TUDO BEIN IN THE RAIN?!

ANSIEDADE.

Com o estômago embrulhado na madrugada do dia 21, era tudo o que eu sentia. MUITA ansiedade!! Mal conseguia pensar em dormir! Aliás, só mesmo um bom The Magical Mistery Tour pra me fazer pegar no sono em paz. Batem 7 horas da matina, é hora de pular da cama e correr pra se arrumar. Chegara o dia 22 de novembro!

Pelas oito, o Morumbi já apresentava bom movimento.

Tomamos lugar numa fila, cantamos Beatles e tocamos violão com um novo grupo de amigos (daqueles momentos que ficam pra sempre no coração), encaramos um sol escaldante, mudamos de fila, entramos em pânico, furamos fila, nos acalmamos, mudamos de fila outra vez, entramos em pânico uma outra vez, reencontramos amigos, furamos a fila de novo, tomamos MUITA chuva, arranjamos briga, nos acalmamos, cantamos todos, rimos, brincamos, nos revoltamos com o atraso, com a falta de organização, com o caos… E os portões abriram.

CORRERIA!! CAOS!!!

Um lugar na grade, perfeitamente em frente ao palco gigantesco.

CHUVA. ANSIEDADE.

Horas a fio de pé. Cansados, esgotados, estressados, esmagados, persistimos. De pé. Sem descanso.

Anoitece. As luzes se acendem. O estádio está lotado. Todos gritam em polvorosa. Faltavam tão poucas horas que isto nem sequer importava. Ficamos ali de pé em êxtase profundo, na chuva, até que os telões se manifestaram, e tudo escureceu.

ERA CHEGADA A HORA.

Sir Paul McCartney irrompe no palco. A afobação é incomparável.

Ele sorri, brinca, conversa. Com todo aquele jeito incrível de ser que ele tem. E então, o coração pára…

As músicas começam a irromper de sua guitarra, de seu baixo, de seu piano… Uma atrás da outra, uma mais incrível que a outra.

A empolgação, a majestade de ver meu sonho se realizando aos poucos, aquele sonho que você guarda com carinho, desde criança, como um brinquedinho de cristal, luminoso, especial, único. Ali, se realizando. Ali, estridente numa guitarra, num palco inacreditável, com um ídolo inigualável, tomando voz. Acontecendo. Bem ali na sua frente…

Lágrimas. Gritos. Pulos. Cantoria. Luzes. Fogos!!!

Tudo de ruim não importava mais. Nada importava mais… Que gritar e estender as mãos pra chegar um pouco mais perto daquele sonho. Daquela superação da perfeição em viradas de acordes.

Fora tudo tão lindo. Tão magistral e inacreditável. Chorar não adiantava. Gritar nunca era o suficiente. Pular não saciava a excitação. Era preciso entregar a alma.

E eu entreguei.

Junto com cada música, eu quis entregá-la por completo. Junto com cada acorde, e cada palavra, e cada risada.

E o corpo, que antes encontrava-se fraco e exausto, era renovado com todas as vozes que se doavam ao palco. Com todo aquele afeto que era transmitido a todos.

ALL YOU NEED IS LOVE.

Segue a Setlist mais perfeita do Universo:

Magical Mystery Tour
Jet
All My Loving
Letting Go
Got to Get You Into My Life
Highway
Let Me Roll It/Foxy Lady (Jimi Hendrix)
The Long and Winding Road
Nineteen Hundred and Eighty-Five
Let ‘Em In
My Love
I’m Looking Through You
Two of Us
Blackbird
Here Today (for John Lennon)
Bluebird
Dance Tonight
Mrs. Vandebilt
Eleanor Rigby
Something (for George Harrison)
Sing the Changes
Band On the Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the U.S.S.R.
I’ve Got a Feeling
Paperback Writer
A Day in the Life/Give Peace a Chance
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

1ºbis:
Day Tripper
Lady Madonna
Get Back

2ºbis:
Yesterday
Helter Skelter
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (reprise)/The End

E assim, eu vivi a experiência mais incrível e esperada de toda a minha vida.

Meus maiores e sinceros agradecimentos para aquele que trouxe esse sonho de toda a vida para a realidade.

Muito obrigada, Sir Paul McCartney!

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Mais um dia, mais um dólar.

AVISO: post besta.

Salucitaciones.

Tive uma sensação tão embriagada de Monty Python que eu me percebi disposta a escrever. rs… Eis então uma parte do meu dia.

Na escola, se desenrolou como um dia normal numa aula de química. A professora tentava explicar a matéria, que eu acho que tinha algo a ver com halogenação e incógnitas. Enquanto isso, um grupo num canto brincava com uma camisinha cheia de ar… Do outro lado, nós jogávamos um inocente jogo de cartas, durante uma guerra de meteoros de papel entre todos os presentes (entenda você que um meteoro de papel exige ser feito com pelo menos 3 folhas).

Percebi ao decorrer do dia o quanto alguns achegados parecem conhecer relaticamente bem minha personalidade…

Eu e Tuki estamos ajudando no projeto de grafite para uma tal de Feira Cultural, e falávamos mal de um garoto qualquer, quando acabei ficando nervosa…

-Se ele der uma de folgado, vai acabar apanhando. Porquê vai mexer com o Tuki, que é um dos piores garotos da sala…

-E com você, Marina, que nem se encaixa muito na ala feminina… – Foi o que o Bob completou. Não posso digitar o modo educado como o respondi…

Na hora da saída, no caminho de volta para casa, tive de passar na auto-escola, para pegar certas informações. Estive acompanhada de Hay Lin e Mr. Bicman. Este último, enquanto a atendente me informava dos procedimentos para a retirada da carta, ria e caçoava de probabilidades mortais que envolveriam eu em frente ao volante. Pode-se imaginar como ficou meu crédito com a auto-escola. Especialmente quando ele gargalhou no momento em que a moça explicou sobre o exame psicológico. That sucker. Grr…

Quando saímos, chutei algumas caixas de papelão, pedras, e garrafas pela rua, torcendo pra acertar em alguma coisa relevante, como um carro. Minha filosofia é que você não deve se segurar quando sente vontade de chutar as coisas. O que é altamente reprovado pelos que estão ao redor de mim. Vai entender.

Mr. Bicman divagava sobre como seria meu exame psico-técnico, rindo de possíveis situações envolvendo imagens borradas e respostas sobre morte e atropelamento de velhinhas indefesas.

Parou em frente ao petshop e sorriu pra mim. “O que foi?” Hay Lin perguntou a ele, parando em seguida. Bastou que eu o olhasse, pra entender e gritar, assustando a maioria dos pedestres… MACAAAACOS!!!

Pra você que não entendeu… O petshop a caminho da minha casa recém-adquiriu um casal de macaquinhos. MACACOS! Se você tem um macaco, apenas um amigo que possui uma Coruja, um Jacaré ou uma Lhama te superam! Te colocaria no Status Quo do mundo dos fracassados colecionadores de animais domésticos bizarros!

Eu carinhosamente apelidei o casal de Charles Robert Darwin de Shrewsbury, em referência ao naturalista britânico, desenvolvedor da teoria da evolução. E o outro eu apelidei de Jubileu. Porquê é engraçadinho, sabe? Para que um casal de macacos seja cômicamente aceitável, tem que ter pelo menos um com nome idiota. Pelo menos funcionou com o Pink e o Cérebro. Enfim…

Já imaginou levar um amigo em casa, e ao dizer que vai apresentá-lo, chamando logo em seguida por Rex… e do nada surgir um MACACO de algum lugar?! Não? Tudo bem, eu só quis compartilhar o pensamento…

Já quase em casa, Hay Lin falava algo sobre ter assistido “Parasitas Assassinos”. Eu a encarei tortamente, e perguntei… ” Isso seria algum trash de terror? “. Ela então me explicou que era na verdade um documentário do Discovery Chanel, alegando ter cultura demais pra ver filme de terror trash. Eu acenei com a cabeça, só pra dar um apoio moral, rindo discretamente em alto e bom som. Foi então que ela começou a desenrolar uma descrição nojenta de casos mais nojentos ainda de pessoas parasitadas. Se você for uma pessoa com membros perdidos por causa de parasitas carnívoros, me desculpe… MAS EU NÃO QUERO SABER A MÍNIMA! eca!

– E aí, a mulher teve que operar depois que levou uma arranhada de um gato selvagem… – Ela terminou de me informar.

-É… tenso. É por isso que eu sempre digo: Nunca aceite carona de Aliens estranhos.

-Ah, não é assim também. Aliens não tem nenhum problema. O problema são cães e gatos de rua.

-É, faz sentido. Afinal, você nunca sabe por onde esses bichos podem ter estado.

-Exatamente. E um Alien, você bem sabe que vem do espaço.

-Você tem razão. Desculpe o equívoco.

-Tudo bem. Se acerte depois com os Aliens… – Ela terminou o diálogo e subiu para sua casa…

O que me lembra…

“Busquem Conhecimento”

She’s the last of her kind, you know?

Ela põe sua maquiagem
Como grafite nas paredes da terra-natal
Ela tem um pequeno livro de conspirações
Em sua mão
Ela é uma paranóica como
Espécies ameaçadas de extinção
Ela é única
Ela é a última das garotas americanas

 

Ela veste seu sobretudo
Para a chegada do inverno nuclear
Ela está andando com sua bicicleta
Como uma fugitiva da massa crítica
Ela está em greve de fome
Por aqueles que não conseguirão comer o jantar
Ela ganha o suficiente para sobreviver
Em um feriado da classe trabalhadora

 

Ela é uma fugitiva do sistema incorporado
Ela não vai cooperar
Ela é a última das garotas americanas

 

Ela toca seus discos de vinil
Cantando canções à beira da destruição
Ela não é nada quando comparada
Aos criminosos quebrando as regras
Ela virá primeiro
Para o fim da civilização do oeste
Ela é uma guerra sem fim
Como uma heroína da causa perdida
Como um furacão
No coração da devastação
Ela é um desastre natural
Ela é a última das garotas americanas

 

Ela põe sua maquiagem
Como grafite nas paredes da terra-natal
Ela tem um pequeno livro de conspirações
Em sua mão
Ela virá primeiro
Para o fim da civilização do oeste
Ela é um desastre natural
Ela é a última das garotas americanas

Collecting Moments

nesses três meses de sazunidos, mudanças, saudades, chororôs e viagens incríveis… eu tento todo dia achar razão, algo que me diga que esse é o ano da minha vida. e não há dedos pra contar quantas coisas absurdamente legais tão acontecendo, mas ainda sim o peito sente aquele vazio, aquele desconforto de ‘o que tô fazendo aqui?’. e de repente, me dou conta de que não há como querer achar sentido ou querer mensurar o quanto isso tudo é maravilhoso. só quando eu voltar pro brasil, quando pegar minha rotina de volta, quando abraçar minha família e voltar pra casa de portão azul número 802, é que vou me dar conta de quanto meu ano de au pair foi sensacional, de quanto eu gostava de tudo aqui, de quanto minha família vai me fazer falta. pois é seres humanos, estamos confinados à saga da felicidade plena para sempre. podemos até saber quando somos somos plenamente felizes, mas conciência mesmo… só quando o momento passar. afinal de contas, a felicidade está presa em pequenos vidrinhos de acontecimentos. uma foto, um sorriso, um vento na cara, e quando vc abriu os olhos, puf!

Passou!

Texto de Giulia Ciavatta

I guess I love you (re-post)

01 de novembro.

Um dia no shopping, com a excelente compania de Dick. Um rapaz com quem eu já vinha há algum tempo cultivando um carinho especial, uma atenção dobrada, um brilho no olhar.

Leva-me para casa, um sorriso no rosto. Toca em minha mão, tímido, e revela-me que pedirá à minha mãe permissão para podermos namorar.

-Quer namorar comigo?

Sim. Era o que queria. Mas eu precisava ser sincera e expor que eu era um risco, uma grande aposta. Um grande risco. Dick recuou. Desci do carro, e tudo estava acabado. Vi-o virar a esquina, e fiquei ali no portão, esperando alguma coisa que não ia acontecer. O estômago embrulhou, os olhos encharcaram-se, e eu subi para um banho quente. Queria esquecer, queria que passasse, mas só tornava-se mais intenso. Disquei o telefone que eu já havia decorado, mas nada parecia ter mudado.

Hora de ir para a igreja. Segurei o rosto para baixo, subi as escadas e topei com um grande amigo. Tyler percebeu que havia algo de errado logo de cara comigo, me puxou de canto. Desabafei, fui sincera, disse que achava que estava tudo acabado, que ele não apareceria. Tyler me apoiou, me arrancou algumas risadas, e disse que achava que ele voltaria.

Neste instante, o carro verde de Dick Grayson estaciona no pé da escadaria. Tyler me deixa, e eu não consigo conter a satisfação de descer cada degrau. Dick ampara minhas mãos…

-Não me importo que seja um risco. Se acabar, verá que fui o homem que te fez a mulher mais feliz do mundo. Assim eu farei.

Selou suas palavras em um doce beijo e assim estava feito. Tudo parecia ter entrado no eixo certo. A aventura estava exposta e pronta para nos receber.

30 de novembro

Meu aniversário. Espero minhas amigas para passarmos uma tarde ótima juntas. Como sempre, são minha família, meu refúgio e fortaleza. Fazem valer a pena. Chega o entardecer, e parentes começam a chegar, felicitando-me. Bubballoo, Vox, Harry, Petit, Lary… Acrescentando minhas queridas Taranee, Hay Lin e Will. A campainha toca mais uma vez, e eu sabia quem era. eu estava terminando de me arrumar, não podendo descer pra atender… Mandei Hay Lin ao portão e ela voltou, insistindo que eu deveria descer. Terminei e assim o fiz. Dick estava encostado no portão de madeira, um parecer sério, bem arrumado, aquela camisa preta que eu tanto gostava. Me cumprimentou e começou, as feições ainda fechadas:

Não consigo ficar quieto quando preciso ser sincero…– eu temi –Eu acho que te amo.– e tirou do bolso um par de alianças.

Pultz, esse negócio prateado no meu dedo tem poder de me deixar feliz. Deve ser porquê lembro de vc… A muito tempo não me sinto tão bem. Na verdade, não me lembro de me sentir tão feliz assim como estou. ♥

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01/11/2009

01/11/2010

Just remembering, never mind.