Roubaram meu celular.

Sim, de novo.

É, eu sei, só pra variar.

Estava no vagão do metrô, chegando na Sé, quando tirei o celular do bolso para checar as horas. Eram 6:20 pm. Coloquei-o no bolso da jaqueta novamente, e o fechei.

Sai do vagão naquela muvuca, naquele aperto, naquele sufoco, mas saí. Chequei os bolsos, como sempre faço. Tudo estava no lugar, menos o celular. Procurei por toda a plataforma, falei com os policiais, fui atrás no achados e perdidos. Quem disse que o mundo é bonito assim, né?

O guardinha me contou uma lorota esperançosa de uma mulher que achou a bolsa depois de achar ter perdido, mas até aí, o pobre coitado não tinha ciência do meu histórico criminal. Digo, de vítima.

Para quem é leigo no meu azar, já fui assaltada perto de casa, onde tive que trocar o celular pela vida de uma amiga, que estava sendo sufocada pelo marginalzinho de merda, já fui assaltada a mão armada na praia, e desta vez pedi ao ladrão para que eu pudesse ficar com o ship, pois recuperar a agenda era um saco. Ele deixou, tranquilo. E já fui roubada na igreja (SIM, na igreja) por uma criança (SIM, uma criança). Essa é a ironia da minha vida.

Enfim. Agora, fui roubada por um batedor de carteira da Sé. Liguei no celular em seguida, que caiu imediatamente na caixa postal. Alguma dúvida que já deve ter virado crack? Pois é.

Fui hoje numa loja da Tim comprar um aparelho novo, e enquanto o vendedor queria me vender os aparelhos top de linha, expliquei: Meu rapaz, se eu sair com um celular caro na rua, serei roubada na porta da sua loja. Me vê o de 50 conto mesmo.

E esse é o ciclo da vida, meus leitores. Compro um celular, logo ele é roubado, lovo ele vira erva. Do lixo eletrônico ao apoio à produção de “naturebas”. É a cidade grande mostrando o seu apoio ao meio ambiente, e rindo da minha cara de otária.

Moral da história: Não seja gentil com as pessoas no metrô. Elas podem parecer trabalhadores cansados, gente honetsa voltando do serviço, mas no fim das contas, são só infelizes sem educação que te empurram e dão brecha pra algum marginal roubar o que você, ironicamente, com muito trabalho honesto, possui nos bolsos.

Aí eu fico aqui imaginando. Como será que vão roubar meu próximo celular?

Eu aposto em abdução alienígena. Pq né, a gente precisa variar.

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