Incansáveis Fotos.

Pra variar, achado na internet mais um jeito de guardar fotos 🙂

Flickr :

http://flickr.com/photos/mah206

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Um Velho All Star Azul…

WordPress é ótimo. Gosto do sossego daqui. Foi onde dei os primeiros passos nessa brincadeira. Agora, esta na hora de uma mudança. Logo mais eu deixo o 206 e quando isto acontecer, deixarei completamente este endereço online. Movo-me agora para um novo… Talvez reposte muitas das coisas que vi, fiz e repensei por aqui.

Ou talvez mantenha os dois blogs, quem sabe?

UA

Dígito 09.

Já vi tantas retrospectivas por aí de 2009… Da Globo, da Veja, da MTV, das rádios, dos produtos… E, ultimamente, um pouco de retrospectivas de Blogs. E por mais estranho que pareça, foram as mais interessantes. Afinal, demonstra o quanto uma pessoa apegou-se (ou não) ao ano, as experiências, aprendizados, perdas, ganhos, etc. de um modo sincero e pessoal. Mesmo que pareça tolo, foi um ano a mais (ou a menos) para alguém, em muitos lugares. O meu não foi diferente. Ou foi. Bem diferente.

Percebi este ano o quão instável sou, mas o quanto me surpreende que posso controlar isso, sem perceber. O quanto minha distração avançou e regressou. O número de amizades que semeei e, rapidamente, colhi. E quão bons foram os frutos, mesmo que nem sempre tão maduros. Percebi que sou bem mais fraca do que imaginava… E um pouco mais forte do que imaginavam. Ganhei e perdi, e não sei dizer o quão balanceado e justo isso foi, mesmo porquê, acho que perdi o senso disto há um certo tempo. Sinto que envelheci uns 20 anos, mas retrocedi à infância milhões e milhões de vezes. Foram 12 meses, 365 dias… De puro Darwinismo. Evolução, creio eu. Ou não. Aqui clamo Einstein e a Relatividade. Tudo dependerá do ponto de vista…

A virada, onde 2008 foi deixado para trás, foi na praia. Certamente, deliciosa. Um casal de amigos de minha irmã, minha irmã e o marido, minha mãe, e um primo. Os fogos, as noites de jogatina (Não poker, Jogo Da Vida), o passeio de Banana Boat (com queda), a tentativa de invadir uma Rave particular… E um telefonema beira-mar. De um alguém que eu cultivei uma história de anos de amizade e, naquele momento, mais que isso.

Passo um bom tempo com minha amiga/irmã numa outra praia, em contato com outro grande amigo nosso. Retorna o ano letivo. 2° ano numa escola onde eu tinha me adaptado bem, pelo que imaginava. Uma nova amiga, uma antiga, que se tornou nova, um antigo, que continuou melhor e melhor, a falta de uma antiga, que tinha ido pra outro estado… E a companhia da eterna. Sem contar com todos os outros, que com certeza, contam. Passam-se testes, provas, atividades. Mais testes, provas e atividades de um começo de semestre. Nada muito a se preocupar (pelo menos não pra mim. Não, não é modéstia… É que sei me ajustar, do meu jeito). Uma notícia. Que pra mim, foi como saber que estava anunciada a Guerra Fria. Mas nada havia de negativo.

Eu e minha mãe estávamos naquele momento planejando uma viagem de meio de ano, nas férias… Para Minas Gerais. Eu iria conhecê-lo, depois de quatro anos. 13 horas de viagem. Uma semana em uma cidadezinha calorosa… E uma aliança. Durante toda a expectativa, a estadia, e tudo o mais… Pareceu o melhor sonho já traçado pelo inconsciente de uma garota apaixonada. E foi real. Até a volta.

Beirando uma depressão, por ter voltado, por ter deixado, as amigas socorreram, (surgiram novos) os amigos conversaram… E o poço levou 1 mês pra mostrar seu fundo. Bastou uma ou duas ligações, quase nenhuma insistência… E lá se foi a aliança se perder em algum lugar do armário. Foi uma fase. Uma bem intensa, daquelas que marca a vida. Mas fase é um degrau. E continuei subindo.

O bom de ser do jeito estranho que sou, é que mudo. Me moldo, me adapto, mesmo que a contragosto as vezes, me convenço… E supero.

Foi neste momento, acho eu, que toda a mágica começou a acontecer. Chame de mágica, ciência ou tempo… Aconteceu. Me moldei, me adaptei, me convenci. Formulei teorias, escrevi polêmicas, falei sobre conspirações, inspirei a mais inconstante mudança. Depois de 1 mês de uma mente vazia e um corpo ferido, foi como se o Big Bang tivesse sido desvendado de uma vez, por uma só pessoa, dentro de um só organismo. E lá eu estava, vivendo então. É engraçado como as coisas acontecem, e parecem simplesmente acontecer. Mas na verdade, tudo faz parte de uma coisa só, que são várias que só enxergamos devagar, num plano sem pé nem cabeça, que gira sem parar numa órbita alucinada, dentro de um grande sistema que nos compreende, mas não limita… E que pode fazer tudo acontecer. Sem o simplesmente. Se isso pode ser chamado de vida, não é pra mim que tem que perguntar. É fase, ou não. Eu disse que escrevia polêmicas, conspirações e todo tipo de maluquice.

No meio dessa guinada desenfreada, tornei-me próxima de um alguém já próximo, mas, se me permite a contradição, distante. Mais uma vez, é engraçado como as coisas parecem acontecer. Como as pessoas se trombam nessa vida. Umas vezes na hora errada… E outras, pontualmente. O ciclo toma um eixo e torna-se constante. Conversas, devaneios, experiências. Loucuras, como sempre, são as mais necessitadas. Evolução. Relatividade. Não vou voltar o começo, acho que o ponto já foi esclarecido. Enfim, foi o suficiente para que este alguém se tornasse marcado, sem a menor sombra de dúvidas. Essencial. Especial. Igual, ou não. Um sobrevivente.

Foi neste ponto em que o blog começou. Ou um pouco antes, ou um pouco depois. Tudo parece fazer um pouco mais de sentido? É, eu sei que não. Sem problemas. Prossigo?

Estou agora no início de setembro. Uma viagem à praia com os amigos. Foi convidado o amigo de um amigo. De certa forma eu já o conhecia, como todos eu já havia conhecido um dia. Criança, eu corria sempre como uma maluca pra lá e pra cá, sem prestar muita atenção, sempre esbarrando nos outros. Cresci, tornei a conhecê-los, e lá estávamos nós, naquela praia semi-deserta. Risadas, besteiras, flashes permanentes, como todos os bons amigos rendem. De volta, eu e ele permanecemos em contato… E em pouco tempo, estávamos de lábios e mãos dadas. Nunca fui uma pessoa de difícil convivência, me apego fácil, e vice-versa… Mas eu realmente não esperava algo mais.

E foi justamente (o contrário) o que aconteceu. Aquele amigo de um amigo se mostrou cada vez mais totalmente diferente de todos, e cada vez mais interessante, e mais interessado. Nossa aproximação foi no início, um tanto hesitante, mas depois, foi como que inevitável. E percebi estar apaixonada. Ele pôs de lado seus medos e pediu-me em namoro. Eu aceitei. Um mês depois, desconfiávamos de que era realmente mais sério. No dia 30 de novembro, ele puxou um par de alianças do bolso e disse que me amava. Tenho-a no dedo até agora. E não pretendo tirá-la por um longo, longo tempo. Eu o amava. Eu o amo.

Transcorre-se o resto do ano em passo rápido, mudado, com cheiro de velho arrastado, meio mofado, mas que ainda resistia. Passou-se o surto de uma doença, uma crise econômica mundial, um transtorno climático, um caos crescente na cidade, um apagão. Foi-se o Natal. Passou-se um ano. Para mim, para você, e para o mundo. Passou-se 2009.

Chegou 2010.

É uma página em branco nos bancos de dados do presente… Do futuro. Mas que será escrita. Obviamente. Não há como isso ser impedido, porquê o mundo não pára, o planeta gira e a Evolução continua. Para mim, para você, e para o mundo.

Ou não.

Feliz 2010. 😀

Agradeço a Dick, Hay Lin, Taranee, Will, Bob, Terk, Rouxinol, Vox, Buballoo, Buttercup, Old Janis, Harry, Petit… E todas as inúmeras pessoas maravilhosas que marcaram este ano, todo o resto da minha vida.

Filme Repetido.

14 de Janeiro de 2010. Isso significa: Férias.

Acordei hoje por volta do meio dia e alguma coisa, almocei sem café, fiz os deveres diários (como alimentar as tartarugas) e… Voltei pra cama. Dou-me conta de que tenho um filme para entregar pra locadora, mas que provavelmente, vou voltar a alugar em algumas semanas, assim como fiz com Quem Quer Ser Um Milionário (4 vezes), Sim Senhor (3 vezes) e O Curioso Caso De Benjamin Button (3 vezes). E estes são só alguns que assisti repetidamente. E poucas vezes até, pra meu costume. Talvez seja pelo fato da HBO repetir bastante o mesmo filme, mas percebi que este não é o meu problema, por que os outros canais de filmes passam novos todos os dias. Que nunca vi. Mas que não tenho vontade de tirar do repetido para ver. Tenho mania de filme repetido há muito, muito tempo. Mas só a poucos minutos eu decidi descobrir o porquê.

Comecei tecendo pelo pensamento de que o filme representa o momento. Como um bom livro (o que em minha opinião, não tem como comparar). Se o vê num determinado momento e gosta, às vezes é pela companhia, pela mensagem, pelas risadas, pelos efeitos. Assistindo-o novamente, encontra detalhes que não percebeu, encontra lições que não absorveu, e assim isso continua enquanto repete o filme. É a aprimoração da idéia, do pensamento. É a relembrança do momento original, é a formulação de uma crítica melhorada. Ou não.

Percebi então que seja talvez por que eu tenha colocado uma barreira em volta de um título novo. Eu não sei do que pode se tratar, não me interessa tanto assim. Se eu sei o que acontece, me sinto segura da história, do desfecho, e sei que vou acabar satisfeita. Acho que descobri uma nova paranóia na minha coleção de esquisitices. Mas isto não é de todo ruim. Eu ainda me aventuro em filmes novos. Poucos, é verdade… Mas aos poucos, vou quebrando este hábito repetido. O filme que tenho que entregar (UP, altas aventuras), eu nunca tinha visto. Está certo que foi recomendado por quem tem um gosto parecido com o meu (creio que até mesmo na repetição). Mas me surpreendi ao encontrar uma caverna destas atrás de uma simples observação. Acho que vou começar a tentar publicar uma crítica de cada filme que vejo… E com isto, talvez eu busque mais o que fazer… Perdão. Mais o que ver.

E até mesmo comece a dissecar pequenos hábitos estranhos (uff, são muitos). Eles provavelmente não são só hábitos estranhos. E duvido que isso aconteça só comigo.

Vai dizer que você também não gosta de filme repetido?

O problema é o dinheiro?

Achei esta reportagem um tanto quanto interessante, de um ponto de vista que, no meio de minhas críticas contra a moeda, eu nunca me dei o serviço de enxergar.

E se… O dinheiro deixasse de existir?

Se o mundo decidisse que dinheiro é a causa de todos os males da humanidade e tentasse eliminar a moeda da nossa vida, veria rapidamente que o mundo iria ser bem mais difícil sem ele.

É que o dinheiro surgiu justamente para facilitar a troca entre as pessoas. O escambo, a forma maus rudimentar de comércio, baseada na troca de mercadorias por mercadorias, é um meio trabalhoso e demorado, já que pressupõe uma dupla coincidência de desejos. Imagine que você fabrique remédios e precise comprar arroz. Para que a troca dê certo de primeira, será necessário achar um agricultor de arroz doente precisando de sua mercadoria. Complicado. Foi por isso que, ao longo da história, mercadorias muito usadas, fáceis de transportar e de dividir se tornaram um meio de pagamento como. Você, por exemplo, poderia trocar seus remédios com sal e comprar arroz com parte do arrecadado.

Acabar com a moeda seria voltar no tempo. “Passaríamos mais tempo tentando satisfazer a dupla coincidência de desejos do que produzindo. Dessa forma, o PIB da economia seria drasticamente reduzido”, diz Alexandre Schwartsman, do grupo Santander Brasil. Em um mundo onde é preciso ocupar-se com trocas que garantem a sobrevivência, não há tempo para produzir bens sofisticados, como ciência ou cultura. As profissões especializadas acabariam e toda a infraestrutura existente, como estradas, portos e ferrovias, seria inutilizada, já que só faz sentido em uma estrutura de comércio ágil e intenso.

Se a população se mantivesse firme no propósito de não voltar a usar nenhuma moeda comum de troca, a economia entraria em colapso. As cidades, que são os centros mais intensos de troca na economia, seriam abandonadas e as pessoas migrariam para o campo, para sobreviver em pequenos grupo autossuficientes. Aos poucos, a civilização que conhecemos deixaria de existir e viveríamos uma nova versão da alta Idade Média – sem cidades, sem comércio e sem muita gente: naquela época, entre os séculos 5 e 10, a economia era capaz de suportar uma população de 300 milhões de pessoas, um vigésimo da que temos hoje.”

  • Texto: Eduardo Pegurier. Trecho da revista Super Interessante, edição 273 – 11 dez / 2009

 

Não que ela tenha tanta razão, uma vez que o problema é a ganância da sociedade (que vem, é claro, do dinheiro, inevitavelmente), mas derruba um pouco do que alguns pensam por aí que o comunismo e o socialismo são a resposta para tudo. Nem por isso sou defensora do capitalismo. Só acho que os objetivos essenciais de cada sistema foram nublados… E isso não tem volta. Seja com a grana, seja sem ela.

Maluco Beleza

Amigos…
Nada como um bom dia de trilhas, no meio da natureza, encerrando com um banho na cachoeira… sempre equipado, até dentro da cahoeira… claro !!!
Depois disso uma cervejinha, que é pra contar as mentiras do dia…
Paz de espírito, prazer e adrenalina !!!
UA

Palavras de um Sábio Hippie Louco.

Assim disse Raul.

Um Abraço.