A Menina Que Roubava Livros

rating: ♥ ♥ ♥ • •

“Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.”

Um livro de Markus Zusak, da Editora Intrínseca, do ano de 2007. Considerado Best-Seller. 478 páginas.

Demorei, mas li. Aqui está um livro que ficou durante alguns meses na cabeça, depois, na estante, antes de ser aberto devidamente. A Menina Que Roubava Livros é um romance austríaco, passado na Alemanha Nazista, em meio a uma pequena cidade, judeus e alemães que nada passaram além de vítimas.

O interessante foi a boa idéia que Zusak teve de deixar que a própria morte narrasse a história. Senti, infelizmente, que ele a humanizou, e a narrativa chegava a ser certas vezes, um pouco desgastante, ou até mesmo entediante. Mas a história em si é muito boa! A Morte poderia ter sido melhor trabalhada, assim como o desenvolver das situações. Este é o tipo de livro que vale a pena no final apenas. Mas acho que isso deve passar-se com a maioria dos livros. Afinal, o desfecho é sempre o mais esperado, seja por curiosidade ou fadiga.

Liesel Memminger, uma pequena garotinha devastada, tenta a sorte sendo adotada por um casal de pobres alemães, na cidadezinha de Molching, enquanto a guerra estoura. Sua infância é bem retratada na fome e molecagem. Mas nada de impressionante. A história é tocante e acaba tomando rumos que não são esperados, como a aparição de Max, o judeu desabrigado. Acho que é a partir de Max que tudo começa a ficar realmente interessante. É pena que a própria Morte estraga a surpresa contando o final, no começo do livro! Mas nada que não faça valer a pena o tempo de leitura.

Mas se for ler… Leia até o final. É onde as lágrimas escorrem na neve acarvoada da guerra nazista.

Sinopse: Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três situações para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que, nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A Menina Que Roubava Livros, “é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e a sua existência humana valem a pena”.

Essa mesma conclusão nunca foi fácil para Liesel. desde o início de sua vida na Rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O Manual Do Coveiro. Num momento de distraão, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.

E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou dela seriam mais tarde aplicadas ao contexto de sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.

Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a reconhecer como tal. Alguns anos passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outros estão mais perto do que parecem. Mas só quem está ao seu lado pelas quase 500 páginas de A Menina Que Roubava Livros, só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida slava diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia, todos irão conhecê-la. Mas a dua historia contada por ela é para poucos. tem que valer a pena.

 

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