Mantenha a direita.

É inevitável, não é mesmo? Eu sei que é, e você também sabe. Essas escolhas!

Se vai sair, decida para onde, depois com quem, como vai, como volta, com que roupa deverá ir, qual a ocasião, qual o seu humor, se vale a pena e se, por fim, deverá levar uma blusa caso esfrie… O conceito de escolha pode ser menosprezado, uma vez que o ser humano as faz automaticamente, depois de um certo tempo… Mas no momento, é o que mais atormenta.

Eu não falo da cor da blusa que precisa usar no trabalho amanhã, e nem que gravata combinaria com ela… Não falo do que comer no lanche, para não prejudicar o apetite do jantar… Falo de escolhas piores, e ainda assim, sutis, que podem ruir ou embalar toda uma vida.

Se escolho terminar um relacionamento, e então, para onde vou? Machuco o garoto, faço com cuidado, grito de uma vez, choro ao telefone, falo firme e decidida, retorno as ligações ou nunca mais me preocupo? E as consequências disso tudo?

Se escolho uma faculdade, e então, o que faço? Gasto meu tempo e esperanças estudando, escolho mecânica, escolho pedagogia, presto a federal, pago uma particular, saio para o boteco, passo a noite estudando? E se não for o meu curso?

Quanto ao meu futuro então, quem dirá, uma vez que as certezas ao meu redor começam a ruir?

Quer saber? Escolha o que lhe parecer  o melhor. Não pelo dinheiro, nem pelas opiniões, não pelas consequências, ou pela crítica, pela segurança ou pela incerteza. Escolha-a porque simplismente escolheu. Porque por alguma razão, decidiu. Afinal, arrisque-se a ser feliz pelos caminhos que lhe forem oferecidos. Perca-se se preciso! Se manter as migalhas por trás, será fácil reconstituir o caminho.

Não vou perder meu tempo parada em questões que só me gerariam mais dúvidas, me levando logo a uma possível depressão ou loucura. Escolherei e pronto. E este será meu guia e meu porto.

Basta agora que eu me decida em quê me apoiar, se será em uma carreira, se será em um sonho, se será em alguém. E se for, em quem?

Quem sabe seja melhor que eu mantenha a direita… Embora me pareça estar andando em círculos.

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Ângulo de 45º

Engraçado como as pessoas são rotuladas… Ouço tanta coisa que me espanta, e mesmo assim, depois de vividas, as situações não são tão horrendas assim.

O ser humano tem o péssimo hábito de julgar as coisas pelo seu âmbito limitado, pelo seu conhecimento pouco adquirido, ou baseado em suas idéias fechadas.

Vá dizer a alguém que deixou que o ofendessem no trânsito, ou que reagiu a uma agressão da mesma forma, ou qualquer outra coisa que possa causar certo impacto e verá que a maioria responde com desaprovação.

A verdade é que acho que o ser humano é muito ignorante e limitado. Os pouco vividos já não buscam mais novos caminhos e os que se acham satisfeitos, acomodam-se em sua poltrona e preparam seus julgamentos supérfluos, enquanto os outros fazem seu melhor.

O irrefutável é que somos cheios de falhas, e receio dizer que eu não ache isso uma coisa ruim. É bom que sejamos assim, nos dá a chance do aprendizado, da vivência, da descoberta, dos erros e acertos, mesmo que ruins, péssimos, terríveis ou até mesmo, com alguma sorte, muito bons.

Chegamos a descobrir novas reações, novas pessoas, novos ideais, novas fronteiras… E eu agradeço muito por tudo isso. Conheci pessoas incríveis, tive conversas diferentes, e tirei a sorte grande de poder ganhar com novas experiências uma nova abertura para idéias, para pensamentos.

Espero que eu os tenha enriquecido da mesma forma.

A verdade é que em todo tipo de situação, de pessoa, de forma de encarar os fatos, sempre há um ângulo diferente, ainda não visualisado.

Quem sabe se você olhar daqui, de um ângulo de 45° graus…

Reflexo da Estrela

Hei, pode me fazer um favor? Será que não perdi um pedaço meu por aí? Creio que não, não é? Bem, obrigada mesmo assim.

É incrível como chega ser fácil construírmos uma fortaleza de ilusões. Nãs sei dizer se por inexperiência, se por tolice, se por ingenuidade ou se por fé verdadeira eu tenha acabado apaixonada por uma idéia.

A verdade é que as vezes idealizamos tanto um objetivo, que acabamos por nos afeiçoar a própria idéia da coisa, e não pela realidade, por ela em si. Como um relacionamento. As vezes, amamos tanto a idéia de passar o tempo juntos, entrelaçar-se em matrimônio, constituir uma família e um futuro feliz, que acabamos nos esquecendo das consequências da realidade, de que não vivemos na era Romancista, de que não estamos em uma caderneta de contos de fadas. E acabamos por estragar tudo… de certa forma, antes mesmo de começar.

Talvez o certo sempre tenha sido deixar a idéia se esvair, até que ela virasse o concentrado real. Até que ela se mostrasse realmente. E pararmos de investir em um sonho tolo, uma vez que vivemos num mundo onde os tolos são soterrados e abatidos como animais.

Mas mesmo assim, eu devo admitir, que embora tomado o choque brusco da desilusão, nunca cansamos de sonhar…

Assim como um cão não se cansa de tentar abocanhar o reflexo de uma estrela na água do mar.

Mas que cão estúpido, não?

Vide Bula

Aviso aos navegantes…

As opiniões e loucuras aqui expostas são de autoria própria e independente. Se tens estômago fraco, pouca paciência ou um Q.I. realmente elevado, sugiro que as ignore e continue por procurar o que fazer nessa vida…

Eu? Vou ficar por aqui, mergulhada nesses devaneios. Afinal de contas, os loucos são os corretos nessa sociedade insanamente errada, não é mesmo?

Portanto, se vai me acompanhar nesta estranha jornada, sugiro que se agarre a um bote e tome cuidado com a turbulência, pois eu posso acabar mudando o teu rumo.

 

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