As Aventuras de Zé e os Rótulos!

Pessoal, este é o Zé.

Ele não é Zé Paulista, não é Zé Maranhense, nem Zé Nordestino ou Zé Carioca. O Zé não é Zé Argentino, nem Zé Brasileiro. O Zé não é Zé Casado, e também não é Zé Solteiro. O Zé não é Zé Silva, nem Zé Nascimento. O Zé não é Zé Hétero, nem Zé Homossexual. O Zé não é Zé Ateu, e também não é é Zé Cristão. O Zé não é Zé Negro, e também não é Zé Branco. O Zé não é Zé Esquerda, nem Zé Direita. O Zé não é Zé Moleque ou Zé Idoso, e ele também não é Zé Intelectual ou Zé Mané. O Zé não é o Zé Riquinho ou o Zé Rapado. Ué, então o que ele é?

Bem, pessoal… Este é o Zé.

Alô 2012!

Bem, vamos para outra retrospectiva, não é? Mais pela força do hábito do que pela necessidade. Na verdade, eis uma coisa que adquiri esse ano, infelizmente: Mais distância do blog.

Talvez eu volte. Sempre há planos, em todo o caso… Mais textos, mais reviews, mais viagens, mais experiências… Um curso de fotografia,  o desafio de perder peso, um curso de francês, de guitarra… Planos nunca faltam a um novo ano, embora falta a verdadeira disposição de realizá-los.

Certo, reflexões da madrugada, da virada de uma noite para a outra, de um final de mês para um começo, a quem todos chamam de “vida nova” e coisas do gênero… Bem, para mim, a vida é a mesma (mas melhor), felizmente. Sou a mesma também. Mudanças?

Ano passado eu creio que foi um ano de grandes… Como chamam? Revelações, eu acho. Depositei minha fé na pessoa errada, meti os pés pelas mãos, mas acho que todo mundo precisa fazer isso de fez em quando pra ter certeza das coisas importantes e de seu real valor. Acabou que o mundo não se acabou, vejam só. Fui surpreendida. A raiva passou, a razão veio a mim e aprendi o que o coração tem de passar pra provar pro cérebro que, no fundo, ele sempre tem uma pontada de certeza. Perdi alguém importante, todos nós perdemos. O ruim de verdade é ver o mesmo mal que se abate em você roubar outras pessoas. Ninguém de fato deseja isso pra quem ama. Mas o que aconteceu, o que foi fulminante, se foi e não volta mais, e nos deixa aqui pra sobreviver. E eu fui muito bem amparada.

Dick voltou de mansinho. Como eu disse, fui surpreendida por coisas que eu não cria serem possíveis. Nunca creio que eu seja de fato tão importante para outras pessoas que não sejam ligadas a mim pelo útero ou sangue, rs…  Mas perdi esse tipo de crença tola, e aprendi que as pessoas que de fato amam, amam para sempre. E Dick foi quem me ensinou isso. Voltou, me recapturou, deu a volta por cima, apagou os erros, criou acertos maiores e fez tudo valer a pena. Reconquistou a aliança no meu dedo. Reconquistou o meu coração de uma tal forma que duvido de todo o coração que um dia podemos nos separar outra vez, e esta é uma das coisas que abomino sequer pensar. Não importa o quão clichê isso pareça, mas pertencemos um do outro para sempre. E mal posso esperar para passar o resto da vida ao lado dele. Mal posso esperar para acordar as manhãs e vê-lo do meu lado. Mal posso esperar por todos os filmes juntos, os parques de fim de tarde, as viagens de férias e fins de semana, os show de rock, os passeios de carro e de moto, as aventuras da vida, enfim, venham. Quero tudo que um futuro bom de verdade possa oferecer para nós. E apenas com ele. Meu Dick Grayson. Meu amado Dick. Minha verdadeira conquista e revelação, não apenas do ano que passou, mas de todos os que virão, com certeza. E não importam nossas diferenças, nosso preto e branco, nós combinamos até mesmo nos opostos. Os amigos, a família, não há ninguém que discorde. E a cada novo elogio ou olhar eu percebo que eu não podia ter feito uma escolha mais acertada, não importa o que tivemos de passar ou o que ainda teremos. Tudo é tão perfeito quanto poderia ser. Não consigo deixar de rir sozinha depois de lembrar de amigos dizendo que não podíamos ser um casal que combina mais, tão divertido, tão natural, tão cheio de amor. Como disse um amigo “Parece que vocês namoram há uma semana, e não há um ano. Até eu queria ter isso”.

A família, essa dádiva que tenho, nos acolheu sempre com o maior dos sorrisos. Aliás, a cada ano eu só tenho mais certeza de que a família é uma das jóias mais preciosas do meu baú. Vox, Petit, Harry, Lubs, Rub, Pete, Sunshine, Janis, Buttercup, e a minha novíssima em folha, e tão amada Little Mary. A cada ano que passa, só tenho mais certeza de que nunca quero deixá-los. De que, mesmo com os seus quens e poréns, são uma das maiores maravilhas do mundo.

Amigos, amigos, negócios a parte… 2011 foi, sem dúvida, uma reviravolta brusca nesse quesito. Minhas queridas e amadas Hay Lin e Taranee não sumiram das portas da minha casa, e nem da minha geladeira, rs… Embora, eu lamente dizer que vejo-as com tão pouca frequência que meu coração dói de pensar. Gostaria de voltar um pouco na época das festas de pijama, das noitadas de cinema, nas lanchonetes e sorveterias e praquela adolescência ao lado das amigas. Mas o tempo passa, o mundo muda e as coisas se vão. Will parece ter se juntado, mesmo que aos poucos, ao mundo inabitado de Cornélia. Se tornou tão ausente quanto temíamos. Mas é assim que a vida funciona, infelizmente. Tenha aqueles que não quer deixar escapar bem presos entre os dedos, ou eles os deixarão, hora ou outra.

Faculdade. Lá se foi o primeiro ano, tão logo ele veio. Na verdade, tenho até satisfação de ver como ou novos vestibulando estão preocupados com algo de que eu já risquei da minha lista. Não sou mais bixo, e eu nem sofri trote. Sabem como é, meu espírito esportivo acabaria em assassinato antes de passarem tinta pelo meu rosto. Mas, vamos ao que interessa… Amigos!! Novos em folha! Moe já se tornou indispensável no cardápio, minha pequena versão com um pedacinho de mim mesma. Tatuagens, rock’n’roll e devaneios. Tem também o Ryu, que não é tão próximo a mim como Moe, mas pelo menos é um camarada e tanto, entre outras grandes novas amizades e coisas do gênero. Aulas, bares e mais bares. Baladas, vida noturna e tudo o que uma vida universitária exige. Fico feliz comigo mesma de ter conseguido passar sem nenhuma DP, pois é a melhor faculdade do ramo, e a mais difícil… Ter passado para o próximo ano é quase que inacreditável, assim, rs…

Alterações no corpo: Finalmente, coragem! Passei um pouco por cima de minha fobia a agulhas e perfurei o nariz e tatuei LET IT BE no pulso. Não poderia estar mais feliz, nem mesmo com o cabelo preto bem pintado e cortado, as roupas novas… Enfim, como já mencionei, só me faltam uns quilos a menos.

Shows e viagens: Conheci Las Vegas! Conheci Atlanta! Ah, e que sonho são os lugares do mundo. A viagem começou entupida de saudades de Dick e de Little Mary. Mas tudo o que vi e vivi foi incontável. Las Vegas e seu constante estado de balada é tudo o que mostram nos filmes e mais. Muito mais!! Uma pena que fui enquanto menor de 21, e nada pude fazer a não ser olhar as coisas, mas mesmo assim, valeu mais que a pena. Finalmente realizei meu sonho de ver o espetáculo do Cirque du Soleil sobre os Beatles, um dos mais lindos shows que eu já vi na minha vida inteira. Fiz a maior loucura da minha vida, e fui nos brinquedos daquele parque de diversão que fica em cima de um prédio de 110 andares, o Stratosphere. Fiz tirolesa, andei de helicóptero, de jet ski e tomei café da manhã no meio do Grand Canyon. Andei de Hummer no meio do deserto. Visitei o Hard Rock local, me hospedei no Planet Holywood, enfim… Aproveitei a cidade infernal (se comparado à aqui, o calor do deserto consegue ser bem pior). E voltei com vontade de regressar! Ainda quero ver Las Vegas outra vez, e partilhar isso com Dick e com Moe. Atlanta, em si, foi um encanto à parte. O centro da cidade parecia encantadoramente congelado nos anos 80. Cinemas, grandes lojas, gramados verdejantes, jazz para todo o lado. E o aquário!! O Aquário mais lindo que já vi na vida! E ainda perdi a oportunidade de mergulhar com os grandes peixes, tubarões e arraias gigantes. Ainda voltarei lá para isto, assim espero. Conheci a maravilhosa Paranapiacaba, na qual planejo até ter casa, rs…

Shows e mais shows! Na agenda cultural, além do Cirque du Soleil LOVE, dos Beatles, em Las Vegas, pude me deliciar com outros grandes astros do Rock. Com Dick e Moe, logo no começo, fui conferir o grande Ozzy Osbourne. O Show foi de morno para frio, mas como não foi muito caro, valeu a pena a brincadeira. Tivemos Ringo Starr, em um show maravilhoso e cativante, Pearl Jam, no show mais épico do ano de 2011, sem sombra de dúvidas, com Dick, Vox, Sunshine e Lubs… Cirque Du Soleil, o Varekai, aqui mesmo em São Paulo… Zombie Walk 2011, que fez valer a pena não ter ido no Anime Friends para viajar a Vegas… Grandes filmes, excelentes livros. Um bom ano em questão cultural, creio eu.

De vitrola e LPs novos, com muitos CDs, um namorado maravilhoso, uma família hilária,  bons amigos e novas esperanças, espero novas experiências deste ano. Uma viagem ao Chile, quem sabe, não é? Um carro, finalmente! E muito Rock’n’roll… Que venho 2012!
E que venha o fim do mundo maia!

Procura-se site de hospedagem de fotos.

Já estava na hora de começar a me preocupar em divulgar minhas fotos de um jeito mais seguro que o facebook.

Embora a rede social ofereça espaço e facilidade de sobra pra comportar os cliques da minha câmera, não custa nada garantir os direitos das imagens publicando-as no blog pessoal. O grande problema, creio eu, é que blog simplesmente não é feito para servir de arquivo fotográfico.

A grande verdade é que como fotógrafa, estou carecendo de um site decente, de interface simples e especializada para fotos, que não seja facebook nem orkut, que não garantem direito de imagem, nem twitter. Muito menos flickr ou fotologs, que têm limitações.

Se alguém souber de um site mais amplo, sem que eu precise pagar domínio, que se pronuncie, por favor.

Tumblr, nem pensar. É um dos que mais anulam o direito de imagem, sem sombra de dúvidas, uma vez que qualquer um pode “Reblogar” seu conteúdo, ou simplesmente copiar e colar como seu.

Tentei aquele tal de wix.com e o programa do editor só dá erro. Estou ficando realmente sem alternativas.

Até lá, o melhor que tenho a fazer é postar algumas fotos aqui, o que não me agrada muito, mas é o que posso fazer.

Agradeço a quem puder dar dicas.

A Queda da Casa de Música

Mais uma vez, em exercício para faculdade, foi pedido pelo professor um texto descritivo. Podíamos dissertar sobre qualquer coisa, desde que a descrição do ambiente, do personagem ou da situação fosse o foco. Foi pedido um pouco de narração. Afinal, descrição sem narrador é apenas parnasianismo, não é? hehe. Mas deixando os chatos de lado, vamos ao exercício, que é o que nos interessa. Creio que tive liberdade suficiente pra fazer o tipo de texto que de fato me agrada. Ei-lo aqui:

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A QUEDA DA CASA DE MÚSICA

Era cedo demais para o meu gosto. Daquele tipo de cedo em que o sol ainda está ameaçando aparecer entre as nuvens, depois de uma madrugada mal dormida. Aquele cedo cinco e dez da manhã. As pessoas na rua, afortunadas – pensei comigo – ainda estavam pensando em seu café, e eu já tinha um assassinato nas mãos. A casa era muito velha, rangia só de olhar. Casa de esquina, tradicional, de família antiga na cidade. Os Penber, donos da casa por gerações, haviam sido grandes em tudo. Sapataria, alvenaria, destilaria, mas o último empreendimento antes de tudo dar errado fora uma loja de música. O primogênito Charles Penber era o tipo de excêntrico que cabia na ficha criminal. Me esperava na saleta úmida e escura, logo depois da varanda, casa adentro. Segurava um violão gasto, e dedilhava lamentavelmente uns acordes opacos, tremidos e tristes. Sentei-me num banco abandonado à sua frente. Eu parecia ser o primeiro policial a chegar à cena, pois as marcas do meu sapato na poeira estavam solitárias. Charles, que não havia levantado a cabeça para me olhar de frente, fedia a pólvora.

Olhei para os fundos da casa. A vítima resistiu à Charles, derrubando os móveis espalhafatosamente pelo chão. Os vizinhos tinham alertado sobre o barulho todo, que era descomunal para os irmãos Penber. Algumas gotas de sangue no colarinho e no tórax do violonista, marcas de quem arrastou um corpo ferido. Finalmente ergueu a cabeça. Seus olhos azuis de um tom noturno estavam cansados, denunciando suas noites de insônia e medicamentos. Seu rosto estava abatido, quase esquelético, havia tempos que não tinha uma refeição decente. A pobreza tinha alcançado seu corpo de pedra, grande e imponente, mas curvado pelo tempo, castigado. Os dedos, longos e finos, estavam desgastados pelas cordas de aço do instrumento, prova de que tocava com constância. Suas roupas pareciam ter sido casa de traças e pequenos roedores, esburacadas.

Riu para mim, um sorriso sincero, com todos os dentes amarelados de Marlboro. Ergueu a mão para me cumprimentar, de forma vaga e trêmula. As mãos ainda estavam quentes, a cintura carregava um revólver. Levei discretamente minha outra mão para dentro de meu casaco, e Charles riu de viés, a voz gutural e rouca de gritar. – Não se preocupe, oficial. O meu serviço já foi cumprido. – Ele declarou. Podia prendê-lo ali, o corpo da irmã jogado na banheira do cômodo de cima, o sangue dela em sua roupa, a arma do crime com suas digitais, só não eram evidências mais gritantes que sua confissão, e eu estava curioso. – O que te levou a isso, Charles? – E ele voltou a tocar, desviando o olhar de mim, carregado do mais venenoso orgulho. – É bem simples. Ela nos levou à ruina. Matou minha família. Que fosse junto pro túmulo, é como o mundo demonstra justiça.

Ofeguei, o ar comprimindo meus pulmões. Eu o tinha pego com a mão na massa, ou na viola. Lhe expliquei que teria de leva-lo dali, e ele seria preso pelo que tinha feito e ele riu uma nova vez. Percebi um tom de ironia quando falou que eu é que não entendia a situação. – A casa dos Penber caiu, meu amigo. Essa é minha última música, e foi feita exatamente para este momento. Não acha bonita? – E com alguns delírios, efeito dos medicamentos, ele continuou tocando e cantarolando baixo. Só então percebi que tocava I Started A Joke, dos Bee Gees. Suspirei impaciente, e ele voltou a olhar para mim. Quando me perguntou se eu conhecia a música, respondi que sim, e ele pareceu ficar satisfeito. O barulho dos carros de polícia se aproximando me chamou a atenção para a porta, e tudo o que vi depois foi um borrão. Em um acorde terrível, Charles acertou-me com o violão na costela, no momento seguinte em que eu saquei a arma. Suas mãos descuidadas puxaram seu revólver da cintura, e ele riu uma última vez, porém, com uma tristeza tão profunda quanto o crime que cometera. – Que seja saudosa a queda da minha casa, e que seja lembrada pelos acordes de pólvora, sonora vingança. – E meteu-se um tiro na goela para cima, o tampo da cabeça sangrando, enquanto o corpo monumental espatifava-se no chão. Tudo tão dramático e exagerado, pensei enquanto era socorrido. O exagero, como se sabe, é a matéria prima da piada. Mas esta já perdera a graça.

Morte. Vida.

Acordou aos poucos, mas quando abriu os olhos, duvidou que o fizera de fato. Tudo estava tão escuro quanto breu. Lá fora já era quase manhã, mas ele não sabia. Na verdade, sabia de pouca coisa, mas de uma tinha certeza: De que sua cabeça doía. Que acontecera noite passada? Não se lembrava de muita coisa, apenas dos primeiros copos de vodka, luzes, conversa, um assobio alto e pronto. Breu. Foi então que, pela primeira vez, sentiu desconforto. Tentou tatear no escuro, se dando conta que também não sabia onde estava. Sentiu um pouco de terra entre os dedos. Sentiu um estofamento puído embaixo de si e ao seu redor, como se estivesse em uma caixa. Uma caixa pequena e desconfortável. Tentou respirar fundo, e outra nova sensação começou a lhe gerar um pouco de pânico… O ar estava pesado, daquele tipo difícil de se respirar, do tipo claustrofóbico e cheio de culpa. Suava muito, pois sentia o rosto muito molhado. Tentou se mexer, sem sucesso algum. A caixa era estreita e não conseguia sequer dobrar muito os joelhos, que logo batiam na parte de cima, produzindo um som opaco. A pontada de pânico puxou um nervo de sua nuca, parecendo marretar a dor de cabeça. E então, um flash. “Hahaha, não acredito! Você é um maluco, Kenneth!”. Conversa, risada, um bar. Estava sentado na mesa, observando uma garota. Ela não tinha nenhum grande atrativo, na verdade, mas o batom vermelho que usava despertava a atenção dele. Ficava de canto, bebia discretamente, isolada do ambiente. Lábios vermelhos. Estofado. Estava na caixa outra vez, com dor de cabeça. Aquela era a maldita hora em que pedaços de memória começam a brincar com o inconsciente, ele sabia bem. “Onde diabos estou?” Ele falou baixo, escutando sua voz abafada e rouca. A garganta ardeu como se tivesse engolido vidro. Tentou forçar a parte superior do estofado, que não estava muito acima de seu nariz. Nada, nem sequer um movimento. Tentou escutar algum barulho externo. Nada, nem sequer um lamento. Suspirou. Onde diabos estava?

“Kenneth? Está me ouvindo?” Disse uma voz masculina. “Cale a boca, que estou te ouvindo em excesso” ele respondeu. Na mesa do bar, seu amigo lhe contorcia o rosto e xingava qualquer coisa contra ele, e depois ria, mas ele só focava em uma única coisa: Lábios vermelhos. Ela ainda estava lá, sozinha. Fumava, agora, e ele virou o octogésimo copo pra dentro da garganta, que pegou fogo o suficiente pra fazê-lo se contorcer um pouco. “Hahaha, não acredito! Você é um maluco, Kenneth! Vai acabar vomitando até o que comeu semana passada!”. Mandou o amigo calar a boca e se levantou. “Que é que você vai fazer agora, seu bêbado fedido?” Que mais podia fazer, idiota? Iria falar com ela. Sabia que ela também queria. Ah, sim, ela queria sim. Pânico. Dentro da caixa, tentou dobrar os joelhos outra vez, batendo no teto. Repetiu o ato teimosamente por mais duas vezes, com mais força. Não cedia um milímetro sequer. Onde diabos estava? Tentou tatear os bolsos da calça, a coisa mais perto do alcance de suas mãos. Moedas, papel e desesperança. Era tudo o que carregava consigo naquele instante. Lixo, pensou ele. Que é que adianta essas moedas? Pra que merda vou gastá-las, se não consigo sair dessa maldita caixa? “Ora Kenneth, sossegue a bunda gorda na cadeira, não vá atormentar ninguém com essa sua língua podre”. Mas ele não deu a mínima. Estava bêbado o suficiente para falar com qualquer boazuda, e aquela ali não era nada demais. Álcool demais e garota de menos. A calça dela era apertada, a blusa pouco decotada, não mostrando nada que valesse tanto a pena assim. Mas os lábios vermelhos, aqueles lábios sim. Eram eles que o queriam. A garota olhou de viés e continuou a fumar seu cigarro. “Estou falando com você, gracinha. Como se não quisesse atenção com esse jeans apertado, hum?” Ele se ouviu dizer, como um bêbado fedido, se apoiando no bar. A voz dela saía, mas ele não se lembrava dela. Só dos lábios vermelhos, se movendo. Não gostou, seja lá o que ela tenha dito. Quem achava que era? “Está na hora de descer do seu castelo, princesa. Pare de mexer essa boca, e gaste esse batom com coisa melhor”, e ele avançou em cima da garota. Sentiu a mão de seu amigo segurando-o pelos ombros, e o encarou com raiva. “Está maluco, cara?” Tire as mãos de mim, seu bosta! E a cólera o tomou de instantâneo, levantando o punho fechado no ar, mirando exatamente no nariz do rapaz. Antes que percebesse, sentiu um baque forte na cabeça, cambaleou pelo salão e se espatifou no chão. As coisas foram ficando embaçadas.

Seu fôlego pesado o fez arregalar os olhos, mas de nada adiantava. A caixa era tão escura e sua escuridão impenetrável não aceitava sua curiosidade. Tentou outra vez bater o joelho na tampa, com tanta força que sua perna começou a doer. Outra e outra vez, até que sua cabeça começasse a reclamar de dor. Mais dor. “Tem alguém aí?!” ele gritou, e se calou em seguida, arrependido. Sua garganta tinha sido arranhada por gatos raivosos, com certeza.

Morte.

Vida.

Acordou, mas quando abriu os olhos, duvidou que o fizera de fato. A luz que o atingiu foi tão forte que ficou cego por alguns instantes. E então, viu um teto branco, a luminária pendurada, acesa. Aquele era seu quarto, ou não? Não tinha muita certeza. Mas sabia de uma coisa: Estava com dor de cabeça. A bebedeira do dia anterior o abatia como britadeira. Os músculos do corpo estavam doloridos, e levantar-se da cama foi difícil. E então percebeu: Que é que tinha acontecido com suas pernas? Não eram suas. Estavam mais musculosas, um tanto mais bronzeadas. Olhou seus braços: Estavam mais grossos, maiores. Examinou o abdômen, mais torneado e definido. Foi até o espelho e quase perdeu o coração pela boca. Não era ele que se via no espelho! O cabelo moreno bem penteado, o maxilar quadrado, os olhos azuis arregalados de espanto. Mas… aquele não era… Mas… o que é que tinha… Como é que…? E antes que se desse conta, ficou zonzo demais, caindo com força no chão.

“Onde diabos eu estou?” ele se perguntou outra vez, tateando no escuro da caixa. Respirar o ar pesado e abafado começava a doer, como se tivesse levado um murro direto no nariz. Deu uma nova joelhada no teto, e a dor desta vez foi tanta que teve que desistir da empreitada. Aquilo não era típico dele, pensou. Anos de academia tinham deixado suas pernas resistentes, mas por algum motivo, elas doíam com o menor dos movimentos. Sentiu-se doente. Afora a dor de cabeça, sentia o corpo atrofiado. Sentia certa fraqueza, e muita falta de ar. Seus lábios estavam muito secos. Lábios vermelhos. Caído no chão do bar, estava com medo. “Medo? Que é que sou? Um rato?” Levantou-se e xingou a todos os pulmões, com seu hálito fétido. Arrastou o rapaz pelos cabelos escuros e maltrapilhos. Um pobre qualquer, que não suportava mais. Vivia o chamando de amigo, recusando que pagasse as bebidas, como se fosse um bom homem. Nenhum bom homem andava com ele, sabia bem. Todos o invejavam. Invejavam seus músculos, seus olhos azuis, seu carro e seu dinheiro. Jogou-o na sarjeta e prendeu-o embaixo de seu próprio corpo. “Você é um maluco Kenneth! Saia de cima de mim!” Gritou seu irmão. Sim, agora estava se lembrando. Levara seu irmão para comemorar o noivado. Levaram a noiva também? Seu irmão, semelhante a ele. Cabelos escuros, olhos azuis, exceto o corpo mirrado e a saúde debilitada. Nasceram do mesmo útero, mas Kenneth nasceu mais saudável. Roubava o alimento do irmão. Desde crianças, ele era um empecilho. Sempre doente, sempre carente, sempre o centro da atenção de seus pais. E quanto a ele, o saudável? O bonito? Superior? Pouco se falavam desde a adolescência. E então, recebeu a ligação dos pais, anunciando o noivado de seu irmão, cheios de orgulho. Pro inferno com o casamento e com essa besteira toda, ele pensou, mas não disse nada. Concordou acolher os noivos enquanto estivessem na cidade. Não entendia como seu irmão contentava-se com aquela mulher. Não tinha nada de especial. Pouco decote, nada pra mostrar. Só um par de lábios vermelhos.

“Querido? Está tudo bem?”, ela o apoiou pelas costas, preocupada. Aos poucos, sua cabeça deixava de doer, e ia se lembrando do que acontecera na noite anterior. Estavam brindando. Seu irmão, Kenneth, bebera mais do que o esperado. Sua noiva fumava no canto perto da janela, pois não era permitido fumar nas mesas. Pedira a ela na noite anterior para dar privacidade aos dois. Ele queria dar mais atenção ao irmão, que não via há tempos. Mas Kenneth insistia em lhe rebaixar. Estava acostumado, entendia que era como o irmão lhe mostrava preocupação. Mas as bebidas estavam demais, e ele começou a se portar extremamente mal. Ela escutava tudo de longe, cada vez mais irritada com a má educação do anfitrião. Mas prometera ao noivo deixa-los se entenderem. E foi quando Kenneth veio lhe faltar com o respeito que ela praguejou. “Que é que você vai fazer agora, seu bêbado fedido? Não cansou de maltratar seu irmão que veio até aqui te ver? Sossegue sua bunda gorda na cadeira, e não vá atormentar mais ninguém com essa sua língua podre”. E ele perdeu o controle. Avançou para cima dela, e o noivo tentou segurá-lo. Kenneth lhe acertou um murro direto no nariz e o arrastou para a rua. E ela só conseguia chorar e amaldiçoa-lo. Amaldiçoava-o com seus lábios vermelhos.

Tentou empurrar a tampa estofada com as mãos, mas não tinha força suficiente. Sentiu ter desperdiçado dinheiro naquela droga de academia. Por um instante, achou ser como seu irmão, fraco, desimportante e sem dinheiro, e riu de si. Riu de novo, de escárnio e de pânico. Pânico crescente. Apertou os punhos com raiva e esmurrou a tampa. Outra e outra vez. Esmurrava a cara do irmão com força, arrancando cada vez mais sangue, espirrando-o na rua. A mulher de lábios vermelhos lamentava e dizia qualquer besteira, que não se lembrava de forma alguma. Mas desta vez, se lembrava de quem ela era. Lembrava-se do que fazia. E mesmo assim, continuava a socar o irmão e a lhe jorrar sangue. “Anêmico ridículo, fracote, reaja!”. “Largue ele! Saia de cima! Você vai mata-lo!!”. A multidão saía do bar e desacreditava. O rosto, único traço idêntico de ambos, agora estava desfigurado de sangue, outrora de raiva.

Morte.

Vida.

“Querido, está tudo bem?”, ela perguntou de novo. “Acho que está”, ele respondeu, ainda zonzo. Sei que vai soar estranho, mas… “Eu sou eu mesmo?”. E ela riu, um pouco menos assustada. Não devia ter bebido tanto. “Sim, está”. Ele sempre fora o mais forte por dentro. Ele sempre fora o mais rico de alma. Sempre fora o mais bonito de espírito. E suas enfermidades físicas eram tudo o que lhe atrapalhavam. O irmão, ao contrário, não sentia-se atrapalhado por seu físico, mas era oco, pobre e feio como pessoa. Cruel, matara o irmão na sarjeta de um bar, pelo monstro que achava ser vítima: inveja. Ciúme. Possessão. Deixara-o ali, sangrando, sem piedade, a mulher o acolhendo nos braços.  Ele se lembrava disso, mas ela não. A realidade, na verdade, não se havia alterado. Só se tornado justa. Morrera aquele que tinha sido morto, pelas mãos do próprio irmão. E então, o corpo tomou seu lugar no túmulo. O feio, pobre e enfermo estava morto.

 Foi naquele instante, quando lembrou que matara seu irmão, que se deu conta. “Você é maluco Kenneth!”. Será que estava perdendo a cabeça? Cabeça… O que achava ser suor, sabia ser sangue. O que achava ser dor, sabia ser fraqueza. O que achava ser caixa, sabia ser caixão. E o que achava ser corpo, sabia ser cadáver. Estava pútrido, mudo. Mas ainda tentava gritar, com a garganta estrangulada. Não havia ar, nem desconforto, nem dor de cabeça ou lembranças. Só crueldade sepultada. E breu.

Morte.

Vida.

Ele estava ali, vendo o túmulo do irmão, sem nome. Sabia que era ali. Lembrava-se de ser enterrado no escuro, na calada da noite, por um culpado manchado de sangue, sem piedade. Na surdina, como um pobre doente merecia. Mas ele não merecia. E ambos sabiam disso. Ali, naquele silêncio gritado, não precisavam trocar palavras. A última memória de suas vidas era o epitáfio sem lápide. Uma rosa vermelha solitária na terra remexida, ainda úmida. Lábios vermelhos. A noiva tomava o corpo ensanguentado do amado, que sem fôlego morria aos poucos. “Está tudo bem, querido”, ela repetia. E por fim, lhe selou um beijo com gosto de lágrimas, deixando a boca do cadáver marcada com seu batom vermelho.

“Está tudo bem, querido”, ela afirmava, enquanto lhe servia café da manhã com um sorriso no rosto. Os lábios rubros se aproximaram dos seus, lhe selando um beijo de bom dia, trazido com a manhã, com o sol e com as panquecas.

Morte.

Vida.

O Estranho Mundo de Jack

Muito bem crianças, aproximem-se e tomem seus lugares sentadas nas lápides do cemitério, e tragam suas abóboras e camisas listradas, pois é hora de Tim Burton.

(Título original: The Nightmare Before Christmas)

O estúdio da Walt Disney Pictures apresenta O Estranho Mundo de Jack, de Tim Burton. Um filme musical animado infantil, com duração de 77 minutos aproximadamente. Direção de Henri Selick, produzido e co-escrito por Burton, do ano de 1993.

Trailer em inglês

Concorrendo em 1994 ao Oscar, e perdendo para o venerado Jurassic Park, O Estranho Mundo de Jack é sem dúvida uma das estrelas douradas na testa do Tim Burton. O musical foi cogitado cerca de dez anos antes do projeto do filme acontecer, mas a Disney sempre esteve com o pé atrás, pois a idéia parecia ser macabra e sinistra demais para as crianças. De fato, este é um dos filmes que costumava me botar medo e fascínio na minha época de girininha. Com o inconfundível e único toque de meu diretor preferido, o filme te leva para dentro do mundo dos feriados. Com portais para o Dia de Ação de Graças, Dia de São Valentim, Dia de São Patrício (típicas comemorações americanas), Páscoa e Natal, entramos pelo do Halloween, chegando à cidade tenebrosa de Jack Esqueleto, o rei do susto. Os personagens mórbidos, cantantes e perversos de massinha encantam os tragicômicos. Mas Jack não está satisfeito, e vaga até a Cidade do Natal. Se encanta pela magia da cidade e convence os habitantes do Halloween a terem sua própria versão natalina. Dois dos meus mais queridos personagens, além de Jack, encontram-se Sally, a boneca de pano com um bom coração, e o Oogie (bicho-papão), que me fazia esconder o rosto no cobertor, hehe. 

O elenco inclui Chris Sarandon (Jack Skellington) e Catherine O´Hara (Sally) na versão original.

Cartão postal da cidade do Halloween

No mais, é preciso assistir o filme. O enredo é apaixonante, e se você é um fã do submundo, vale a pena ver, se nunca teve a chance. Pra você que é familiarizado com o queridíssimo Rei da Abóbora, vale rever agora em remasterização digital, ou até mesmo em Blu-Ray. A qualidade do DVD realmente influi no modo como a cidade do Halloween encanta. Como coloquei as mãos na edição de colecionador, nem sequer tive tempo ainda de ver todos os extras e especiais do filme. Vale lembrar aos fissurados por Tim Burton que, embora a decepção, ele esteve muito ausente na produção do filme, deixando-a nas costas de Selick. Então, não se engane quanto ao cenário, personagens e tudo o mais… Desilude saber que Burton tinha outras coisas mais importantes pra cuidar. Mas é um bom conforto ao nosso coração obscuro que pelo menos a idéia geral é dele. Palmas e palmas para o conto de Natal mais legal da minha infância, e um grande abraço para o Burton, que só não me ganha mais do que Beetlejuice no seu passado.

Burton e seus monstrinhos apaixonantes

Sinopse: Entediado com a velha rotina de gritos e sustos, o Rei do Halloween Jack Esqueleto, deseja espalhar a alegria do Natal. No entanto, esta alegre missão coloca Papai Noel em perigo e cria, por toda a parte, um pesadelo para meninos e meninas!

Junte os amigos da noite na sessão nostalgia.

Seguem alguns links pra download gratuito do Estranho Mundo de Jack. Nenhum destes links foi testado, então, boa sorte.

Filmes Para Download (com legenda separada)

Baixar Filmes e Séries (O link do Megaupload está inválido)

Factory Filmes (legenda separada)

Telona (RMVB, Dublado -também é legal assistir-)

Elite Dos Filmes (Avi, dublado, link com trailer)

Pirâmide Invertida

Alô alô marcianos. Eis que venho hoje aqui compartilhar um pouco de cultura com vocês, só para variar.

Tópico da noite: Pirâmide Invertida, a técnica jornalística de fazer a notícia mais interessante. Como funciona?

Para entender esse conceito, primeiro é preciso especificar o que é Lead, ou lide. Do inglês “to lead” (liderar, conduzir), é o começo, a introdução que supre as perguntas básicas de uma notícia. Informa de forma rápida e resumida sobre o quê a notícia se trata, de forma a prender a atenção do leitor na matéria. As perguntas básicas que devem ser respondidas no lide são: Quem, O que, Quando, Por que, Onde, Como. Porém, para chamar a atenção do leitor, é possível usar da técnica da pirâmide invertida, que trata-se de explicitar as perguntas de forma a escrever do mais importante para o menos importante. Portanto, pode-se alterar a ordem dos fatos.

O professor de Jornalismo Básico deu-nos a seguinte missão: Criar um lide criativo e ao mesmo tempo interessante, usando da técnica de pirâmide invertida.

E eu, como bobona travessa que sou, não pude deixar de aproveitar o tema para fazer de uma ou duas graças. Mas ressalto logo, quem fizer a apuração da minha notícia, encontrará fatos verdadeiros. Eu apenas tornei as coisas um pouco mais… Criativas e interessantes, hehe. Divirtam-se.

 

As pirâmides invertidas: O fenômeno que está intrigando o mundo.

Nas terras do Cairo, no Egito, é onde se encontra a primeira grande maravilha do mundo: as Pirâmides de Gizé, que perduram através do tempo por mais de cinco mil anos, mantendo seu relativo bom estado. Porém, na noite de quarta-feira foram registradas queixas na polícia egípcia de Mênfis. No início foram levadas pelas autoridades como brincadeira, mas devido à grande massa de pessoas que continuavam ligando para a delegacia, causaram muita preocupação e espanto. Exploradores, cientistas e moradores locais declaravam ter visto as Pirâmides invertidas.
Numa equipe de reconhecimento, a polícia confirmou as queixas, encontrando as Pirâmides com as bases maiores apontadas para o céu, equilibradas pela ponta na areia. O evento absurdo foi reportado para a UNESCO por volta das 23h52min, conforme relatório oficial do delegado Hah-Amun. “Nunca vimos nada afetar as grandes pirâmides. Encontrá-las naquele estado me deixou perturbado. Até agora ainda não consegui dormir” Ele declarou em entrevista para a Reuters nesta manhã. Foram encontradas ferramentas de escavação ao redor das pirâmides, o que deixa o fato ainda mais estranho, uma vez que a polícia e os especialistas afirmam ser impossível inverter um monumento de tamanho porte e idade com instrumentos tão simples. Entre as ferramentas encontradas foram registrados três martelos, quatro pás, sete picaretas e uma enxada. Ainda no local foram encontradas placas de granito esculpidas por material desconhecido, todas com os dizeres: A situação pode ser invertida.
A busca por suspeitos de ter invertido as Pirâmides ainda não mostram nenhum resultado significativo, levantando inúmeras teorias entre os estudiosos do mundo todo, sendo intervenção alienígena a principal delas. “Isto é bobagem” disse o chefe do caso pelo FBI, George Russel, “O que aconteceu aqui só pode ter sido coisa de manifestantes. Não se preocupem, nós encontraremos o responsável por isto. Ninguém sairá impune” completou o oficial. O Egito tem passado por grandes reformas políticas desde os conflitos do começo do ano, entre o povo e o governo do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto por acusações de corrupção e assassinatos. Tendo sido um ditador por 30 anos, Mubarak criou inúmeras tensões e organizações locais, e muitos manifestantes foram executados durante os protestos. Indo a julgamento no Cairo, e com a chance de ser condenado à pena de morte, o evento político é outra grande teoria explicativa do monumento ter sido invertido.
A situação ainda está sendo estudada a fundo, e todos os grandes órgãos de pesquisa e conservação do mundo estão envolvidos no mistério egípcio. “Seja lá o que tenha acontecido, nós nunca poderemos compreender completamente. Manifestantes, aliens, isto não importa muito. De qualquer forma, foi um grande sinal para todos nós” declarou o delegado Hah-Amun ao final de sua entrevista, enquanto olhava fixamente para as Pirâmides invertidas.