QUIDAM – Cirque du Soleil

Era 12 de março de 2010. Depois de horas, dias e meses, finalmente chegara o dia 12 de março de 2010. E cá esbarramos neste dia eu mesma, um sortudo apressado, uma prima ansiosa e uma trupe dos melhores artistas do mundo, de zilhões de nacionalidades e habilidades diferentes e excitantes. Era chegado o dia do espetáculo QUIDAM, do Cirque Du Soleil.

O dia em si fora uma confusão sem eira nem beira, como sempre costuma acontecer pra mim. Porquê nada corre como o esperado? Bem, talvez, seja para aumentar a graça, a expectativa e a importância das coisas. Ou talvez seja só um jeito do destino me atazanar. Enfim.

Mais um dia enfadonho de aulas, quando me lembro, pelo horário da saída, que empunha finalmente o ingresso daquele mesmo dia para o mais belo espetáculo circense do mundo. O Cirque Du Soleil, que encontrava-se em São Paulo, apresentando-se no Parque Villa Lobos, as 5 horas. Me arrumei em um tempo recorde, alimentei-me bem e, á compania de uma amiga inesperada, saí para acompanhá-la até sua casa. Eu estava em tempo. E o tinha de sobra. Teria de estar em Pinheiros, para minha carona, há uma hora dali. O trânsito fluiu bem e eu cheguei com uma boa margem de tempo, algo extremamente raro vindo de mim. Esperei uns bons e bons minutos na mureta e de repente, me lembrei de uma das maiores merdas da minha vida naquele exato momento. Há uma hora de distância dali, eu havia esquecido o meu igresso para um lugar excelente… Na escrivaninha… Do meu quarto… Em casa. Shit! Shit! Shit!

Atravessei desesperada a marginal, corri para o saguão do serviço de minha mãe e supliquei uma carona até em casa. Eu não desistiria tão fácil assim, embora o “rei do terror” estivesse querendo me botar a perder. Então, ela lembrou-me de Dick! Ele não está em casa, querida? Sim!!

Ligo para Dick, completamente desesperada, e ele garante estar prontamente de saída, para levar-me o ingresso. Ah, naquela mesma hora, eu devo ter escutado o coração de um beija-flor em meu peito, desacelerando e morrendo, me deixando tranquila. Meu herói ♥. Chega minha carona, Vox, e conto-lhe o causo. É claro que ela ri. Típico de mim uma mancada dessa. Ou seja lá o que diabos esse infortúnio for. Enfim, chegamos ao Villa Lobos, e apenas por desencargo de conciência, explicamos minha situação á uma mulher na bilheteria. Eu não lhes disse que meu ingresso estava a caminho. Ela conferiu alguns dados que lhe passei (nenhum documento, apenas dados verbais) assinou um pequeno pedaço de papel e entregou-o a mim. “Passe livre. Pode entrar”. Eu quase me desfiz pela segunda ou terceira vez, no mesmo dia. Eu podia entrar! Com um pedaço de papel! Olhei para Vox e não hesitamos. Corremos lona adentro.

Perdemos o primeiro ato, da roda alemã, se não me engano. Mas eu estava a par da história do espetáculo… e logo vieram atos cada vez mais incríveis. O do iôiô chinês, por exemplo… Ou a contorcionista nos panos, retorcendo-se no ar. A cada ato, eu sentia vontade de pular no palco, ou de rir até não me aguentar. A adrenalina, a expectativa estava a mil diante de tanta maestria e beleza. Os corpos, as cores, os rostos. Tudo em perfeita sincronia. Tudo explêndido. Foi então que o celular tocou. Era Dick.

“Cheguei. Estou com o ingresso, onde você está?” Eu consegui entrar. “Como?!” E eu expliquei. Saí da lona e encontrei-me com ele. Depois de agradecer infinitamente o que ele fizera por mim, demo-nos conta de que tínhamos em mãos um ingresso sobrando. Afinal, eu tinha o meu papel já assinado pela bilheteria. Pensado e feito. Depois de alguns tribles básicos na segurança (que deixou extremos a desejar), pudemos assistir tranquilamente o desenrolar do resto daquele espetáculo incrível e embasbacante (aconselho áqueles que tem a mesma paixão, que aluguem o espetáculo e vislumbrem o que lhes digo).

Terminado o show, fomos cada um para seu respectivo carro, rindo a toa da mágica e da maluquice que tínhamos estado há poucos intantes, com direito até mesmo á pular o cercado do Parque, na maior expectativa fugitiva.

Definitivamente, um dia para ser marcado, principalmente por um bom post no Blog 🙂

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