Lindo Colibri.

•Novembro 25, 2009 • Deixe um comentário

Aviso: Post Besta.

Em meio a aula de Geografia, Rouxinol puxou a melodia infantil, mas catching da músiquinha… “Eu preciso de você, você precisa de mim, nós precisamod e Cristo, até o fim… Sem parar, sem cessar, sem vacilar, sem temer, sem chorar…” Na segunda vez, Terk se juntou a nós e então, nas consecutivas, Bob e Tuki também embalaram. Depois de um tempo, paramos. Mas eu já estava animada demais pra sufocar as melodias com lições de Super Potências Mundiais…

Comecei a cantar sozinha, em alto e bom som, uma músiquinha há muito tempo esquecida, mas que me marcou muito, e provavelmente só eu lembre da cena… No filme infantil “A Hora do Recreio” (com uma excelente trilha sonora, com direito a Steppenwolf), existe um momento em que em cima da árvore, na vigilha da noite, os 5 amigos, tão diferentes um do outro, relembram da infância cantando. E a melodia tomou força na minha voz. Terminei com as mãos pra cima, nos exatos gestos doidos que compõe a loucura. Deparei com a professora e a turma do fundo (onde estou) me encarando. Olhei para ela, abaixei os braços… e Caímos as duas na gargalhada. Depois ensinei a musiquinha a todos eles…

Eu fui no parque passear

Junto do Lago Azul…

E foi então que eu vi

um lindo Colibri

Sob o sol bem alegre a cantar…

La la la la la la la!!

Na segunda, provavelmente não irão se lembrar…

Mas eu não esquecerei aquelas gargalhadas…

Futuro é para os fracos.

•Novembro 25, 2009 • Deixe um comentário

Aviso: Post Besta.

 

Estávamos reunidos, o grupo do fundo do canto direito, os mesmo doidos de sempre… Rouxinol, Terk, Tuki, Bob e eu. Discutíamos sobre nossos possíveis futuros, nossas metas, cursos facultativos… Tuki estava completamente indeciso e pediu nossa ajuda, fomos puxando mil e uma possíveis carreiras e acabamos nos envolvendo na dúvida. Discussão vem e vai, passando de ternos e gravatas para ferramentas e tinturas, tecidos e até mesmo, plantações e contrabandos, quando Tuki revoltou-se…

-Meu, Dane-se o futuro! Eu sou o Macaco-Louco, eu vou dominar o mundo, e nada mais importa.

-Vai contruir uma base em cima de um vulcão e vestir uma capa roxa?

-Vou. E se bobear, ainda vou dar uma de Michael Jackson pra cima das meninas superpoderosas.

-O importante é acreditar em você, parceiro – foi o meu conselho.

Ah, futuro é para os fracos. Que seja criada a fantasia. shaushuashsashasuha!

 

:D

Mudo em pensamento

•Novembro 23, 2009 • Deixe um comentário

A citação no blog de minha prima (meninadovento.wordpress.com) me fez pensar em algo que eu já andava amadurecendo na cachola…

eu sei que eu deveria pensar menos…

mas o problema é que eu penso demais.

e aí complico tudo

enquanto, na verdade, tudo é tão mais simples.

Todo pensamento muda e os meus, parecem ser completamente ciganos.

Ora estão cá neste continente, ora para os hemisféros gélidos. Ora estão banhando-se em clima tropical, ora estão impregnados nos flocos de gelo, em algum lugar do Everest. Ora rolam pirambeira abaixo, ora ruflam asas pela estratosfera. Ora amam, ora odeiam.

Mas até que de certa forma me agrada ser completamente sônica em pensamentos… Me agrada não ser muda deles… Me agrada mudá-los.

Em prol de Darwin, maybe.

Vai pôr um chinelo, menina!

•Novembro 23, 2009 • Deixe um comentário

Aviso: Post Besta.

 

Ontem a noite, o chão molhado de chuva, escuro em meio as árvores, minha mãe me pegou descalça andando pelo quintal.

-Vai pôr um chinelonesse pé, menina! Ô mania de andar descalça!!

Eu, a fim de implicar com o conceito maternal, respondi com deliciosa ironia.

-Mãe, deixe de encanações! Liberte-se da prisão do plástico impedindo seu contato com o meio, seja livre disso! Sabe como faz bem andar descalça? Já fez isso pelo quintal?

-Eu quero ver é você pisar na merda. – Ela me desafiou.

Eu estava mesmo a fim de um desafio. Calma, eu só ousei responder em um bom nível.

-Seria natural, pois eu teria contato com um simples dejeto, algo que passou pelo organismo humano num processo de metamorfose necessária…

Ela me olhou seca e retrucou:

-Então eu vou sentar a aqui e fabricar um pra você sentir pelos dedos. Satisfeita?

Contra este argumento eu não achei prudente continuar. Ela tinha me ganhado com o sarcasmo.

-Agora vai por o chinelo e não me enche o saco.

-Sim, mãe…

 

O essencial é invisível aos olhos

•Novembro 19, 2009 • Deixe um comentário

 

Tu és responsável pelo que cativas

Old Janis

•Novembro 18, 2009 • Deixe um comentário

18 de novembro. Nasceu neste dia uma mulher que talvez você não conheça, nem teu vizinho ou teu familiar. Talvez a existência dela neste momento nem faça diferença em sua vida, afinal não tens necessidade dela, nem por ela cultiva afeto. Talvez você a conheça, mas de passagem, como que tendo uma impressão leviana que atrás daqueles óculos de aros astronáuticos e daquele jeito sarcástico, ela seja mais uma irrelevância. Se for um colega de escritório, talvez veja-a sorrir mais, enfadar-se mais. Se for um parente, talvez tenha mais carinho, tenha conversado um pouco, tenha criado algum laço, mas mesmo assim, não tenha se interessado o suficiente…

Porquê pra mim, aquela mulher representa um mistério e uma explicidade tão impactantes e sim, relevantes, que toran-se até mesmo confuso descrever em um post de blog. Um símbolo, muitas vezes mal interpretado, por ter sido visto as avessas, ou tão de perto. Uma vez olhado uma obra prima de perto, é possível ver os defeitos, as falhas das cores, as curvas mal-feitas… mas isto não muda o fato de que é uma obra-prima. E de que muitos pintores ainda farão de tudo para reproduzi-la em exatidão, seja com defeitos ou não.

A flor selvagem que cresce nos jardins regados de experiência e visão de mundo. Nunca duvidei de suas palavras (okay, posso ter duvidado, mas só acredito no que duvido, como assim disse Renato Russo), nunca deturpei suas predições (okay, posso ter deturpado, mas sempre acabo voltando atrás). O respeito e o amor com os quais a devoto serão sempre líquidos, límpidos e eternos, como uma fonte que brota no árido deserto.

Serei sempre dela e ela minha, mesmo que a vida venha nos levar em caminhos divergentes e embassados. Foi pra isso que fui preparada, foi para isso que ela me preparou.

É por tanto tempo e tanta universalidade de sentimentos, situações e lições, risadas sem sentido, lágrimas de raiva ou de tristeza, apoio, convivência e AMOR que hoje dedico estas palavras (que na minha opinião, ainda não alcançaram a soberbidade merecida por ela) a minha mãe.

Feliz Aniversário “Janis”. :D

Tu és responsável pelo que cativas.

•Novembro 17, 2009 • 1 Comentário

Voltei hoje de cabeça cheia do curso, pra variar. Decidi puxar os fones, botei um Bowie (com Mayer na cabeça) e abri O Pequeno Príncipe, pra organizar os pensamentos. Havia parado na minha parte preferida. Me surpreende a utilidade.

E foi então que apareceu a raposa:

-Bom dia – disse a raposa.

-Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe que, olhando a sua volta, nada viu.

-Eu estou aqui – disse a voz – debaixo da macieira…

-Quem és tu? – perguntou o principezinho – tu és tão bonita!

-Sou uma raposa – disse a raposa.

-Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste…

-Eu não posso brincar contigo – disse a raposa – Não me cativaram ainda.

-Ah! Desculpa. – Disse o principezinho

Mas após refletir, acrescentou:

-Que quer dizer “cativar”?

-Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?

-Procuro os homens – disse o pequeno príncipe – Que quer dizer “cativar”?

-Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?

-Não. Eu procuro amigos. –disse o príncipe. – Que quer dizer “cativar”?

-É algo quase sempre esquecido. – disse a raposa. – Significa “criar laços.”

-Criar laços?

-Exatamente. – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a ti uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.

-Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…

-É possível – disse a raposa – vê-se tanta coisa na Terra…

-Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

-Num outro planeta?

-Sim.

-Há caçadores neste planeta?

-Não.

-Que bom! E galinhas?

-Também não.

-Nada é perfeito.

Mas a raposa retomou seu raciocínio.

-Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha!  Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos d etrigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

-Por favor… cativa-me! – disse ela.

Eu até gostaria – disse o principezinho – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

-A gente só conhece bem as coisas que cativou. – disse a raposa – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

-Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.

-É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

-Teria sido melhor se voltasse à mesma hora – disse a raposa – Se tu vens, por exemplo, as 4 horas, desde as três eu começarei a ser feliz. Às 4 horas, então, estarei inquieta eagitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração… é preciso que haja um ritual.

-Que é um “ritual”? – perguntou o principezinho.

-É uma coisa muito esquecida também. – disse a raposa – E o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais e eu não teria férias!

Assim, o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando cehgou a hora da partida, a raposa disse:

-Ah, eu vou chorar.

-A culpa é tua – disse o principezinho – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…

-Quis. – disse a raposa.

-Mas tu vais chorar! – disse ele.

-Vou. – disse a raposa.

-Então, não terás ganho nada!

-Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo. Depois, ela acrescentou: – Vai rever as rosas, assim compreenderás que a tua é única no mundo. Tu voltarás e eu te presentearei com um segredo.

O pequeno príncipe foi rever as rosas:

-Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.

E as rosas ficaram desapontadas.

-Sois belas, mas vazias – continuou ele – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que matei as larvas (exceto uma ou duas, por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.

E então, voltou à raposa:

-Adeus… – disse ele…

-Adeus – disse a raposa. – Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

- O essencial é invisível aos olhos. – repetiu ele, para não esquecer.

-Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com minha rosa… –repetiu ele, para não se esquecer.

-Os homens esqueceram essa verdade – disse ainda a raposa. – Mas tu não deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa…

-Eu sou responsável pela minha rosa… – Repetiu o principezinho, para não esquecer.

Acho que a raposa chorou muito durante alguns dias, quando se aproximava as 4 horas… e Riu muito sozinha quando escutava o vento nos campos de trigo.

Talvez eu poste mais deste livretinho infantil… É um santo remédio para a inocência.

Coisa de Doido.

•Novembro 15, 2009 • Deixe um comentário

família ê

família a

Família.

Superlotação

Superlotação Ciavatta

This is It.

•Novembro 15, 2009 • 1 Comentário

Sim, é um post sobre o filme do Michael Jackson. Sim, comecei a prestar mais atenção no Rei do Pop só depois de sua morte… e sim, eu vou elogiar muito o camaleãozinho dançante neste post.

Hoje, depois de assistirmos ao hilariante programa de palco de Huck, eu e minha Vox decidimos sair de casa e pegar uma sessão de cinema lá pros cantos do Open Mall de itaim. A próxima sessão era as 19:10, o horário exato em que chegamos na bilheteria. Estava decidido, this is it! Na sala 2, nos assentos 13 e 14 (por ironia do destino, o meu era o 13), esperamos o show começar. E que show.

O filme trata dos ensaios do King of Pop para sua última bateria de shows, tão espetaculares e inusitados, e ousados quanto qualquer show que eu poderia imaginar!! Cada música (por sinail, já boas) ganhou uma remixagem, uma remasterização e uma batida totalmente nova e forte, contagiante. A cada passo o branquelo pelo palco eu tinha vontade de levantar da cadeira. Cada vez mais hipnotizada, cheguei a ficar minutos e mais minutos sem piscar, admirada ao máximo que pude com tamanha produção e dedicação. Eu já conhecia o trabalho do produtor Kenny Ortega, mas não num patamar tão elevado, tão excelente. Os fogos, as luzes, os dançarinos arrancavam o fôlego a cada passada, a cada andada para trás. E então, vieram uma atrás da outra… Thriller, Beat It, Billie Jean, Smooth Criminal… todas tão soberbas que senti o impulso da emoção querendo me tomar berros, em meio a escuridão do cinema, iluminada parcialmente pelos esplendorosos flashes do palco em chamas, enquanto Michael performanceava Earth Song… Tudo termina infelizmente depois de 120 minutos de êxtase e emoção, á trilha de Man In The Mirror… Ao tempo que Michael está lá em cima gritando “Make a Change”, percebe-se a satisfação e o orgulho não só da equipe do show, mas também de todos os espectadores do cinema que cantam junto, como se já estivessem na noite do espetáculo.

Voltamos cantarolando “If you wanna make this word a better place take a look at yourself and then make a change…”. Vox ligou o carro e me olhou faceira…

-Puxe o cabo do porta luvas, ligue o celular no rádio. Vamos ouvindo Michael.

Obedeci piamente e então, lá estávamos, cantando como doidas Who’s Bad para todo o bairro escutar. Viramos as últimas esquinas gritando e rindo com The Way You Make Me Feel (nossa preferida em comum), e assim que estacionamos o carro, a música teve fim e sabíamos que tudo tinha valido a pena. This is it.

Cá estou eu, logo após Vox fechar o carro. Eu tinha de vir postar essa maluquice :)

See you at the bitter end!

•Novembro 13, 2009 • 1 Comentário

Aviso: Este post é longo, mas extremamente interessante <3

Daqui a alguns anos, queira vc ou não, amigo… O mundo vai acabar. Um conselho? Não tente mudar o curso, não provoque mais guerras, não anteceda o fim. Nem seu e nem do planeta. Porque antecessões é tudo que é menos necessário. Quer um alento? Então, se eu fosse você, leria algum livro infantil, porquê o que está por vir é pura Teoria do Caos.

Para começarmos a tecer a emaranhada bagunça que é o Fim do Mundo, empunhemos o Apocalipse bíblico. Cristo nasceu puro, viveu santo, morreu sacrificando-se por nós, oferecendo seu sangue, ressucitou e voltou para os céus, ao lado do Pai. Ao subir, ele deixou com seus discípulos a promessa de que voltaria, mas como um ladrão sorrateiro, na calada da noite. Arrematará aqueles impuros, que não estiverem salvos pelo Espírito e Tomará para si, para a vida eterna aqueles que a Ele se converteram. Isto foi registrado biblicamente, há aproximadamente 2.000 anos atrás. Para religiosos, os sinas citados no livro de Apocalipse já estão acontecendo, o que deve significar que a volta de Cristo está mais próxima do que se imagina.

Temos agora um probleminha e tanto, que pelo sensacinalismo e pela falta de consideração, se tornou repetitivo e massante, porém, nunca menos importante: Aquecimento Global. As geleiras refletem os raios solares para o universo, para fora da Terra. Com a grande quantidade de poluição no ar, os raios solares acabam retidos na atmosfera, esquentando a temperatura do planeta. Isto é chamado de Efeito Estufa. Isto desencadeia o aquecimento global, pois os raios retidos derretem as geleiras que são responsáveis por boa parte das regulações climáticas dos planetas, causando um imenso caos. A mudança no clima acarreta desastres naturais gigantescos, como furacões, Tsunamis, alagamentos, secas, terremotos… E com isso, muitas e muitas mortes.

A bagunça climática leva os climas áridos para onde é frio, e o clima gélido para onde é seco. As correntes marítimas responsáveis pela distribuição da vida oceânica e dos ventos começa a inverter-se e aquecer-se, desencadeando um gravíssimo problema chamado Inversão de Pólos. Isto matará os animais aos poucos, assim também como muitos povos já acostumados com seu clima natural. Matará algas (que são o pulmão do mundo) e assolará os oceanos, que são a base de vida na Terra.

O derretimento das geleiras mostra um resultado ainda mais mortal que só a mudança climática: o Aumento do Nível Oceânico. Quando gelo derrete, torna-se água doce, desequilibrando a temperatura das correntes marítimas de modo irreversível, e adicionando cada vez mais água aos mares. Isto elevará o nível da água no planeta de modo assombroso, deixando alagadas completamente as cidades litorâneas das costas do mundo inteiro. Todo o território mundial teria de ser redesenhado no Atlas, mortalmente reduzido.

Isto sem contar com os desastres civis, da própria raça humana, como a ameaça de uma terceira Guerra Mundial. Com os testes nucleares da Coréia do Norte, um país fechado e completamente dominado por medo e fome, em seu sistema comunista, os Estados Unidos, as grandes potências e a ONU sentiram-se ameaçados e insultados. O poderio militar e nuclear (incluse atômico) de cada um destes países é assombroso. Faz parecer com que as duas bombas de Hiroshima e Nagasaki não passem de biribinha de festa junina. Citando Einstein, quando questionado sobre a Terceira Guerra Mundial: “Se a Segunda Guerra causou tamanho estrago, a Terceira eu não sei dizer como será. Mas a quarta, eu posso afirmar que será com pedras.”

A fome, assoladora de países pouco desenvolvidos, a pobreza e o desespero matam milhões de um jeito mais sofrível do que a morte dos soldados que se matam em vão nas Guerras afora. O capitalismo, o câncer dos magnatas. A violência, amante do dinheiro. A ignorância, formadora de mentes. A sociedade, acolhedora dos criminosos trajados de terno e gravata…

E uma novidade: nós não somos mais Geocentristas, onde a Terra é o umbigo do Universo. Existem os Apocalipses estelares. Fora da Terra não há apenas a desconfiança de vida, mas de morte principalmente.

Um dos maiores agravantes são as Explosões Solares. O sol, cada vez mais expansivo, pelo seu longo tempo de vida como estrela, está tendo cada vez mais instabilidades em suas explosões de lava e hélio. O que forma ondas de calor exorbitante, com um poder destrutivo gritante, sônicas, capazes de viajarem mortalmente pelo Universo. Uma das razões por quê o pobre Marte é tão árido e prejudicado. Para quem já assistiu presságio, com Nicolas Cage, a noção ali é bem capturada. E sim, o fim seria rápido, sofrido e definitivo para toda a vida na Terra, com uma única explosão destas que chegasse até nós. Uma estrela nasce azul, cresce amarela e morre vermelha. Nosso Sol é uma estrela… e está em tonalidade alaranjada.

Mas este é só um dos infinitesimais problemas cósmicos que podem nos extinguir, com mais feracidade que um tolo Aquecimento Global. Existem muitas mais galáxias do que nosso próprio entendimento pode abrigar. E elas são vizinhas umas das outras. Os mais achegados em Ficção gostam de chamá-las de dimensões, ou o que quer que seja. A tendência das galáxias é estarem cada vez mais perto, empurradas e puxadas por explosões estelares. E ao que tudo indica, nossa galáxia está no eixo desta tendência. Em questão de tempo, acabaríamos nos chocando com nossas vizinhas, desencadeando um fenômeno que foge de nossos cálculos primitos, podendo causar um Big Bang galáctico. Ou sabe-se lá Deus que outro desastre.

Isto, é claro, sem levar em consideração os zilhões de cometas e meteoros que passam raspando em nossa atmosfera todos os dias. Todo dia, um novo meteoro cai em território terrestre. Mas ele pode ser imperceptível, uma vez que cair dentro da nossa atmosfera o queima e o consome, reduzindo-o de tamanho. Porém, o nosso sistema de detecção de meteoros é ainda muito trivial, o que nos impediria de saber se um meteoro do tamanho de Júpiter poderia nos atingir daqui a 5 minutos. E um destes levaria no mínimo, anos e anos para ser desintegrado a base de explosões atômicas. Uma notícia boa? Temos a lua como escudo, que atrai os meteoros em sua direção (por isso ela é cheia de crateras). Uma não tão boa? Ela é mais frágil que a Terra. Uma outra boa notícia? Temos um campo eletromagnético em volta de nosso planeta, que provavelmente desviaria um meteoro grande. Uma outra não muito boa? Isto nos tiraria da órbita solar e sabe-se lá Deus aonde poderíamos parar. Mortos, obviamente.

Devo dizer que tenho comigo apenas alguns anos de vida e de conhecimento científico. Imagine você o que um expert nestes assuntos não tem em mãos! Estes pobres coitados não devem nem dormir a noite! Mas sabe de uma coisa? A morte faz parte da vida.

A morte é toda a complexibilidade da vida. É a luz do fim do túnel, é a curva fechada, é o inevitável fim de um ciclo inabalável. Ela virá. Não importa a hora, não importa a pessoa, não importam os detalhes, os sonhos, os afazeres, os amores. E isto não é uma exclusividade nossa. Cristo morreu, assim como os animais também morrem, assim como as plantas, assim como até mesmo as estrelas. E como o planeta.

Nossa hora é reservada, e virá. Mas não é motivo para se encanar. Se você não é um profissional do Apocalipse, desencane, vá travalhar, vá constituir família, vá endoidar, curtir a vida, seus amigos, a cidade. Tome banho numa cachoeira, escale uma montanha, Assita a um pôr e um nascer do sol, Vislumbre um céu estrelado, Faça uma bola de neve, Ria até doer as costelas, Abrace como se fosse se tornar um, Ame como se fosse se tornar um, Quebre alguns ossos, Quebre o coração, a cabeça, a perna e a teimosia. Chore sozinho e acompanhado, Ganhe amigos e conquiste sorrisos. Sorria. Sorria com todos os dentes e com toda a vontade. Dê a cara a tapa. Saia do escuro. Diga o que pensa, questione! Viaje, conheça mundos, invente mundos. Seja um mundo. E convide gente pra morar nele :)

E depois de ter vivido, saiba que vamos nos encontrar. Temos todos o mesmo destino, a mesma saída, a mesma parada, embora os caminhos sejem completamente distintos. Como já disse a música do Placebo…

See you at the bitter end.