Lá se vai outro celular.

Depois que digo que sou um imã de desgraças, dizem que exagero. O Boletim de Ocorrência da noite passada não me deixa mentir…

Um domingo a noite como todos os outros, o tempo abafado com previsão de chuva. Sentada no mesanino, assisto ao culto. Uma das aluninhas que trabalhamos senta-se ao meu lado e segura minha mão. Envolvo a menina com um dos braços enquanto o tempo do culto se passa. Durante este tempo, dei-lhe liberdade para abraçar-se a mim, para mexer em meus cabelos. Então, a indiazinha abriu minha bolsa, curiosa. Brincou com minhas chaves, passou um pouco de meu gloss, abriu o bolso de fora e mexeu em meu celular, deslumbrada. Guardei-o na bolsa, a qual ela colocou em volta do braço e esperou que o culto terminasse. Pediu para que eu a acompanhasse ao banheiro, mas disparou pelas escadas, fugindo do meu campo de visão, como uma provocação, uma brincadeira. Eu estava de salto, nem sequer pensei em correr atrás. 5, 8 minutos depois, recuperei a bolsa dos braços dela, que se deu por vencida na “brincadeira”.

Juntei-me ao grupo de pessoas que ficam trocando idéias na porta e por volta de 10 minutos depois, um amigo meu comentou que eu estava muito metida, pois eu não estava atendendo o celular. Estranhei, afinal eu não tinha nem sentido o vibracall. Abri a bolsa e a vasculhei completamente. Faltava o celular. Naquele exatíssimo momento eu soube que a menina tinha-o pego. Fui atrás dela pelo salão e ela deu-me a suposição de que poderia ter caído pelo mesanino. Não achei improvável e decidi subir para verificar. Bom, você já sabe que eu não o encontrei lá, pois se eu o tivesse encontrado, não estaria aqui teclando.

Comuniquei a uma das responsáveis e então, em pouco tempo, a coisa tinha virado um caso muitíssimo mais sério. Ela me disse que a garotinha já tinha um histórico de furtos, que como vivia na rua, roubava para repassar aos outros garotos, que revendiam em algum canto. Ou seja? esmerdeousse tudo.

Sei que fomos atrás da menininha na casa dela, convenci-a a me levar atpe o interior da casa, onde não tive qualquer sucesso, uma vez que ela negava que tinha pego o aparelho (daquele jeito incerto que as crianças tem quando estão incertas). Voltei sem sucesso para a igreja, e o pessoal me afirmou que não encontraram o celular em parte alguma. Mas eu já sabia o que se tinha sucedido daquele aparelho. Na certa, já tinha virado é maconha.

A chuva começa a cair, e tínhamos um grupo de busca de umas 10, 15 pessoas. Mantínhamos a menininha em um canto, com o semblante totalmente acusatório sobre si. A verdade era evidente demais e a nossa paciência estava sendo lavada pela chuva fria. Bastou um telefonema, e uns bons minutos depois, tínhamos ali uma viatura e dois policiais. Ir até a casa da indiazinha fora pura perda de tempo, uma vez que a responsável pela menina mal sabia dizer a idade da criança. Os policiais disseram que isto não se resolveria e que realmente a insistência não daria em nada, e que o máximo que podíamos fazer seria uma ocorrência.

E lá vamos nós para a delegacia, fazer o infeliz do boletim. O assunto estava mesmo era encerrado, que aquilo era só mesmo um registro bobo. Eu já sabia que meu celular tinha sido roubado, que a coisa não tinha mais volta. Besta fui eu, que confio demais nas pessoas. Mas bem, o que é o ladrão sem sua vítima? Alguém tinha de ser o babaca da vez. Ainda bem que fui eu, que já tinha tido 2 vezes a experiência, e cujo prejuízo, com o tempo, eu vou acabar superando.

O que meu amigo disse pelo menos, é verdade… Para pensar no lado positivo. Pelo menos o celular estava sem crédito…

E eu tinha assunto para postar no blog😀

2 Respostas para “Lá se vai outro celular.

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