A lágrima é verdadeira.

Como de praxe, estava eu em plena aula de oxi-redução, empunhando o ipod que pulsava com o melhor do Legião. Detalhe? Nunca presta eu estar com um caderno e um lápis em horas como esta. Ou talvez preste, diga-me você…

 

“O legado desse mundo entupido de lacunas vazias é inútil e cheio de botões vermelhos. Infelizmente, hoje não há saída fácil, uma vez que a morte torno-se tão banal, tão promíscua e adornada de neóns.  É tudo transgênico, é tudo de plástico, nessa redoma de insanos padronizados. Cheiro de pólvora no orvalho das plantas murchas da varanda. Nem os pássaros encontram seu pouso, não existem mais sementes sadias.

Somos parte dessa Trash-Nation, onde escreve-se Deus em letras minúsculas, McDonald’s em 72, Coca-Cola em negrito, levando a podridão ao sobrescrito. Onde a verdadeira mensagem é sempre subliminar e a Constituição é mastigada por dentes amarelados de Marlboro.”

 

Eu surto. Fato.

“Vem cá, meu bem, que é bom viver, o mundo anda tão complicado.”

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3 Respostas para “A lágrima é verdadeira.

  1. Engraçado como o seu fluxo de consciência influenciou na composição. Aposto que antes de ouvir “O mundo anda tão complicado” deve ter ouvido, anteriormente, “Geração Coca-cola” e, se não ouviu, chegou bem perto de escrever algo parecido…
    Vamo pô uma cifra nisso aí, ehn? Se esforça, lá, nas aulas de violão…

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