Forrest Gump

•fevereiro 9, 2010 • Deixe um comentário

(Forrest Gump – O contadore de histórias)

Um filme dirigido Robert Zemmeckis, roteiro de Winston Groom e Eric Roth, de 1994, comédia/drama, 142 minutos, aproximadamente. O elenco conta com Tom Hanks! (divina atuação)

Um dos melhores filmes que já vi, sem sombra de dúvidas!! Um clássico, é claro. Trata-se de um autista, que conta sua vida sentado em um banquinho da cidade de Savannah (eu já estive lá, iupi!), esperando seu ônibus. Ali, ao lado de pessoas que vão e vem, ele conta a história de sua vida, tão imprevisível, tão intensa, que é quase impossível acreditar que um homem pode fazer tanto. Mas é de sentir na pele que, com tamanha simplicidade de sentimento e de recursos, ele alcança tudo o que poderia desejar. É sofrido, é suado, mas quando se tem a recompensa, você a sente como um ganho próprio, torcendo para Forrest a cada segundo do filme. Não acredito que desperdicei tanto tempo adiando ver uma obra prima desta. Confesso que me permiti até mesmo algumas lágrimas no decorrer de tudo. A escola, seu problema, sua coluna, a faculdade, a seleção, a guerra, as batalhas, o oceano, a estrada, o amor, a vida. Forrest Gump, uma das mais lindas histórias que já vi.

“Run, Forrest, Run!”

 rating: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

(estou louca atrás do DVD para comprar)

Fight Club

•fevereiro 9, 2010 • Deixe um comentário

(Clube Da Luta)

Um filme de Jim Uhls, baseado no livro de Chuck Palahniux, de 1999. De acordo com o Philadelphia Weekly, “um soco na mente”. Ação, 139 minutos, aproximadamente.

Definitivamente, um dos melhores filmes que já tive o prazer de ver. Saí de minha rotina de filmes passa-tempo ultimamente, para uma nova cota de tipos de que nunca me interessei. Ação, drama, enfim. E este, por ser de um teor do qual nunca apreciei muito, me surpreendeu. Receitado por um grande amigo (viciado no filme), o Clube da Luta é indubitavelmente um gigantesco protesto contra a vida consumista e sem sentido que muitas pessoas acabam levando, mesmo que sem querer. Com cenas fortes e extremas, mostra (mesmo que às vezes, intenso demais) como deixamos de ser seres pra sermos produtos, cifras. Da primeira vez, não compreendi tudo, pois é longo e contém muitas lições. Mas conforme vai se reassistindo, cada vez mais se fica hipnotizado por Tyler Durden, e suas peripécias animais. Com certeza, é um filme pra se ver antes de morrer. E de acordo com Sylvia Plath, “todos estamos caminhando para a morte”.

Sinopse: Um explosivo sofredor de insônia (Edward Norton) e um carismático vendedor de sabonete (Brad Pitt. Sim, Brad Pitt!) canalizam a agressão primitiva masculina, transformando-a em uma nova e chocante forma de terapia. Seu conceito “pega”, e formam-se diversos “clubes da luta” clandestinos em cada cidade, até que uma mulher sensual e excêntrica (Helena Bonham Carter, a Belatriz do Harry Potter) entra na jogada e desencadeia uma situação fora de controle rumo ao caos. O New York Times declarou que o CLUBE DA LUTA “talvez precise ser assistido mais de uma vez”. Aqui está a sua chance. Prepare-se para o impacto.

 

rating: ♥ ♥ ♥ ♥ •

(é, eu comprei o DVD :D )

Sorte de Hoje III

•fevereiro 9, 2010 • Deixe um comentário

Sorte de hoje: Sua vida é limitada. Não perca tempo vivendo a vida de outra pessoa

A estranha sabedoria seletiva do orkut.

Yes, Man!

•fevereiro 9, 2010 • Deixe um comentário

(Sim, Senhor!)

Baseado no livro de Danny Wallace, um filme de direção de Peyton Reed, é uma ótima Comédia, 104 min, aproximadamente, 2008. Elenco: Jim Carrey(♥), Zooey Deschanel, Bradley Cooper…

Jim Carrey(♥) trabalha (excelentemente, como sempre) como um cara padrão, introspectivo, recluso dos amigos, deprimido, pois há dois anos se separou da mulher que amava, que por sinal, já estava muito bem com outro cara. Trabalha a anos num banco, como um funcionário água com açúcar, aprovando (com isso, eu digo, recusando) empréstimos. Para tudo, ele só tem uma única palavra: Não. Não para festas, Não para convites, Não para amigos, Não para promoção… Não. Até que um dia, um antigo amigo cruza com ele, dizendo que já fez muita coisa na vida. Passeou pelo Laos, atirou com uma bazuca, e muitas loucuras mais. E ele diz dever tudo a uma única coisa: A uma palestra que sempre freqüentava, a palestra do SIM. Depois de certa insistência, ele consegue levá-lo para a palestra, onde só depois de muita insistência e psicologia do palestrante, ele promete para o Universo não recusar mais oportunidades. Ele só poderá dizer SIM ás oportunidades da vida.

A partir daí, ele se apaixona por uma garota incrível e divertida, ele sobe na carreira, supera seus traumas (como sua ex-mulher), aprende a pilotar, a tocar violão, a falar coreano… Vira um cara completamente diferente e super divertido. É claro que vai chegar uma hora do filme onde um grande conflito surge, e no fim das contas, ele aprende que nem tudo precisa de um SIM, mas que muitas das oportunidades devem ser avaliadas e aceitas, por que podem realmente levar a algo bom.

O filme é engraçado, é espontâneo, é descontraído. É o tipo de filme que gosto, claro, porque tenho uma queda por água-com-açúcar. Mas é com certeza de se pensar. Deixamos muita coisa passar por medo do novo, do desconhecido, do risco. E talvez, podemos estar perdendo as melhores coisas da nossa vida. Experimente o SIM. Mas, é claro, se não estiver pronto para uma promessa ao universo, pelo menos tente o filme. Não serão horas desperdiçadas. Vamos, é tão ruim aceitar a proposta?

rating: ♥ ♥ ♥ • •

(estou procurando comprar o DVD)

Rabisco o sol que a chuva apagou.

•fevereiro 8, 2010 • Deixe um comentário

As vezes, insisto em não entender quando afirmam que meros detalhes, não fazem nenhuma diferença. Claro que, como para tudo que suspira nesse mundo, há casos e casos. E este é um dos que fazem sim diferença.

Ando na rua, no caminho de volta para minha casa. Itaberaba City, como sempre, decorada de um cinza pesado e asfixiante. Os ônibus que vem e vão, as pessoas que passam, desviando seus olhares, alheios, preocupados. O tempo fechado, o ânimo arrastado e mórbido de um dia cansativo e desperdiçado. Problemas, problemas, desânimo, cabeça baixa. Eu tentava focar na música com acordes de uma guitarra que parecia lamentar. Focar no All-Star desgastado do asfalto irregular. A música mudou, um carro buzinou na esquiva adiante e eu ergui a cabeça. Ali, tímida no céu cinzento de um dia melancólico, estava uma fresta de céu azul cerúleo, raios de sol aninhando-se nas bordas de nuvens que se esbranquiçavam, contrastando com todo o tom apagado. Ali, no meio daquela poluição, daquelas nuvens indiferentes, o sol procurava brilhar. Ele ainda estava ali em cima, pendurado no céu azul. O dia, em cima daquilo tudo, ainda reinava brilhante. E eu percebi sorrir. Ali, naquela fresta, eu percebi abrir um sorriso. Algumas pessoas olharam pra onde eu olhava, interessadas, mas logo voltavam a alguma outra distração.

Era uma noite da semana. Eu passava mal, enquanto minha mãe e meu namorado estavam nos bancos da frente do carro. Ele segurava minha mão. Eu ardia por dentro, uma agonia crescente, e algumas pontadas de dor. Por baixo. Sorrateira. Passamos algumas horas na fila de espera, na sala de espera, e finalmente no consultório. “Faça o pedido do exame de urina, e volte com o resultado mais tarde. Ainda não tem idade pra isso, mas pode ser indício de pedra, ou só uma infecção mesmo”. 6 copos de água. 3 horas de espera. O resultado: Infecção Urinária. Ufa! Receitados alguns comprimidos, saímos em busca da farmácia, na parte alta da avenida. Ergui a cabeça, mais aliviada da dor, e vi brilhante, entre um buraco que parecia proposital nas nuvens, uma lua cheia. Estava centrada do lado da torre de uma catedral. Ali, em sua majestade, com algumas estrelas curvadas em sua direção, a lua pareceu salvar cada pedacinho de tudo. Apontei pro céu e dividi aquela visão linda. Os três sorriam.

Não só um astro no céu escuro, não só uma luz quente em meio a nuvens cinzas, mas como também o cantar de um grilo no meio da cidade, no bater de asas de uma revoada de borboletas numa pracinha esquecida, aí está toda a magia e significância de muita coisa. De um momento único de maravilha. Ouso atribuir até mesmo, de pura felicidade.

A mais pura e sincera felicidade.

Let the sun shine!

•fevereiro 4, 2010 • 2 Comentários

Dinheiro.

Uma linda mulher de fartos seios ao seu lado da cama.

Um homem escultural comprando-lhe jóias.

Um carro importado.

Um emprego fácil, que lhe dê dinheiro rápido e em grande quantidade.

Uma carteira rechonchuda.

Uma casa de 40 cômodos.

Um navio com o seu nome.

Um champagne com o seu nome.

Um cheque prime club no seu nome.

Um cartão de crédito dourado, edição limitada.

Tudo que alguém pode querer, pra poder morrer feliz e virar pó, provavelmente jogado no mar, no Ganges, no Himalaia. E tudo que se conseguiu… Todo o trabalho, o dinheiro, as mulheres, os carros… Tudo continua vivo, enquanto o corpo se decompõe e os vermes comem os glóbulos oculares e os dedos que antes contavam as cédulas na carteira cheia. Pra quê, me diz, que eu quero saber?

Pra quê trabalhar como condenado a vida toda, pra juntar dinheiro extra no banco, pra ter sobrando pra quando estiver mais velho, pra poder cuidar da saúde, enquanto se pensa em tudo que se podia ter feito nessa vida.

Não condeno a moeda (não totalmente). Não condeno a ambição (não totalmente). Condeno a falta de propósito. De vida. De Inanição. Pra quê você vive? Por quem você vive? O que é essa sua vida?

Quantos lugares do mundo você já conheceu? Quantas pessoas diferentes e desconhecidas você já ganhou amizade? Quantas histórias você tem pra contar aos netos? Quantos ossos quebrados? Quantas cicatrizes? Quantas lágrimas? Quantos sorrisos? Quantos sonhos? Qual é a soma da sua existência?

O fim dela é em cifras, ou em lembranças, em fôlego e sangue?

Ultimamente, o sistema em que o mundo se mostra baseado cada vez cospe mais na nossa cara. E parecemos nem nos importar! Como se o chefe gritasse com você, tomasse todo o seu tempo e energia, e você apenas concordasse, de cabeça baixa. Pra quê?!

Eu posso estar sendo muito, mas muito, mas muuito ingênua e supérflua no que digo. Sobre dinheiro, meta, vida. Mas é que ultimamente, ando pesando certos valores que antes, sempre fui apenas obrigada a aceitar. A contar o troco, a estudar firme pras provas. Pra mim, eu não quero isso.

Claro, não pretendo me revoltar, me isolar do mundo, botar algumas coisas na mochila e ir morar no Alasca. Mas ir embora, com certeza.

Não pra apenas deixar as pessoas para trás. Elas, as que eu escolhi para ter ao meu redor, com certeza valem a estadia. Eu falo agora, dos Hippies. Da ideologia incrível do Paz e Amor. Do ser e deixe estar. Ame, e deixe-se amar. Viva a essência do que se é. Do ser incrível que somos. De olhar para as estrelas no céu e ver mais que astros com nomes. De olhar o mar e ver mais do que água salgada. De respirar e sentir mais que carbono e poluentes. Migrar, sumir, voltar e ir. Ver o mundo, ver mais litorais, mais horizontes, povos de outras cores, de outros olhares, de outros sorrisos. Amar a natureza como ela merece. Deitar na grama. Abraçar uma árvore. Tomar banho num lago. Secar ao sol. Aproveitar o frio. Fazer uma tiara de flores e presenciar os maiores milagres e felicidades que tudo pode oferecer. Sem se preocupar com os relatórios de segunda, a cor da gravata, o prova de física quântica. Seja livre de tudo. Ser livre de si! Aprender a voar. A contar as cores do arco-íris. Abrir os olhos dentro de uma barraca na relva, escutar o barulho da cachoeira, abrir o zíper e deixar o sol brilhar. Deixar o brilho do sol entrar.

Let the Sun Shine.

Let the Sunshine In.

Wrong Time, Right Place

•fevereiro 3, 2010 • 3 Comentários

Lugar certo… Hora errada.

A questão é simples, claro, como todas sempre se apresentam. Deixe-me apresentar pelo menos os fatos primeiramente. Aí vai uma sequência de nomes que você bem poderá se lembrar.

The Cure, David Bowie, The Doors, Janis Joplin, Te Who, Jimi Hendrix, 5th Dimension, Led Zeppelin, The Police, Legião Urbana, Bob Marley, Raul Seixas, Titãs, Queen… The Beatles! (entre outros, mas é claro!)

Aí vão algumas datas…

Woodstock – 15 de agosto ~ 18 de agosto, 1969.

Show dos Beatles no Shea Stadium – agosto de 65 e 66

Morte de John Lennon – dezembro de 80

Morte de Renato Russo – outubro de 96

Morte de Raul Seixas – 21 de agosto de 1989

Morte de Freddie Mercury – novembro de 91

(entre zilhões de outras das décadas de 60 a 90)

Tudo isso leva a concluir que tudo de mais incrível já rolou nestas décadas passadas. Os anos 60, o Flower Power, A era da Discoteca, as revoluções culturais, o surgimento do rock pelo país, a febre do pioneirismo de grandes bandas, a quebra de conceitos de um mundo que beirava o moderno… E tantas e tantas outras coisas embasbacantes.

Meu ponto é dizer… Que é que diabos aconteceu depois dos anos 90? No novo milênio?! Pra quê vale a pena estar nesta revolução apagada de mundo? Acho que neste ponto, eu dou uma esfregada no punk, na sede da provocação, na instigação de ação, de reação… De explodir alguns prédios da sede de cartões de crédito. Em São Paulo, temos tanto de tudo! Clubbers, Punks, Rockabillys, alguns Hippies… E por enquanto, nenhum ataque declarado á, por exemplo, as torres de Brasília. Que geraçãozinha mais Emo. até mesmo Marley, sim, Bob Marley, deu o direito á sua própria revolução, no ritmo mais relaxante e despreocupado do mundo. Que é que fazemos? Que é que eu faço?

Sento 5 horas na carteira de um colégio, que é considerado bom, pra realizar ali minha função de boa estudante, tirando notas acima da média, para que o sistema me passe de ano, presumindo que estou aprendendo tudo que sei. Passada de ano, me preparam para um vestibular, uma faculdade, e em conseguida, um emprego. Um futuro, porquê não? Serei gerente? Serei política? Serei prestadora de serviços públicos? Vou ter um emprego de alta patente? É o esperado… É pra isso que passei mais de 10 anos de uma vida plausivelmente curta sentada horas numa escola. (É aí que minha memória tende a clamar pelo clipe de Another Brick In The Wall). É aí que deduzirão que eu tive uma vida boa e completa. Um bom emprego, com sorte, uma boa família, e então, um bom legado. É o quê você vê como satisfatório pra sua vida? Eu não acho condenável. Acho até mesmo necessário. Desde que você pare de insistir na venda da alienação. De que isso é toda a meta da sua existência. Se for, bom proveito, que eu tô correndo atrás da minha.

Os heróis estão mortos. Suas palavras já foram imortalizadas. E da melhor forma possível, com ótimos acordes de guitarra a fundo. Os filmes já foram rodados. Eles ainda estão por aí, nas locadores que estão indo a falência. Os imortais que restaram, perderam a mão da geração que poderia estar fazendo alguma diferença. Que podiam pelo menos estar tacando fogo em alguma coisa. De preferência, na certa. O que está fazendo as cabeças por aí não é o Rock. São as drogas e o sexo. O dinheiro. A luxúria. A ganância. A ignorância. Dá até desgosto anunciar esta nossa geração, que não sobrevive se não for plugada a um computador, a base de ritmos feitos numa máquina qualquer, com acordes que nem ao menos vem de um instrumento de verdade, e de letras como “Pode me gravar na câmera do seu celular”, ou “Velocidade 5 na dança do créu”. É a Blank Generation, uma lacuna na revigorante história da nata das revoluções culturais, onde eram os jovens que se levantavam contra as estipulações, que quebravam os paradigmas, que pegavam o microfone pra mostrar algo nunca visto. E não pra fazer as fãs gritarem “Belo, você é a minha vida!”.

Acabou o filtro. Agora, vivemos esponja. Eu sei que eu não, e eu tenho a esperança de que muito menos você.

Cabe ter mesmo a certeza… Que estamos no Tempo Errado, e no Lugar Certo.

Incansáveis Fotos.

•janeiro 20, 2010 • Deixe um comentário

Pra variar, achado na internet mais um jeito de guardar fotos :)

Flickr :

http://flickr.com/photos/mah206

Um Velho All Star Azul…

•janeiro 19, 2010 • Deixe um comentário

WordPress é ótimo. Gosto do sossego daqui. Foi onde dei os primeiros passos nessa brincadeira. Agora, esta na hora de uma mudança. Logo mais eu deixo o 206 e quando isto acontecer, deixarei completamente este endereço online. Movo-me agora para um novo… Talvez reposte muitas das coisas que vi, fiz e repensei por aqui.

Ou talvez mantenha os dois blogs, quem sabe?

UA

Baú do Raul Revirado

•janeiro 16, 2010 • Deixe um comentário

 

Encontrei esta remexendo por aí. Lembro-me de quem me descreveu a cena…

“Um belo tapa no tanque da moto vermelha…

-Essa aqui vai ser sua.”