Immortal Legacy

Salutaciones, rs…

Estive hoje fazendo vestibular até agora, portanto, se minhas idéias não tiverem nexo nenhum (ma vá, que novidade!), por favor, não ligue.

Voltando para casa, em frente ao cemitério, vi uma jovem gótica fumando tranquilamente seu cigarro. Automaticamente, me veio o pensamento que já escutei de muitos quando se depararam com situação parecida: “Que horror. Como pode uma pessoa se sentir bem no cemitério, e ir sem motivo nenhum? Isso é um desrespeito aos mortos!!”.

Eu dei risada comigo mesma. Percebi que do mesmo modo automático, minha mente havia ridicularizado essa idéia. E então, tentei entender o porquê. Foi mais fácil e rápido me entender do que eu esperava… rs.

Não acredito na imortalidade da alma. Não do jeito que ela é pregada hoje em dia, que se a pessoa falece, sua alma vai ao céu, ao inferno, ao purgatório, reencarna, volta pra assombrar, sei lá. Minha opinião difere de todas que já escutei. Para mim, não é nada estranho ir ao cemitério apenas por gostar do ambiente. Eu mesma gosto do lugar! A estrutura, a paz, as árvores. É triste pelo fato da perda, e apenas por isso. Não condeno a gótica exatamente por isso.

Quanto a alma, eu tenho um pensamento um tanto mais rebuscado, mas que acabei de me dar conta que o cultivava em mim.

Eu considero como alma, aquilo que define você como ser individual, de um jeito que só você pode ser, agir, pensar ou parecer. Ao sorrir para alguém, você transmite um pouco desta alma. Ao compartilhar bons momentos com os amigos, você também oferece de sua alma. Ao dedicar o seu tempo apreciando uma música, e econtrar-se confortável em algum lugar, ali você também deixa um pouco de alma. Tudo aquilo que econtra seu contraponto, e cria uma conexão, leva mais um tanto de sua alma.

E é justamente aí onde eu vejo a imortalidade da mesma.

Quando há pessoas que ainda sentem a sensação do abraço, do sorriso ou do bom momento. Quando uma canção é perpetuada pelo tempo, ela pode não levar seu nome, e quem escuta pode não conhecê-lo, mas um dia, ela levou um pouco de si com ela. E assim, sempre um pouco de você permanece em tudo e em todos, seja onde você esteve, com quem você esteve ou o quê esteve fazendo. Tudo se transforma em essência, e alma pura, imortal no mundo, e que se perpetuará enquanto existir aquilo ao quê você se conectou.

Pode ser que você morra amanhã, mas sua alma continuará em tudo o que você cativou, porquê a morte não altera o fato de que um dia se viveu. Ela não apaga por completo a existência. Ela só a oculta com o véu da perda.

A alma não permanece enterrada debaixo de um túmulo frio de cemitério. A perda não corrói aquilo que o ser amou. Sim, o tempo e o mundo o irão esquecer, mas a verdade de quem viveu será imortal, por onde quer que tenha passado. E esta é a verdadeira imortalidade.

Quando estive pensando nisso, me veio a cena do filme “Antes do Amanhecer” (já fiz um post sobre o filme), quando Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) discutem sobre religião. Ele entra com um argumento sobre a reencarnação que realmente é de se fazer pensar:

” No começo do mundo, vamos supor que existiam 2.000 pessoas. Depois, este número cresceu para 2 milhões. Hoje, temos bilhões de pessoas no mundo. Se cada uma perpetua sua própria alma, somos, do mínimo fragmentos minúsculos da alma dos primeiros habitantes do mundo. ”

Ou algo assim… rs.

Uma resposta para “Immortal Legacy

  1. Não gosto de ver seus posts sem nenhum comentário assim, vou comentar o que te falei, for the record. =]

    Gostei de sua concepção sobre almas.
    Quer dizer que, ao escutarmos, por exemplo, uma música dos Beatles, recebemos uma parte da alma dos tão respeitados Fab Four… Todos eles deixaram suas almas, dedicações e sentimentos para incontáveis gerações.

    E mais importante: Ao ouvirmos suas músicas, apreciando-as, deixamos parte de nossas almas nelas também. Podemos ouvir nossas próprias almas, e as de outros milhares de fãs.

    Uma total transferência de almas em escala mundial, todos recebendo algo de todos. É como amor… Numa música.

    Ótimo post! =]

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