1984

(Nineteen Eighty-Four) Um incrível romance de aproximadamente 277 páginas, do ano de 1949, publicado pela Companhia Editora Nacional, autoria de George Orwell (Eric Arthur Blair), tradução de Wilson Velloso.

Fuçando no antigo canto dos livros esquecidos em minha casa, encontro um exemplar de um velho livreto, assinado em caneta por meu pai, praticamente caindo aos pedaços. O papel amarelado e a dobra puída revelavam a idade escondida. Trata-se de “1984”, um romance que mergulha na política e na paranóia de um escritor que chegou um dia a ser um futurista maluco. Nem tão maluco assim. O livro trata de uma visão de mundo que pode não ser tão absurda assim. E talvez, estejamos vivenciando-a neste exato momento. George Orwell te leva pra fora da sala, pra dentro do regime sedento de almas que assistimos de frente pra teletela. Saia da frente da televisão, ache um canto escuro na casa e prepare-se para tremer na leitura do que pode ser um dos maiores choques de realidade que você vai receber. É “1984”, sendo vividamente revivido.

Sinopse: Este é um livro impressionante. Ao terminar sua leitura, fica em cada um de nós, latente, uma sensação estranha. É como se despertássemos de um pesadelo… e o pesadelo continuasse, em pleno dia.

O retrato que George Orwell nos fornece do que seria a vida no mundo, em particular na Inglaterra, no ano de 1984, é aterrorizante.

Em 1984 o mundo não conhece mais o que seja democracia: governos totalitários o controlam, de uma forma total e ultra-eficiente. Sistemas inteiros foram criados para controlar não somente as atividades, mas os próprios pensamentos dos seres humanos. Não há mais liberdade, a não ser aquele tipo de liberdade imposto pelo Estado. Não se conhece mais o amor: entre um homem e uma mulher somente se processam relações determinadas e controladas pelo Estado. É o Estado total, de uma forma total.

Em meio a esta atmosfera sinistra, fantástica mas possível, a pena magistral de George Orwell nos particulariza as angústias de um homem – Winston – no qual ainda restam vestígios de uma aspiração democrática. E é através desse homem, de sua consciência, de suas reações emotivas, que todos nós recebemos a descrição minuciosa de um quadro político realmente estarrecedor e, infelizmente, não de todo impossível.

Nota: Aos que forem ler, comparem o “Grande Irmão” com o programa de televisão atual “Big Brother”. É daí que surgiu a idéia. Depois de assimilar, você nunca mais vai dar uma “espiadinha” do mesmo jeito. Essa, nem eu tinha sacado, fica esperto.

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