Moon Amour

Oui, mon ami, cá estamos em mais um, veja você, flashback. É, se está cansado de toda esta lembrança, não se canse. Trata-se de uma homenagem, sobretudo. Uma homenagem a alguém (as vezes, as pessoas merecem reconhecimento. As vezes) muito especial e essencial a mim. Deixemos a enrolação melosa de canto, e partamos para o ataque brusco, direto na área cerebral da memória. Neurônios prontos, fuamaça no ar, lembranças tomando a cena…

O buraco era fundo, e ela chorava. Mas eu sabia que ela confiaria em mim. Eu sabia que me seguia por alguma razão. Mesmo com medo, tinha seguido os meus passos até ali. E juntas, permanecíamos no buraco. A diferença é que eu sabia como tirar-nos de lá. E faltavam apenas nós. Ela teria  de confiar, mesmo com os olhos embaçados de água e terra. “Eu vou te dar a corda. E vou deixar que você suba na minha frente. Eu vou te dar o apoio. É só seguir o que lhe digo e não temer. Engula o choro, querida. Agora é hora de sair do buraco”. E lhe dei uns empurrõezinhos. Com as mãos evoluindo nas paredes, em poucos instantes ela estava fora dali. Estava exultante! E eu estava logo ali ao seu lado. Fora-se o sufoco. E ficara o abraço.

Quando lembro de tantas embrenhas, mal posso contar as loucuras que precederam e procederam tudo o que matutamos. O causo foi na infância, com aquela que prova que o sangue não une ninguém. Pelo convívio e pelo laço, tornou-se alguém mais atado a mim do que um consanguíneo. Um laço que o tempo não rompe, que o mal não corrói e que a dor não separa. Um amor.

Do mesmo modo como vejo muito do comportamento de Vox refletido em mim, posso enxergar grande parte de mim estampada em minha pequenina (só metaforicamente) Lubs. Uma mulher, a esta época. Que desabrocha-se em uma velocidade deslumbrante, com um semblante firme, um sorriso luminescente e um olhar sonhador. Torna-se uma adepta do Flower Power, do Peace and Love, do Let It Be e de todo o bem que eu possa lhe transmitir. Não só eu, claro. Vox também tem uma mão nesta mágica. Mas creio que estou apenas seguindo a linha etária.

A verdade, é que depois de tantas artimanhas e histórias contadas embaixo da luz do luar, acabo me apaixonando perdidamente pela própria Lua, a qual esteve sempre me observando, me escutando e seguindo-me com o olhar, com atenção e destreza. Agora, a estrela torna-se astro reluzente. E a Lua não pára de brilhar, mon amour.

The Moon shines at night, beats in my heart. Forever star, my mirror, my love mon amour… Moon Amour.

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