Clockwork Orange (Relatório II)

Segundo Relatório de Laranja Mecânica, visto da cena em que Alex leva as garotas que conheceu na loja de música para casa, até a cena onde é preso e seu instrutor lhe cospe na cara.

Levadas as garotas para sua casa, após conhecê-las na loja de música, é mostrado um Menage a Trois em alta velocidade, sem qualquer clima romântico ou erótico, com uma trilha sonora que é mais comum à corridas de cavalos. Nesta cena, percebemos que os detalhes, que o clima, que a relevância e mágica do ato sexual entre duas pessoas é completamente ausente, transformando-a apenas numa cena rápida. Temos em seguida, os capangas de Alex esperando-o no hall de seu prédio, onde George propõe uma idéia não originada do líder para um crime ambicioso, visando lucros. Nesta parte, Alex usa do argumento: O que quiser, é só pegar. É observada a insatisfação de Alex com os parceiros, e dos parceiros com Alex. Após lhes aplicar uma boa surra, Alex impõe sua liderança inquestionável. Acabam por executar o crime que George havia sugerido, invadindo a casa de uma mulher. A decoração erótica surpreende, mostrando obras explícitas de genitálias ou cenas picantes pelas paredes, que mostram mais uma vez a falta de censura ou pudor. Alex, ao ser atacado pela mulher, acaba lhe aplicando um forte golpe na cabeça. Ao sair da casa, é agredido por seus parceiros e acaba nas mãos da polícia. No interrogatório, usam de violência, é claro, como todo “bom” policial, sem ligar a mínima para o estado de Alex. Seu tutor comparece e informa que a vítima de Alex falecera. Assustado, Alex pede ajuda, porém seu tutor cospe-lhe na cara, mostrando a rejeição e traição a seu dever, sorrindo, ainda por cima.

Tentando trazer tais exemplos para estes dias, temos na cena do sexo a três, a falta de importância para com a relação sexual entre as pessoas. Torna-se só mais uma necessidade a ser suprida, pelo desejo do corpo, e somente por isso. Não desperta sensualidade, nem romantismo. Então, temos a rebeldia de um dos capangas, mostrando que os inferiores começam a rebelar-se, algo que ainda não vemos muito nos dias de hoje. O povo é completamente submisso a corruptos. Talvez tenhamos aí a traição de ser humano para ser humano, que já não é tão incomum. Temos a decoração erótica na casa da mulher, que não temos tão explicitamente, porém, implicitamente. Basta analizar certos comerciais ou quadros, pinturas e outros para identificar sinais implícitos de falta de pudor. No interrogatório, presenciamos mais uma vez a violência exagerada contra alguém, e então, a traição do instrutor de Alex, e o cuspe na cara do personagem, renegando-lhe a dignidade, e é algo constantemente presente na nossa justiça. A agressão e a traição da lei.

Para maiores conclusões, aguardo as próximas cenas do filme.

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