Biblioteca

Cena do Filme da Disney, A Bela e a Fera

Ah, Livros!

Era aqui o que faltava para que a mistura estivesse completa enfim! Boa música, bons filmes, e agora… bons livros! O verdadeiro trio maravilha da cultura moderna, passada e futura. Claro, temos o teatro, arte em tela ou escultura, entre outras formas de cultura, mas, por enquanto, vamos nos ater ao básico da instrução da boa alma, como assim dizia Platão (momento Citando Filósofos).

Meu gosto? Um bom romance ou thriller. Deixe a Auto-Ajuda para os psicóticos, a Zíbia para os preguiçosos e Sthephanie Meyer para as teenagers sanguinárias por Pattinson. Meu negócio é Conan Doyle. É Exupery! É Rowling, claro, sem falta. Topo até Shakespeare! Nada como uma boa trama, uma escrita hipnotizante, um desenvolver surpreendente, uma tenebrosidade, um mistério, um assassinato, uma reflexão. Nada como um bom livro.

Se não tens o costume de praticar a leitura de bons livros (eu disse BONS), então, faça-se o favor de ir imediatamente a uma livraria e adquirir um pouco de juízo nessa cabeça de vento, ser!

Nas palavras de Carlos Ruiz Zafón…

“Nos livros, esconde-se ali parte da alma de seu autor.”

Meu querido, eis uma pequena verdade… As páginas respiram. As palavras tem vida… e podem mudar a sua. Completamente. Arrisque-se! Divirta-se…

E Boa Leitura.

A Menina Que Roubava Livros

rating: ♥ ♥ ♥ • •

“Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.”

Um livro de Markus Zusak, da Editora Intrínseca, do ano de 2007. Considerado Best-Seller. 478 páginas.

Demorei, mas li. Aqui está um livro que ficou durante alguns meses na cabeça, depois, na estante, antes de ser aberto devidamente. A Menina Que Roubava Livros é um romance austríaco, passado na Alemanha Nazista, em meio a uma pequena cidade, judeus e alemães que nada passaram além de vítimas.

O interessante foi a boa idéia que Zusak teve de deixar que a própria morte narrasse a história. Senti, infelizmente, que ele a humanizou, e a narrativa chegava a ser certas vezes, um pouco desgastante, ou até mesmo entediante. Mas a história em si é muito boa! A Morte poderia ter sido melhor trabalhada, assim como o desenvolver das situações. Este é o tipo de livro que vale a pena no final apenas. Mas acho que isso deve passar-se com a maioria dos livros. Afinal, o desfecho é sempre o mais esperado, seja por curiosidade ou fadiga.

Liesel Memminger, uma pequena garotinha devastada, tenta a sorte sendo adotada por um casal de pobres alemães, na cidadezinha de Molching, enquanto a guerra estoura. Sua infância é bem retratada na fome e molecagem. Mas nada de impressionante. A história é tocante e acaba tomando rumos que não são esperados, como a aparição de Max, o judeu desabrigado. Acho que é a partir de Max que tudo começa a ficar realmente interessante. É pena que a própria Morte estraga a surpresa contando o final, no começo do livro! Mas nada que não faça valer a pena o tempo de leitura.

Mas se for ler… Leia até o final. É onde as lágrimas escorrem na neve acarvoada da guerra nazista.

Sinopse: Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três situações para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que, nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A Menina Que Roubava Livros, “é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e a sua existência humana valem a pena”.

Essa mesma conclusão nunca foi fácil para Liesel. desde o início de sua vida na Rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O Manual Do Coveiro. Num momento de distraão, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.

E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou dela seriam mais tarde aplicadas ao contexto de sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.

Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a reconhecer como tal. Alguns anos passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outros estão mais perto do que parecem. Mas só quem está ao seu lado pelas quase 500 páginas de A Menina Que Roubava Livros, só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida slava diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia, todos irão conhecê-la. Mas a dua historia contada por ela é para poucos. tem que valer a pena.

 

Alice In Wonderland (3D)

No dia 23 deste mês ainda, fomos eu, Dick, e duas xodós antigas prestigiar o mais novo sucesso dos cinemas… o cobiçado Alice No País Das Maravilhas, em 3D, claro. A compra do ingresso, da sessão das 21:30, no Shopping D, foi totalmente tranquila. A fila e os lugares também não foram ruins. De bunda grudada na poltrona e os óculos bem apoiados no pequenino nariz, começa o espetáculo. Sim, espetáculo. O filme é maravilhoso!

O trabalho é uma parceria de Tim Burton (♥) com os estúdios da Disney, que conta com um elenco de enlouquecer qualquer um! Johnny Depp (♥) como o Chapeleiro, Helena Boham Carter (a esposa de Burton) como Rainha Vermelha e até mesmo a inusitada Anne Hathaway, como Rainha Branca. A Alice ficou um tantinho sonsa para o meu gosto, mas é porquê qualquer ator ao lado destes outros torna-se completamente obsoleto! A atuação de Depp, é, como sempre, genial e impecável, transformando o Chapeleiro completamente, saindo daquela figura irritante e dando vida ao personagem. É sempre hipnotizante vê-lo na tela. Helena Boham Carter está simplesmente hi-lá-ria como a Rainha Vermelha cabeçuda do mundo da fantasia. Trabalha muito bem com seu parceiro, o Valete, dando um brilho especial para qualquer um que fica ao seu lado. Mas o que me supreendeu foi Anne Hathaway, saindo de seus papéis comuns e mergulhando na excêntrica Rainha Branca, com maestria de movimentos, uma bizarrice inédita na aparência, e uma personalização excelente! Estes são os melhores créditos, sem dúvida, deste filme.

Senti que os efeitos (que não são nada fracos, pelo contrário) e personagens digo o mesmo) poderiam ter sido mais puxados para o estilo de Burton, aquele estilo bizarro, meio sinistro, fora dos padrões que tanto adoro. Porém, compreendi que por ser um parceria aos estúdios da Disney, o lado dark de Tim teria de ser um pouco freado. Uma pena. Um coelho branco esquelético e um Gato de Seschire maquiavélico não teriam caído mau. O Gato era até bonitinho, arre. Mas nada que decaia a qualidade perfeita do filme.

Em suma, eu amei. Eu recomendo muito pra quem está louco para ver, e para quem é um fã dos trabalhos de Tim Burton, de Johny Depp, de Helena e de Hathaway. O conjunto foi uma obra-prima.

Valeu cada centavo da inteira 3D que eu tive que desembolsar.

O que me toca – no ouvir.

Há um tempo que posto algumas letras de músicas, ou informações dos Beatles, mas creio ainda não ter definido o que agrada ao toque dos ouvidos, não é mesmo? Acho que nunca distingui meu gosto musical de uma forma que outros pudessem entender. Ou não entender. Ou entender menos ainda… enfim!

Meu gosto musical já foi uma mutação absurda, como creio que foi o de muitos. Mas é como o vinho… Ele melhora com o tempo e torna-se cada vez mais apreciado e raro, até que se obtenha o elixir perfeito. Nesse caso, os acordes perfeitos. Ou quase.

Há tempos, admito que como qualquer outra moleca, já curti Black, Eletrônico, Pop-zinho (beem inho), entre outros lixos musicais. Mas sempre, desde criança, graças a minha ótima criação auditiva, cultivei um carinho pelo Rock, pelos Beatles, Titãs, Green Day, Ira… Já era um bom começo, contando que havia Beatles nessa lista. Quando pequena, eu sabia de cor o Magical Mistery Tour, por que o escutava sem pausa, repetindo a melodia.

Preso em um tonel de carvalho brusco, o gosto foi-se refinando, descartando aquilo que era desnecessário, como as insignificâncias musicais, trazendo a tona cada vez mais o puro sabor e aproveitamento do composto, trazendo-me ao êxtase das guitarras e violões, da bateria e da melodia divina do Rock. Não metal, claro… Mas o melódico, o psicodélico, e até mesmo, o puxado para o punk, porquê não?

Quer me dar a mão para esta dança, sim?

The Beatles

Joy Division

The Killers

MGMT

Radiohead

The Doors

Kings Of Leon

Queen

Led Zeppelin

The Cure

Muse

Pink Floyd

David Bowie

Frank Zappa

Aqualung

Raul Seixas

Entre outros grandes artistas do melhor que o Rock tem para oferecer de todos os ângulos do amplificador, da bateria e das cordas elétricas. Aí expus 15 artistas mais tocados atualmente em minhas playlists, mas não, não são os únicos. Por aí, pode-se achar Police, 5th Dimension, Legião, Aerosmith, Nada Surf, Nando Reis, John Mayer, Pixies, Paramore, Smiths, U2, Pearl Jam, The Who, Artic Monkeys, Janis Joplin, Kaiser Chiefs, Jimi Hendrix e vai que vai!

Para mais informações sonoras mirabolantes e roquenroulísticas, sinta-se livre para visitar meu perfil Last.Fm

Só acredito no Semáforo.

De repente, me dei conta que adoro o sinal vermelho.

É quando ele me olha de volta. As vezes, sorri, outras, permanece sério. As vezes, retribui o carinho. Mas não importa o quê, é quando ele me olha de volta.

Quase esqueço que o farol vai abrir. Desejaria que o trânsito permanecesse parado. Ou o tempo. Porém, o farol fica verde…

Mas logo a frente, tem outro farol vermelho. E outro olhar ♥

E eu vivo assim… desses olhares ♥

Soul o que você foi.

Daqui sai mais um momento flash-back, com umas pitadas de nostalgia embaçada e um presente realmente presente em tudo que sou, pro que vou, de onde vim. Das melhores e maiores raízes de minha cotoquisse… De alguém entre vários alguéns, pra ser mais específica. E se falamos em especificar, que tal começar?

Sempre vivi em contato com meu lado paterno da família, em especial, vamos focar aqui Pete e Sunshine. Filhos destes, ainda na época, Vox e Harry. Vox era alguns anos mais velha, enquanto que Harry tinha minha idade, e éramos criados como que irmãos, até mesmo por nossa semelhança. Eu tinha o gosto Beatlemaníaco como todos, mas ali haviam especializações musicais que influenciavam especialmente cada um. E para mim, era como um parque de diversões.

Ajustando o foco ainda mais um pouco, temos agora em frente as lentes preparadas o alvo de todo esse protelamento: Vox. Quando se é pequeno, você sempre se espelha naquele mais velho, mais próximo, que sempre parece ter uma postura tão legal, tão certeira, que você quer ser igual. É o que chamam de exemplo, talvez. Vox se mostrava assim diante de mim. Seu jeito relax que pareceu sempre levar tudo, o sorriso descontraído, a filosofia de sempre levar tudo numa Nice, do Om, do Paz e Amor, da simplicidade, da felicidade e do Rock’n’Roll me marcou de um jeito permanente pra eu ser o que sou hoje.

Lembro-me de milhões de momentos em que desejei estar em sua pele, ou se não fosse possível, estar sempre com ela, segui-la como um cãozinho abobado. É chato, e todo mundo conhece um pirralhinho que adora te imitar. Depois que se cresce, se ri muito disso…

Mas as mensagens do U2, que ela sempre escutou fielmente, se fizeram presentes em mim. O Beatles que ela sempre curtiu, afirmavam o meu próprio vício. O jeitão pé de Indie, cabeça de vento e sorriso nas nuvens fez dela hoje o que ela sempre foi para mim… Um xodó eterno.

O tempo passa, as coisas mudam, as influências vêm e vão, mas esquecer, você nunca esquece. Firma uma personalidade sua, cria a mente própria e ri de um jeito diferente, mas no fundo, a essência é a mesma. O momento compartilhado já imortalizou. E o brilho marcou pra sempre o diamante do coração, lapidado e precioso.

E, talvez ela se vá. E, talvez, eu me vá. Planos pra continentes diferentes, mas a alma, é sempre interconectada. Não importa onde esteja o corpo, a cabeça, as preocupações, as dificuldades, as felicidades…

Soul o que você foi. Serei o que sou mais você. Será aquilo que achou em mim. Seremos nós. Juntas. Unidas. E eternas.

Como estrelas que sorriem pra um aviador perdido.

Need Be. Need Me. Can’t you see?!

Me bateu uma vontade de um pouco de tudo de uma só vez, pra um só ser, para um monte de coisas, caminhos, vozes, rostos e sensações. Visões!

Vontade de ir pra tanto lugar! De ver tanta coisa! Comprar aquele trailer, sabe? Aquela Harley? Te levar na garupa e ver o mar, e mais mar, e litoral e areia, e chuva, e pedra e rio, e mata, e montanha, e bicho, e mato, e ar rarefeito, e frio congelante. Subir e descer a cachoeira, acampar no meio de um campo abandonado, pular a cerca do sítio do lado e roubar frutas. De ver de tudo! De sentir de tudo!

Pela noite, dar risada a toa na beira de uma fogueira, nadar na correnteza, escalar aquele morro ali, pra depois, e só depois, descer. Andar pela beira de uma estrada e esperar uma carona sem destino.

LIBERDADE DE SER TUDO O QUE SE PODE SER!

Senti a vontade de pular e agarrar uma estrela, mas não guardá-la no bolso, pra poder colecioná-la só na lembrança, e, quando sentir saudades, pular de novo e alcançá-la. E sentir mais uma vez. Que eu alcancei.

Vontade de viver sentindo seu cheiro, de abraça-lo eternamente e te levar pra onde for, mas só porquê você também quer.

Esquecer de quem sou e me remontar mil vezes de maneiras que eu quiser, que o tempo me levar, que o mundo me arrastar. Voar. E não ser. Nada, pra nada, sem querer nada e tudo ao mesmo tempo.

A maior vontade do menor da vida, que chega a ser gigantesco. Como uma explosão contiga numa fração de nanoátomos sentimentais, emocionais e fluviais, correndo pelo sangue vibrante de uma preguiçosa sonhadora…

…que sente por ter uma vontade divina e maravilhosa como essa…

…sentada na frente de um computador, trancada em casa, escutando uma música triste, comendo como uma porca, e sem a possibilidade de…

… ser liberta no momento.

Vontade engaiolada no desejo permanente do que um dia eu ainda serei.