Forever’s never enought

Pois eu, eu só penso em você
Já não sei mais por que
Em ti eu consigo encontrar um caminho, um motivo, um lugar pra eu poder repousar meu amor

Quantas horas mais vão me bater até você chegar aqui?
Meu lar deixou de ser aquilo que um dia eu construi
Eu fico sozinho esperando, pra trazer você, pra mim.

*Los Hermanos

Are We Human?

Sensacional. É tudo de que eu precisaria pra surtar geral. Até sozinha no quarto, com os piscas piscas ligados na cachola. Vishi, já fui. Vuuush.

Dei o melhor de mim para perceber
quando a chamada chegasse ao outro lado da linha
Fui trazido até este estado de rendição,
mas fui gentil
Às vezes fico nervoso
quando eu vejo uma saída
Feche os olhos
Limpe o seu coração
Corte as cordas

Será que somos humanos?
Ou somos dançarinos?
Meu sinal é vital
Minhas mãos estão frias
E estou de joelhos
Buscando a resposta
Será que somos humanos?
Ou somos dançarinos?

Dou meu respeito para a graça e a virtude
Envio as minhas condolências aos bons
Dou meus cumprimentos aos momentos azedos
Sempre eles fizeram o melhor que podiam
E até mais para a devoção
Você me ensinou tudo que eu sei
Diga adeus
Deseje-me o melhor
você precisa me deixar partir

Será que somos humanos?
Ou somos dançarinos?
Meu sinal é vital
Minhas mãos estão frias
E estou de joelhos
Buscando a resposta
Será que somos humanos?
Ou somos dançarinos?

Seu sistema vai ficar bem
Quando você sonhar com sua casa hoje à noite?
Não estamos recebendo nenhuma mensagem
Deixe-me saber se o seu coração ainda bate

Será que somos humanos?
Ou somos dançarinos?
Meu sinal é vital
Minhas mãos estão frias
E estou de joelhos
Buscando a resposta

Human – The Killers

And I Love Her ♥

Não é que eu queira deixá-la de lado, deixá-la para trás ou matá-la de preocupação. É um dos meus maiores bens, sabe? E eu a amo. Tanto, que acho que não sei se alguns entenderiam ou não. Claro, do meu próprio jeito estranho. E eu sei que isso a confunde de vez em quando, mas é verdade. É a quem eu a tudo devo, e a quem eu tudo faria. E eu a amo.

Eu dou a ela todo o meu amor
É tudo o que eu faço
E se você visse meu amor
Você a amaria também
E eu a amo

Ela me dá tudo
E com ternura
O beijo que meu amor traz
Ela traz pra mim
E eu a amo

Um amor como o nosso
Nunca poderia morrer
Contanto que
eu tenha você perto de mim

Brilhante como as estrelas
Escuro é o céu
Eu sei que esse amor é meu
Nunca morrerá
E eu a amo

And I Love Her – The Beatles

By then, i’ll be gone.

Senti uma (nem tão nova) vontade. De ir. Só ir. Pra frente, pra cima, pro leste, pro norte, pro caminho do Sol, pela luz da lua… Só ir. E não voltar.

Vontade de ter pego a chave do portão, arrumado uma mochila qualquer com algum dinheiro e quase nenhuma saudade e partir. Sair pela rua, descer, subir, e sumir. Pelos motivos que não tenho porquê ficar e pelos que tenho para ir.

Ver os lugares, fazer um pouco de tudo, sentir o cheiro da noite no orvalho, numa pista de dança, no vento que entra pela janela do ônibus.

Só mandar de volta postais, sem chances de um retorno. Não ter mais um lugar para o qual pertencer. Só ir. E vir. E anoitecer.

Se um dia eu me for de verdade, e conseguir deixar para trás as pessoas e tudo o que eu já consegui, não se assuste se não me encontrar. Se receber um postal dizendo que não me encontrará… E que eu não tenho a intenção de voltar.

É, eu vou sentir falta. Delas, deles. Suas, quem sabe? Não posso negar. Fui feita de momentos com aqueles a quem me fizeram viver.

Mas eu tenho uma coisa a dizer.

Eu não pertenço a aqui, e eu sei que não é mais o meu lugar. Eu só quero ir.

Só ir.

Clockwork Orange (Relatório III)

Faz algum tempo que já terminamos de assistir ao filme (provavelmente, uma semana e pouco) e eu não me dignei a colocar a preguiça de lado, tomar vergonha na cara e terminar meus relatórios. Pra variar. Well, well… Vamos tomando a providência então.

Relatório 3 de Laranja Mecânica

Visto da cena em que Alex submete-se ao tratamento Ludovico, até sua apresentação pública.

Alex, após passar por interrogatório policial e obedecer as tolas normas de distância da bancada, de tolerar o andar duro do policial, é examinado como um perfeito animal e então, mandado para sua cela. A prisão é um lugar ruim, com certeza. Porém, Alex se empenha em tornar-se ávido seguidor do “padre”. Intera-se da bíblia, e demonstrando bom semblante, o jovem parece convencer que está para se tornar melhor, embora ainda seje possível encarar nos olhos do garoto suas antigas atrocidades. Confirma com o padre uma conversa que escutou de alguns policias sobre um método de tratamento que poderia tirá-lo da prisão e libertá-lo em 15 dias, e logo empoleirou-se o máximo para poder conseguir tal tratamento. Num dia típico, o diretor examina os presos e escolhe o jovem Alex a dedo para que ele possa ser submetido ao método Ludovico, o tal método ao qual Alex ouvira falar. E assim é feito. Uma vez muito bem acamado e alimentado no instituto, Alex é medicado com algo que desconhece e então é submetido a um estranho tratamento de choque, onde é obrigado a assistir um filme “ultraviolento”. Porém, ele os assiste revirando-se de náusea, pelo medicamento anteriormente dado. Em uma das sessões, enquanto assiste a um massacre nazista, ele reconhece a trilha sonora como a nona sinfonia de Beethoven. Neste exato momento, ele desespera-se, implorando para que parem ali mesmo o tratamento, pois era injusto que passasse mal enquanto escutava Ludwig Van. É claro que o tratamento continuou, visto que até mesmo a trilha sonora surtiria efeito no paciente. Os 15 dias são passados assim, neste tratamento de choque. Então, chega o momento de apresentar aos superiores o “magnífico” resultado do trabalho com o criminoso. Exibido em um palco, na frente de todos, Alex é humilhado por um homem sem motivo algum. Apenas a simples idéia de revidar o deixava enjoado e doente. Foi ao chão, onde o homem o fez lamber inúmeras vezes a sola de seu sapato, uma vez que Alex era completamente impossibilitado de reagir. Foi então, a vez de testar sua violência sexual. Uma mulher de seios descobertos, sedutora, avançou em direção a Alex, mas a simples aproximação o fez ir ao chão mais uma vez, enjoado ao extremo. Os superiores aplaudiram. “É um milagre, ele está curado!”. E Alex é enfim, liberto para a sociedade considerado novo e bom.

Em seu ingresso na prisão, podemos reparar na futilidade e inutilidade das normas de distância do balcão, podendno ser considerado uma simples imposição de regras. Podemos reparar a tolice e a teatralidade do andar do soldado, que parece fazer aquilo para definir o que é. O passo firme, espaçado, a voz alta e imponente. No exame, Alex recebe um númro, que substituirá seu nome. Está aí a significância da substituição do ser pelo número. Não passa de um número a mais. Os cultos religiosos com o “padre” são de constante deboche por parte dos criminosos, e o “padre” explicita inúmeras e inúmeras vezes a condenação da alma, da hipocrisia e exagero religioso. Porém, Alex parece tão empenhado que é possível até deixar de reconhecê-lo. Possui o semblante calmo e a bíblia nas mãos, sempre acompanhando o “padre”. Depois de escutar sobre o método Ludovico, fica clara a sua vontade em simplismente sair daquele lugar. E assim consegue. O método é bruto, é completamente destituído de qualquer cuidado com os direitos humanos, ou qualquer ação humana, pois o método nada mais é do que uma completa desumanização. É a perfeita domestificação dos atos. Impõem a idéia de doença ao corpo e a vontade da própria morte associada com as cenas de violência (e a sinfonia de Beethoven), adestrando e conduzindo o comportamento de Alex. Testado, os superiores ignoram que Alex demonstra a vontade da violência, e o desejo sexual, e relevam o fato de que, mesmo que ele queira, é impossibilitado de fazer. Aplaudido por sua então submissão animal, ele é liberto.

Para maiores conclusões, aguardo mais cenas do filme.

QUIDAM – Cirque du Soleil

Era 12 de março de 2010. Depois de horas, dias e meses, finalmente chegara o dia 12 de março de 2010. E cá esbarramos neste dia eu mesma, um sortudo apressado, uma prima ansiosa e uma trupe dos melhores artistas do mundo, de zilhões de nacionalidades e habilidades diferentes e excitantes. Era chegado o dia do espetáculo QUIDAM, do Cirque Du Soleil.

O dia em si fora uma confusão sem eira nem beira, como sempre costuma acontecer pra mim. Porquê nada corre como o esperado? Bem, talvez, seja para aumentar a graça, a expectativa e a importância das coisas. Ou talvez seja só um jeito do destino me atazanar. Enfim.

Mais um dia enfadonho de aulas, quando me lembro, pelo horário da saída, que empunha finalmente o ingresso daquele mesmo dia para o mais belo espetáculo circense do mundo. O Cirque Du Soleil, que encontrava-se em São Paulo, apresentando-se no Parque Villa Lobos, as 5 horas. Me arrumei em um tempo recorde, alimentei-me bem e, á compania de uma amiga inesperada, saí para acompanhá-la até sua casa. Eu estava em tempo. E o tinha de sobra. Teria de estar em Pinheiros, para minha carona, há uma hora dali. O trânsito fluiu bem e eu cheguei com uma boa margem de tempo, algo extremamente raro vindo de mim. Esperei uns bons e bons minutos na mureta e de repente, me lembrei de uma das maiores merdas da minha vida naquele exato momento. Há uma hora de distância dali, eu havia esquecido o meu igresso para um lugar excelente… Na escrivaninha… Do meu quarto… Em casa. Shit! Shit! Shit!

Atravessei desesperada a marginal, corri para o saguão do serviço de minha mãe e supliquei uma carona até em casa. Eu não desistiria tão fácil assim, embora o “rei do terror” estivesse querendo me botar a perder. Então, ela lembrou-me de Dick! Ele não está em casa, querida? Sim!!

Ligo para Dick, completamente desesperada, e ele garante estar prontamente de saída, para levar-me o ingresso. Ah, naquela mesma hora, eu devo ter escutado o coração de um beija-flor em meu peito, desacelerando e morrendo, me deixando tranquila. Meu herói ♥. Chega minha carona, Vox, e conto-lhe o causo. É claro que ela ri. Típico de mim uma mancada dessa. Ou seja lá o que diabos esse infortúnio for. Enfim, chegamos ao Villa Lobos, e apenas por desencargo de conciência, explicamos minha situação á uma mulher na bilheteria. Eu não lhes disse que meu ingresso estava a caminho. Ela conferiu alguns dados que lhe passei (nenhum documento, apenas dados verbais) assinou um pequeno pedaço de papel e entregou-o a mim. “Passe livre. Pode entrar”. Eu quase me desfiz pela segunda ou terceira vez, no mesmo dia. Eu podia entrar! Com um pedaço de papel! Olhei para Vox e não hesitamos. Corremos lona adentro.

Perdemos o primeiro ato, da roda alemã, se não me engano. Mas eu estava a par da história do espetáculo… e logo vieram atos cada vez mais incríveis. O do iôiô chinês, por exemplo… Ou a contorcionista nos panos, retorcendo-se no ar. A cada ato, eu sentia vontade de pular no palco, ou de rir até não me aguentar. A adrenalina, a expectativa estava a mil diante de tanta maestria e beleza. Os corpos, as cores, os rostos. Tudo em perfeita sincronia. Tudo explêndido. Foi então que o celular tocou. Era Dick.

“Cheguei. Estou com o ingresso, onde você está?” Eu consegui entrar. “Como?!” E eu expliquei. Saí da lona e encontrei-me com ele. Depois de agradecer infinitamente o que ele fizera por mim, demo-nos conta de que tínhamos em mãos um ingresso sobrando. Afinal, eu tinha o meu papel já assinado pela bilheteria. Pensado e feito. Depois de alguns tribles básicos na segurança (que deixou extremos a desejar), pudemos assistir tranquilamente o desenrolar do resto daquele espetáculo incrível e embasbacante (aconselho áqueles que tem a mesma paixão, que aluguem o espetáculo e vislumbrem o que lhes digo).

Terminado o show, fomos cada um para seu respectivo carro, rindo a toa da mágica e da maluquice que tínhamos estado há poucos intantes, com direito até mesmo á pular o cercado do Parque, na maior expectativa fugitiva.

Definitivamente, um dia para ser marcado, principalmente por um bom post no Blog 🙂