To Find Me I Have To Lose Myself.

O cursor pisca de várias formas. As vezes pra distrair o cérebro com uma contagem sincronizada do que você não tem nada pra dizer… As vezes, é um inquisitor, uma cobrança do monitor em branco pra sua falta de pensamento e receio da escrita. Enfim, nada que importe. É preciso estar realmente inseguro para deixar-se flexionar pelo maldito cursor.

Lá fora chove. Como chove no mundo. E morre, como morre no mundo. Alaga, claro que alaga, sabe? O ser humano é burro que se afoga nele mesmo, já viu?

Se pergunto muito, é mania que querer auto afirmação. Estupidez qualquer, como muitas outras bobeiras. Muitas vezes me perco entre o que penso e o que quero dizer, e acabo suspirando e afogando o pensamento. Eu disse, o ser humano é burro assim mesmo. E se afoga desse jeito.

Eu só senti vontade de escrever. E percebi que o cursor cedeu ao meu dedilhar, como se tivesse uma arma apontada para sua cabeça achatada e obediente. Uma caneta ofereceria mais resistência, se quer saber. Mas eu não resistira a expor algumas bobeiras. Estupidez qualquer, como sempre.

E lá fora continua chovendo. Morrendo… Pensando e afogando. Aqui dentro?

O cursor corre e a insegurança escorre aos poucos pela vidraça da minha janela.

Percebo agora que as vezes quando ando meio perdida, o que sinto é apenas o momento. E as vezes, um cursor piscando no monitor em branco.

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