Numa rua de sonhos quebrados.

Bienvenue aos navegautas. Sei que os assuntos da moda enchem o saco (acreditem, eu estou desistindo de sequer dicutí-los com as pessoas), mas há uns dias escutei uma frase de me chamou demais a atenção, porquê eu ainda não havia considerado a coisa com cuidado. Pois é, vou falar de música. Sim, vou criticar de novo tudo que já critiquei. Mas dessa vez, eu trago mais nostalgia do que atualidade. Vou falar dos Emos. Mas não dos que a gente vê por aí na rua, vestindo acessóriozinhos descolados, cabelos com franja estilo “E o Vento Levou”, nem nada dessa faggetisse. Este post é sobre os emos da minha “época” (quanto a tudo o que vou escrever, me refiro no tempo entre 2000 até por volta de 2005 e pouco). Quando ainda era diferente, bizarro, fora dos padrões e cheio de atitude ser Emo.

Um aviso: essa não é a história originária, oficial, requintada ou cheia de informações sobre os Emos que um dia existiram. Essa é a MINHA OPINIÃO. Não curtiu? Adeus, e bom proveito da sua vida.

A frase que ouvi foi a seguinte (pense bem nela): “Os Emos não existem mais”.

E não é verdade?! Você, que tem aí nas costas uns, que seja 15 pra cima, deve lembrar quando o Green Day começou a fazer sucesso com a molecada, quando o My Chemical Romance vivia passando na MTV, ou o Panic! At The Disco. Eram caras revoltados, que falavam bizarrices e se comportavam de um jeito muito estranho nos clipes e na TV. Você deve bem se lembrar que todos eram considerados Emos (alguns, até hoje) e faziam um sucesso diferente do que a mídia estava acostumada. No meu ver, era um rock diferente, cheio de angústia, medo, desafio… até mesmo pro romance. Mas veja bem, que o romance desses caras era relacionado com dor, e não com festinhas de pijamas e “apostas de beijos que a garota te quer”.

Hoje, acho que o termo Emo foi completamente distorcido! E eu só me dei conta disso recentemente. Porquê o emo de antes, que eu me lembre, era aquele cara triste, recluso, meio deprê, que curtia um escuro e uma maquiagem pesada, roupas pretas e de vez em quando um corte no pulso, com o cabelo e a cara ensebada… Virou hoje a imagem de um cara magrinho, com cabelinho super ajeitadinho, cheio de gestos meigos, felicidade no olhar juvenil, curtição da vida adolescente e cores infinitas. O Emo que eu conheci, que era aquele cara que quase entrava pro clube do gótico, simplesmente evaporou no ar. E isso é uma pena!

Ser emo antes eu achava legal, descolado, quebrava padrões, indignava as pessoas tradicionais, tirava aquela farsa de que tudo era perfeito. Hoje, é o oposto. Os emos eram ao menos respeitados! Hoje, podem ser agredidos por um punk na rua. E isso não é desmerecido, porquê foi uma degradação sem fim. Mas falar disso já está me deixando entediada, então vamos ao que interessa, que é o Rock’n’Roll cheio de nostalgia que EU tanto gosto.

GREEN DAY

A banda que vai merecer o lugar de mais sucesso entre os emos de antigamente é o Green Day. Eles foram e são até hoje fenomenais, com um rock de rasgar a pele, ateando fogo à bandeira do próprio país e mandando quem quiserem para os quintos. Eles são da Califórnia, e começaram em 1987. A banda tem como integrantes atuais o Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool. Eles são parte na verdade do Punk Rock e do Pop Punk, e reavivaram o sucesso no mundo com o lançamento de American Idiot em 2003 e já até colaborou no álbum Skull Ring, do Iggy Pop.

Eis o clipe Holiday, do álbum American Idiot. Um dos grandes hits do Green Day e uma bela produção.

MY CHEMICAL ROMANCE

Embora o vocalista odeie o termo “emo”, foi o My Chemical Romance que despertou paixões e muito sucesso entre os “praticantes” do gênero. Com suas maquiagens carregadas, seu jeito desbocado, os trajes escuros extravagantes e as idéias conturbadas mais geniais, o My Chemical Romance se mostrou muito mais do que só “mais uma bandinha de rock”. Foram com certeza os melhores musicistas de seu próprio estilo. Eles são dos Estados Unidos, e se formaram em 2001. Os integrantes são o Gerard Way, seu irmão Mikey Way, Frank Iero e Ray Toro. Têm influência de Cure e Smiths, e já abriram show pro Green Day, durante a turnê do American Idiot.

Segue o clipe de “Helena”, um dos grandíssimos sucessos mirabolantes do MCR. Perceba como é incrível e indescritível…!

PANIC AT THE DISCO

Já o Panic At The Disco começou timidamente com covers do Blink 182, mas se desenvolveu na música própria e numa teatralidade bem feita, e pode então mostrar ao mundo que o rock podia ser feito como bem se entendesse. Também sendo uma banda de pop punk, fez muito sucesso entre os emos, com todo o tema circense e de cabaret. Eles também são dos Estados Unidos, e foram formados em Vegas, em 2004. Não tem muitos álbuns e já tiveram grandes reviravoltas em sua formação, que atualmente comporta apenas Brendon Urie e Spencer Smith.

Segue o videoclipe que venceu o VMA de 2006 como Videoclipe do Ano. “I Write Sins, Not Tragedies” é um sucesso catching que virou a cabeça de muita gente, pela sua genialíssima produção.

BLINK 182

O Blink, de emo, só tem um integrante, porquê a música que toca é um belo de um rock punk. Foram tachados enganosamente de emos, porquê foi muito escutado pelos “seguidores” do estilo. Mas são caras (que pelo menos no começo) foram incríveis! Diziam qualquer asneira que lhes vinha na cabeça, tiravam sarro do que queriam, e ainda faziam um baita som legal! Dizem certos críticos que a música dos caras lembra o The Police ou U2 (o que pra mim, nada a ver) mas a banda tem inspiração no grande The Cure, sendo que o próprio Robert Smith já fez aparição em “All of This”. A banda é da Califórnia, e começou em 92, desde então se separando e “reatando”. Os membros da trupe são três: Tom DeLonge, Mark Hoppus e Travis Barker.

Aí um clipe que fez um estupendo sucesso e que eu acho hilário, pela gozação que fazem de tudo, incluindo até a boyband Backstreet Boys. Um dos clipes mais divertidos e de boa qualidade que já vi… “All The Small Things”

FALL OUT BOYS

Bem, já o Fall Out Boys fizeram sim sucesso com os emos na época da febre, mas na minha opinião, não foi tão boa quanto as outras. O Fall Out Boy toca muito bem, e tem um excelente vocal, mas sua imagem já é muito mais vendida do que as bandas anteriores. Talvez, o sinal do início da transformação da antiga geração Emocore. Lançaram inúmeros singles de sucesso, fizeram turnê com o Plain White T’s, e já ganharam até prêmio do MTV Video Music Awards com “I Don’t Care”, em 2008. Eles são de Chicago, e surgiram em 2001. Patrick Stump, Pete Wentz, Joe Trohman e Andy Hurley formam a banda.

Para prestígio, segue o vídeo do single que ficou por um bom tempo no topo de muita parada, “This Ain’t a Scene, It’s An Arms Race”.

Bem, todas as antigas bandinhas de emo mostram agora o quanto boas eram e o quão punk era seu verdadeiro rock, que dizia mais do que só pôr de sol, beijinhos roubados e festinhas. Como Gerard Way descreveu, são apenas bandas de Rock, que expressam um pouco da vida e um tanto da morte. Pena que hoje em dia, tudo quanto é expressão que vem do emo é acompanhada por “miguxo”. Shit.

(O título Numa Rua de Sonhos Quebrados se refere a tradução de “Boulevard of Broken Dreams”, excelente música de sucesso do grupo Green Day)

Observação: Você, se for um emo atual, um culto do mundo da música, um erudito, um historiador, um emo antigo, ou que seja… esse post é a MINHA opinião pessoal sobre o que um dia eu achei que fossem emos e o que eu acho deles agora. Estas são as bandas que EU curtia na época em que conheci muitos dos “antigos” emos. Se não concorda, não gosta das bandas, ou quer encher o meu saco, faça o favor de fechar minha janela e não voltar. Obrigada.

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3 Respostas para “Numa rua de sonhos quebrados.

  1. Quando tais bandas, que vc citou My Chemical Romance, Blink, Panic at The Disco, Green Day e Fall Out Boys, quando começaram a surgir na midia,(algumas já existiam) o termo Emo, ao menos com as pessoas que eu convivia, ja era chucro, banalizado, o que veio dai pra frente foi um aumento da banalidade do Rock Emocore.

    Ser Emo, era cheio de atitude e respeitado antes do ano 2000, depois dai… o negocio ficou feio, e bandas como green day e blink 182 cairam nas graças de alguns “emotional core”.
    Temos até um grande exemplo nacional, o Dance of Days, uma ótima banda, que teve sua participação na criação da criação dos Emos de hoje em dia, mas é inegável sua qualidade de letras nos primeiros álbuns.

    Alias, boas bandas “emo” que vc citou! gosto muito de todas elas.

    fim.

  2. é… é que é só a partir de 2002, por aí, que os emos alcançaram a “minha geração”. E eles ainda tinham seu lugar de respeito e curtiam o preto e a tristeza. Mas desapareceram bem rápido e viraram isso aí que a gente vê na rua. E as bandas nem são Emotional Core, na verdade, né… rs. Elas puxam mais pro punk que outra coisa.

  3. Não aceito comentários anônimos, não encham-me o saco. Se gostam ou não, pouco me importo. Se não quer se incomodar, não me incomode com sua falta de opinião. As coisas que escrevo são minhas e só minhas. Agradecida.

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