro, rs). Depois que superei o medo dos esqueletos, parei de enxergar olhos vermelhos no vão das portas e temer lobos bestiais desossando pessoas quando as luzes se apagavam (mas eu ainda tenho medo de agulha!), minha mente transformou o medo em humor e eu acabei me tornando fã das risadas sinistras, e dos monstros da noite. Acabei me tornando, como Dick definiu-me perfeitamente uma vez…

TragiCômica.

Eu já tive pesadelos repetidos. Você não?

One, Two, Freddy Is Coming For You

Three, Four, Better Lock Your Door

Five, Six, Grab a Crucifix

Seven, Eight, Better Stay Up Late

Nine, Ten, Never Sleep Again!

 pra quem curtiu as caveirinhas dançantes, eis aqui um link [english required] do bom pra dançar com os mortos: http://sweetskulls.blogspot.com/2008/07/musical-dead.html

Kill Bill – volume 2

Que Tarantino é um mestre, todos nós sabemos… rs

Kill Bill – volume 2 tem aproximadamente 137 minutos, pertence ao gênero de Ação e foi escrito e dirigido por Quentin Tarantino, inspirado no personagem de “The Bride” de Q&U.

Depois de visto o primeiro volume, é claro que Tarantino deveria nos saciar com o descorrer dessa história esplêndida da mais pura vingança, estrelando a sanguinária Uma Thurman, que interpreta tão bem que até emociona. Muitíssimo bem produzido e executado, o filme mantém-se na linha de maestria de um de meus diretores e roteiritas prediletos, com ápices de clímax e pancadarias intermináveis, com acentuações da cultura japonesa/chinesa ainda bem nítidas nessa obra americana. De fato, uma das melhores junções dessas culturas que já vi em uma obra de cinema. Infinitos pontos pro Tarantino!!

As filmagens parecem ainda melhores, os efeitos continuam sendo bem usados, assim como no primeiro filme, e as atuações são impecáveis. Mas ainda assim, o volume dois mantém o nível de cenas épicas tanto quanto o primeiro volume, com explicações sucintas e hipnotizantes do próprio enredo, o que nos prende na cabeça de Tarantino, doidos por saber o que vai acontecer na história. A cada adversário perseguido, há uma história melhor, uma elevação da personagem e uma expectativa crescente de como tudo vai se resolver. E é óbvio que será em cruzar de espadas e sanguinolência, hehe. A trilha sonora não é tão boa quanto a do primeiro volume, mas também não peca. Agrada e ganha sintonia com o filme. Uma obra muitíssimo bem feita.

Sinopse: Com esse thriller, o diretor e roteirista Quentin Tarantino (Pulp Fiction) completa a saga de vingança iniciada pela Noiva (Uma Thurman) em Kill Bill Vol. 1! Com dois nomes riscados de sua lista de morte, a Noiva está de volta com muita sede de vingança e os próximos da lista são Budd (Michael Madsen) e Elle Driver (Daryl Hannah), os únicos sobreviventes do esquadrão de assassinos que a traiu quatro anos atrás. Mas sua espada ainda pede o sangue de Bill (David Carradine), seu antigo mestre e mandante da execução. Como sequência do aclamado Kill Bill Vol. 1, você sabe do que Tarantino é capaz. Isso significa que tudo pode acontecer.

rating: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Kill Bill – volume 1

Eis aqui uma das melhores obras cinematográficas já produzidas, vinda direto da mente brilhante de um dos maiores roteiristas de todos os tempo, o genialíssimo Quentin Tarantino.

Tem aproximadamente 110 minutos, Ação, escrito e dirigido por Quentin Tarantino, baseado no personagem “A Noiva” criado por Q & U.

Kill Bill é um dos filmes de ação que mais me surpreende, exatamente pelo fato de eu não gostar deset gênero de filme. Mas Tarantino consegue transformar a ação em arte, em conquista, em vislumbre e ouro! É visionário, atrevido, ousado, preciso, louco e artístico, mantendo linhas de pensamento rebuscadas e regadas em sangue. O tipo de coisa que hipnotiza o bom espectador nos primeiríssimos minutos.

Obviamente a obra em si dispensa quaisquer comentários de meros mortais como eu. O enredo de “Kill Bill” é maestral por sua simplicidade e sinceridade. O trama se desenrola diante de uma grande tragédia e violência contra Black Mamba (seu nome irá manter-se oculto para que nada seja estragado). Ela, que fazia parte de uma gangue de assassinos, acaba sendo vítima de seus parceiros, e extremamente lesada. Depois de acordar de seu coma, ela vai procurar vingança contra aqueles que lhe fizeram tamanho mal. E entre lutas de facas, espadas samurais (com participação de Lucy Liu) e tiroteios, Black Mamba, representada pela excelentíssima atriz Uma Thurman, continua sedenta por sangue. E por matar o mentor de sua agressão: Bill.

O trabalho com as câmeras, na minha opinião, é excelentemente trabalhado, os closes são ótimos, em especial quando focam na própria Uma, que não poderia incorporar uma protagonista melhor. Aliás, acho que esta é de longe sua melhor atuação. A coreografia da maioria das lutas não mostra muita fluidez, o que é difícil acontecer com lutas de espadas sem que o ator seja de fato praticante da arte. Mas mesmo assim, o filme não perde pontos por isso. O jogo de efeitos também é bom, embpra muitas vezes, bem forçado. É claro, é uma obra de puríssima ficção, e Tarantino deixa sempre bem claro, parecendo querer que o filme faça-te lembrar de uma HQ. Aliás, o anime que rola mais pro meio do filme é incrívelmente bem feito, que até dói saber que não existe em séries isoladas para baixar, hehe. Os jogos de preto e branco são bem usados, em cenas que poupam a sanguinolênica (hey, não se assuste. O sangue não jorra e faz o barulho que o filme mostra, okay? Não precisa cortar um membro pra saber disso.). Thurman não poderia incorporar melhor o ódio e a determinação da heroína, e o filme não poderia ter cenários melhores.

By the way, a trilha sonora é impecável e bem pegajosa. Com isso, quero dizer que você provavelmente ficará com os ritmos na cabeça por dias e escutará a trilha do close assassino em sua cabeça por muitas vezes em que sentir vontade de estrangular alguém, hehe.  Como eu disse, tudo leva a crer que o que Tarantino queria era chegar ao clima de fazer o filme parecer uma HQ com muito mais vivacidade. Pontos e pontos pra ele!

Estou extremamente feliz em ter adquirido o DVD. YAY!

Sinopse: Um filme imperdível com ultrajante senso de humor e cenas impecáveis de luta… A quarta criação de Quantin Tarantino, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro por PULP FICTION, é uma homenagem aos filmes de bang-bang e de kung-fu. A atriz indicada ao Oscar, Uma Thurman, lidera este elenco de estrelas que inclui Daryl Hannah, Lucy Liu e David Carradine. Traída e quase morta no dia de seu casamento, a assassina de elite “A Noiva”, acorda após ficar quatro anos em coma. Ela quer vingança… Ela quer matar Bill.

rating: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Hair

rating: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

“Brilhante!” – Los Angeles Times

“Arrebatador!” – The Wall Street Journal

“Hair é um filme para todos!” – Newsweek

Musical de duração de 121 minutos aproximadamente, direção de Milos Forman, roteiro de Michael Weller, do ano de 1979.

Repassando por minha seção de críticas de filmes, reparei que eu ainda não tinha postado uma resenha para um de meus filmes favoritos: Hair.

Que absurdo! Rs… Lembro-me da primeira vez que o vi, por acidente, na casa de Sunshine e Pete. Quando percebemos, todos prestávamos atenção na televisão e eu vibrava com cada cena e música. Hair é simplesmente indescritível, definitivamente um marco essencial na história dos musicais e das revoluções Hippies. Conta com a abertura de uma das melhores músicas do 5th Dimension: The Age of Aquarius e o encerramento de outra: Let The Sun Shine. Segue a sinopse dessa obra prima imperdível…

Sinopse: Capaz de transmitir toda energia, paixão e musicalidade que embalou o país, Hair é uma homenagem divertida e forte ao espírito turbulento dos anos 60. Brilhantemente recriada por Milos Forman, diretor vencedor do Oscar, e pelo roteirista Michael Weller, esta vibrante versão para o cinema do fenômeno da Broadway se classifica “entre os melhores musicais de todos os tempos” (The Hollywood Reporter)! Recém chegado do interior, Claude Bukowski (John Savage) chega a Nova Iorque onde pretende se alistar para a guerra do Vietnã. Ao chegar, ele conhece um grupo de hippies no Central Park e se apaixona pela bela Sheila (Beverly D’Angelo). Claude fica amigo de Berger, o líder pacifista dos hippies (Treat Williams), que o convida para irem de penetras à festa de Sheila e lá declarar o seu amor. Claude vai parar na cadeia, depois no lago do Central Park e por fim no exército, Mas o esforço final de Berger para salvar o amigo do Vietnã acaba dando margem a uma surpresa do destino… com consequências chocantes.

 

Sobre a produção teatral:

Hair foi escrito por James Rado e Gerome Ragni (texto e letras das músicas) e Galt MacDermot (música). Estreou off-Broadway, em 17 de outubro de 1967 e, depois de 45 apresentações, foi para o Teatro Biltmore, na Broadway, em 29 de abril de 1968, onde foi à cena por mais 1.873 vezes.

Uma das actrizes do elenco, Beverly D’Angelo, se consagraria em Hollywood. Foi a única atriz que não apareceu nua em cena (embora o tenha feito depois no filme).

Seguiram-se outras montagens em Los Angeles,Londres e Sydney. No México, depois da primeira apresentação, a peça foi proibida pelo governo e os actores, ameaçados de prisão, tiveram que deixar apressadamente o país. Outras montagens se seguiram através do mundo , voltando a cartaz mais recentemente na Austrália, na Áustria e na Grã-Bretanha, com novas letras para as antigas canções.

Em setembro de 2005, nova montagem de Hair foi encenada em Londres, com a ação ambientada não mais na Guerra do Vietname, mas na Guerra do Golfo de 2003. James Rado concordou inicialmente com a montagem, mas o espetáculo mereceu críticas de actores que trabalharam na versão original. Na opinião deles, o espírito desta foi traído na atualização.

O álbum com as canções da peça foi agraciado com o Grammy de 1969.

A Origem

Depois de duas críticas seguidas de literatura, acho que nada melhor que finalizar com um bom longa, ainda exibido nos cinemas. Aproveite você que está curioso pelo filme e use bem esse post!

Na sexta que acabou de passar, eu e Dick decidimos ir ao cinema ver um filme que ambos estávamos querendo, depois de ver bons trailers do mesmo. O filme foi “A Origem”, com o Leonardo DiCaprio. Pegamos a sessão um pouco atrasados, tivemos de lutar um outro tanto pra achar um bom lugar, e esperamos o filme tomar a sala. E vejam… Não posso descrever o quanto me surpreendi.

Confesso que eu pouco esperava do filme, levando em consideração que o que eu realmente estava louca para ver era O Último Mestre do Ar (sou super fã do desenho Avatar). Mas minha leve decepção foi completamente abaixo conforme o filme foi se desenrolando.

A Origem acabou se revelando uma espécie de thriler engenhoso, uma ficção extremamente bem bolada! A idéia do diretor (o mesmo de Cavaleiro Das Trevas), foi algo que me pareceu cuidadosamente planejada, estruturada e desenvolvida. A produção é incrível, os efeitos são o que eu chamaria de perfeitos, o timing é excelente, a atuação é impecável e o enredo torna-se o melhor dos tópicos do espetáculo.

A história trata de um ladrão de segredos, que infiltra-se no sonho de outras pessoas atráves de uma máquina especial para esta função. Mas não é tão simples como parece. A invasão precisa ser muito bem bolada, ou pode acionar os dispositivos de defesa do inconsciente e expulsar o invasor da mente do sonhador. Mas a coisa não pára por aí. A invasão do sonho alheio não foi suficiente para o enredo, portanto, foi pedido ao ladrão (Leonardo DiCaprio), por um magnata poderoso da indústria de energia, para que fosse implantada uma idéia que lhe desse vantagem no mercado em seu rival. Eis que a missão torna-se entuchar tal idéia de modo que ela pareça que o própri sujeito a teve, e isto é algo que exige muito do inconsciente. Os sonhos são dividos em níveis, e é possível que existam sonhos dentro de sonhos, tornando a tarefa cada vez mais profunda. É preciso então juntar uma equipe de bom tamanho, que conta até mesmo com um arquiteto para forjar toda a estrutura do sonho no inconsciente, para que nada pareça estranho demais e se assemelhe a realidade. Com a mudança de tempo entre as camadas dos sonhos e a mudança de donos do inconsciente, as vezes é possível perder-se na mente dos próprios personagens ou até mesmo na sua.

É embasbacante ver o raciocínio e a execução de tal trabalho, que juntando suas partículas, torna-se uma obra surpreendente, do tipo de filme que lhe fará um belo nó nos neurônios e lhe atirará zonzo para fora da tela.

A Origem (The Inceotion), do ano de 2010, é dirigido por Christopher Nolan (mesmo diretor de Batman- O Cavaleiro das Trevas), é uma ficção/suspense com 148 minutos de duração e que conta em seu elenco com Leonardo DiCaprio, Ellen page, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard e Ken Watanabe.

Orgulho e Preconceito

Salut aos meus navegautas. Aproveitando o pique para críticas literárias, eis que estou por aqui postando mais uma graça que tive prazer de ler neste tempo em que ando muda do blog… E este foi realmente de grande prazer. Finalmente li Orgulho e Preconceito.

Depois de algumas chamadas de atenção em aulas, perdas de horários em compromissos, traz e leva de livro, encho-me de “orgulho” que terminei esta obra. E vamos então tecer esta crítica de uma vez.

Orgulho e Preconceito é sem dúvida um dos melhores livros que li por no mínimo dois motivos: O estilo da escrita, e a história em si.

Comecei a ler depois de assitir ao começo do filme recente, com a Keira Knightley (a Elizabeth de Piratas do Caribe e curiosamente, Elizabeth também em Orgulho e Preconceito). Achei a história interessante e fui conferir o livro. Me acabou saindo tré melhor que a emcomenda! Orgulho e Preconceito é um romance cativante, de época , das ladys e gentlemans da antiga Londres. Trata dos casamentos arranjados e disputados pelas jovens moças de uma família excêntrica e quase desafortunada, sem filhos homens, com 5 mulheres. Mas o que torna o livro cada vez mais instigante é a mão de Jane Austen, a autora, que transborda experiência e maestria! É o tipo de estilo que gosto. Bonito, bem relatado, sucinto mas sem perder mão dos detalhes importantes. Não é aquele estilo enrolador, cheio de floreios e voltas sem fim, suspense inútil e impaciência. É rápido, belo e eficiente. Perfeito, se me permitem dizer.

A história gora principalmente na segunda filha mais velha de 5,  do casal Bennet, a jovem Elizabeth. Um rapaz surge na cidade, rico e bonito, chamado de Mr. Bingley, e acaba interessado pela Bennet mais velha, Jane. Mr. Bingley traz consigo um estranho e insociável amigo, Mr. Darcy, que é dono de uma conduta aparentemente rude e orgulhosa. Porém, algo parece sempre levá-lo a inteligente e insolente Elizabeth. Com a chegada do regimento dos oficiais à cidade, um grande tumulto toma as mulheres, e tudo na história começa a fluir, dando lugar aos conflitos principais que enlaçam os personagens principais, secundários e até os que pareciam apenas figurantes de passagem.

Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) de Jane Austen, é do ano de 1813, republicado pela Abril na coleção Clássicos, com tradução de Lúcio Cardoso e de aproximadamente 437 páginas, e já ganhou versão cinematográfica com Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Simon Woods e Rosamund Pike, do ano de 2005, com direção de Joe Wright e duração de 127 minutos.

O filme é muito bem produzido e satisfatoriamente fiel ao livro, com alterações ínfimas e praticamente irrelevantes. Os personagens são excelentemente representados, em especial a Elizabeth (Keira) e Darcy (Matthew), transformando o casal em algo tão profundo quanto se podia imaginar durante a leitura da obra de Austen. Os ademais atores cumprem bem sua função e dão fluidez ao enredo com ótima execução. O filme, creio eu, está mais do que bem recomendado, assim como a obra literária (prioritariamente).

poster do filme