Aviso: Este post é longo, mas extremamente interessante <3
Daqui a alguns anos, queira vc ou não, amigo… O mundo vai acabar. Um conselho? Não tente mudar o curso, não provoque mais guerras, não anteceda o fim. Nem seu e nem do planeta. Porque antecessões é tudo que é menos necessário. Quer um alento? Então, se eu fosse você, leria algum livro infantil, porquê o que está por vir é pura Teoria do Caos.
Para começarmos a tecer a emaranhada bagunça que é o Fim do Mundo, empunhemos o Apocalipse bíblico. Cristo nasceu puro, viveu santo, morreu sacrificando-se por nós, oferecendo seu sangue, ressucitou e voltou para os céus, ao lado do Pai. Ao subir, ele deixou com seus discípulos a promessa de que voltaria, mas como um ladrão sorrateiro, na calada da noite. Arrematará aqueles impuros, que não estiverem salvos pelo Espírito e Tomará para si, para a vida eterna aqueles que a Ele se converteram. Isto foi registrado biblicamente, há aproximadamente 2.000 anos atrás. Para religiosos, os sinas citados no livro de Apocalipse já estão acontecendo, o que deve significar que a volta de Cristo está mais próxima do que se imagina.
Temos agora um probleminha e tanto, que pelo sensacinalismo e pela falta de consideração, se tornou repetitivo e massante, porém, nunca menos importante: Aquecimento Global. As geleiras refletem os raios solares para o universo, para fora da Terra. Com a grande quantidade de poluição no ar, os raios solares acabam retidos na atmosfera, esquentando a temperatura do planeta. Isto é chamado de Efeito Estufa. Isto desencadeia o aquecimento global, pois os raios retidos derretem as geleiras que são responsáveis por boa parte das regulações climáticas dos planetas, causando um imenso caos. A mudança no clima acarreta desastres naturais gigantescos, como furacões, Tsunamis, alagamentos, secas, terremotos… E com isso, muitas e muitas mortes.
A bagunça climática leva os climas áridos para onde é frio, e o clima gélido para onde é seco. As correntes marítimas responsáveis pela distribuição da vida oceânica e dos ventos começa a inverter-se e aquecer-se, desencadeando um gravíssimo problema chamado Inversão de Pólos. Isto matará os animais aos poucos, assim também como muitos povos já acostumados com seu clima natural. Matará algas (que são o pulmão do mundo) e assolará os oceanos, que são a base de vida na Terra.
O derretimento das geleiras mostra um resultado ainda mais mortal que só a mudança climática: o Aumento do Nível Oceânico. Quando gelo derrete, torna-se água doce, desequilibrando a temperatura das correntes marítimas de modo irreversível, e adicionando cada vez mais água aos mares. Isto elevará o nível da água no planeta de modo assombroso, deixando alagadas completamente as cidades litorâneas das costas do mundo inteiro. Todo o território mundial teria de ser redesenhado no Atlas, mortalmente reduzido.
Isto sem contar com os desastres civis, da própria raça humana, como a ameaça de uma terceira Guerra Mundial. Com os testes nucleares da Coréia do Norte, um país fechado e completamente dominado por medo e fome, em seu sistema comunista, os Estados Unidos, as grandes potências e a ONU sentiram-se ameaçados e insultados. O poderio militar e nuclear (incluse atômico) de cada um destes países é assombroso. Faz parecer com que as duas bombas de Hiroshima e Nagasaki não passem de biribinha de festa junina. Citando Einstein, quando questionado sobre a Terceira Guerra Mundial: “Se a Segunda Guerra causou tamanho estrago, a Terceira eu não sei dizer como será. Mas a quarta, eu posso afirmar que será com pedras.”
A fome, assoladora de países pouco desenvolvidos, a pobreza e o desespero matam milhões de um jeito mais sofrível do que a morte dos soldados que se matam em vão nas Guerras afora. O capitalismo, o câncer dos magnatas. A violência, amante do dinheiro. A ignorância, formadora de mentes. A sociedade, acolhedora dos criminosos trajados de terno e gravata…
E uma novidade: nós não somos mais Geocentristas, onde a Terra é o umbigo do Universo. Existem os Apocalipses estelares. Fora da Terra não há apenas a desconfiança de vida, mas de morte principalmente.
Um dos maiores agravantes são as Explosões Solares. O sol, cada vez mais expansivo, pelo seu longo tempo de vida como estrela, está tendo cada vez mais instabilidades em suas explosões de lava e hélio. O que forma ondas de calor exorbitante, com um poder destrutivo gritante, sônicas, capazes de viajarem mortalmente pelo Universo. Uma das razões por quê o pobre Marte é tão árido e prejudicado. Para quem já assistiu presságio, com Nicolas Cage, a noção ali é bem capturada. E sim, o fim seria rápido, sofrido e definitivo para toda a vida na Terra, com uma única explosão destas que chegasse até nós. Uma estrela nasce azul, cresce amarela e morre vermelha. Nosso Sol é uma estrela… e está em tonalidade alaranjada.
Mas este é só um dos infinitesimais problemas cósmicos que podem nos extinguir, com mais feracidade que um tolo Aquecimento Global. Existem muitas mais galáxias do que nosso próprio entendimento pode abrigar. E elas são vizinhas umas das outras. Os mais achegados em Ficção gostam de chamá-las de dimensões, ou o que quer que seja. A tendência das galáxias é estarem cada vez mais perto, empurradas e puxadas por explosões estelares. E ao que tudo indica, nossa galáxia está no eixo desta tendência. Em questão de tempo, acabaríamos nos chocando com nossas vizinhas, desencadeando um fenômeno que foge de nossos cálculos primitos, podendo causar um Big Bang galáctico. Ou sabe-se lá Deus que outro desastre.
Isto, é claro, sem levar em consideração os zilhões de cometas e meteoros que passam raspando em nossa atmosfera todos os dias. Todo dia, um novo meteoro cai em território terrestre. Mas ele pode ser imperceptível, uma vez que cair dentro da nossa atmosfera o queima e o consome, reduzindo-o de tamanho. Porém, o nosso sistema de detecção de meteoros é ainda muito trivial, o que nos impediria de saber se um meteoro do tamanho de Júpiter poderia nos atingir daqui a 5 minutos. E um destes levaria no mínimo, anos e anos para ser desintegrado a base de explosões atômicas. Uma notícia boa? Temos a lua como escudo, que atrai os meteoros em sua direção (por isso ela é cheia de crateras). Uma não tão boa? Ela é mais frágil que a Terra. Uma outra boa notícia? Temos um campo eletromagnético em volta de nosso planeta, que provavelmente desviaria um meteoro grande. Uma outra não muito boa? Isto nos tiraria da órbita solar e sabe-se lá Deus aonde poderíamos parar. Mortos, obviamente.
Devo dizer que tenho comigo apenas alguns anos de vida e de conhecimento científico. Imagine você o que um expert nestes assuntos não tem em mãos! Estes pobres coitados não devem nem dormir a noite! Mas sabe de uma coisa? A morte faz parte da vida.
A morte é toda a complexibilidade da vida. É a luz do fim do túnel, é a curva fechada, é o inevitável fim de um ciclo inabalável. Ela virá. Não importa a hora, não importa a pessoa, não importam os detalhes, os sonhos, os afazeres, os amores. E isto não é uma exclusividade nossa. Cristo morreu, assim como os animais também morrem, assim como as plantas, assim como até mesmo as estrelas. E como o planeta.
Nossa hora é reservada, e virá. Mas não é motivo para se encanar. Se você não é um profissional do Apocalipse, desencane, vá travalhar, vá constituir família, vá endoidar, curtir a vida, seus amigos, a cidade. Tome banho numa cachoeira, escale uma montanha, Assita a um pôr e um nascer do sol, Vislumbre um céu estrelado, Faça uma bola de neve, Ria até doer as costelas, Abrace como se fosse se tornar um, Ame como se fosse se tornar um, Quebre alguns ossos, Quebre o coração, a cabeça, a perna e a teimosia. Chore sozinho e acompanhado, Ganhe amigos e conquiste sorrisos. Sorria. Sorria com todos os dentes e com toda a vontade. Dê a cara a tapa. Saia do escuro. Diga o que pensa, questione! Viaje, conheça mundos, invente mundos. Seja um mundo. E convide gente pra morar nele
E depois de ter vivido, saiba que vamos nos encontrar. Temos todos o mesmo destino, a mesma saída, a mesma parada, embora os caminhos sejem completamente distintos. Como já disse a música do Placebo…
See you at the bitter end.
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